
Frank Viola explica e quebra a igreja em seu livro Reimagining Church, ele diz exatamente o que muitos pensam e não conseguem dizer sobre ser Igreja “pós-moderna”
Este paradigma está enraizado numa tentativa de praticar o Cristianismo sem pertencer a uma comunidade identificável que se reúne regularmente para adoração, oração, comunhão e edificação mútua. Os que defendem isso reivindicam que a interação social espontânea (como tomar café no Starbucks quando quer que desejarem) e amizades pessoais incorporam o significado Neo-testamentário de “igreja”. Aqueles que abraçam esse paradigma acreditam numa igreja sem forma, nebulosa, fantasma. Tal conceito está desconectado daquilo que encontramos no Novo Testamento. As igrejas do primeiro século eram comunidades localizáveis, identificáveis, possível de serem visitadas que se reuniam em um local em particular regularmente.
Esse ano em especial foi um ano de muitas pessoas escreverem metendo o pau na Igreja, todo o tipo de manifestação contra a Igreja não provem de Deus, e simples. O que devemos entender é o significado exato de quando falamos de Igreja Ekklesia da igreja institucional.
Se pegarmos todas as igrejas que estão se mantendo fora das correntes do cristianismo institucional, as grandes igrejas do mainframe “cristão” algumas delas não se reúnem em casa, cafés, lugares públicos, mas em lugares alugados. O ponto fraco visível e apalpável de suas reuniões se encontram em uma liturgia vazia, repetida regularmente a cada semana, passando despercebida por seus membros. Contudo se aparecer os “insastifeitos” pedindo e executado mudanças os lideres dessa igreja chamarão essas pessoas de “ovelhas negras”, censurando a irreverência deles e mostrando o “poder da igreja institucional”.
Na verdade todos que estão “metendo o pau” ou realizando coisas “bizzaras” na Igreja estão deficientes em relação à idéia de Igreja do Novo Testamento conhecida por ekklesia.

A ekklesia, significa sob as normas do Novo Testamento, é um grupo de cristãos que se reúnem em, para e pelo Senhor Jesus Cristo, exclusivamente. Infelizmente não vemos isso como um ponto básico hoje em dia. Além de ser uma assembléia de crentes que estão fortemente comprometidos com a Sua plena expressão dentro de sua comunidade. Jesus Cristo é o sangue que dá vida à ekklesia. Ele é o centro, a circunferência, o conteúdo, o foco e o ponto de reunião da comunidade. Os santos que se reúnem como ekklesia em um local em particular, estão consumidos com Cristo e nada mais.
A sua meta é fazer a ele visível em sua comunidade – sua marca é o crescente conhecimento no Senhor – e seu testemunho é um indiscutível amor de uns para com os outros.
Independe se é uma igreja em casas (vide espaço modular), igrejas institucional todas as igrejas que não estão caracterizadas por estas qualidades espirituais, não apenas perdem o passo, mas que estão dançando o rock equivocado.
A genuína ekklesia não está centrada em temas, pessoas ou doutrinas. Está centrada em Cristo. A ekklesia existe por uma razão e para um propósito exclusivamente – a indiscutível supremacia e centralidade de seu Senhor. De fato, desde o ponto de vista de Deus, a igreja é uma Pessoa, e não uma estrutura. É Jesus Cristo em sua expressão corporativa humana.
Se você não tem isso, não importa aonde você esteja, se é uma igreja em casa, cafés, igrejas institucional, você deve realmente fazer o papel da ekklesia do N.T, se não os problemas e crises vão estar enraizadas a uma dramática luta pelo poder, uma manipulação por impor um ponto de vista teológico ou uma falta de aceitação sobre certas personalidades, fazendo da verdadeira ekklesia uma simples Igreja.
Pelo fato de muitos não entenderem a diferença de igreja e Igreja ekklesia, muitos deixam de somar com a ekklesia e passam a destruir a Igreja que Deus deixou para fazer diferença no mundo.
Frank Viola está realmente certo pelo menos nesse ponto quando diz que as igrejas do primeiro século eram comunidades localizáveis e identificáveis, mas será que ele está falando de igreja ou da igreja ekklesia?













david Desse:
caros irmaos Frank Viola esta se referindo a uma unica igreja, na qual e Jesus.
essa discussao referente a igreja localizada(saloes,galpoes etc)
ou a movel nao tem nexo, pois no novo testamento vemos ao dois modelos de igreja.
jesus pregava no templo, no qual ele chamava de casa de meu pai. mas jesus tambem pregava na casa de simeao no monte na beira do mar.”por isso eu digo que Jesus era rippe”hahahhahhahh
falando serio!!!
com esse modelo de cristo vemos que os dois modelos sao importantes.Em um outro forum eu fiz um pedido, que por favor nao se tornem novos Lutheros, mas sim novos jeremias, Isais e tantos outros profetas que nao abandonaram seu povo mesmo em meio a destruiçao de Israel.
em vez de se rebelarem com uma visao anarquista por favor orem por nos que estamos em igrejas em saloes.
Sei que a igreja fixa de hoje nao vai muito bem na questao do testemunho, amor, e tantos outros dons que Deus nos deu. por favor orem por nos, e lembrem sejam novos Jeremias e Isaias.
um abraço atodos vcs.
shalon!!!!
November 7th, 2008 às 8:23 am
Rod Silva Desse:
Essa definição do Frank Viola é realmente muuuuito boa e algo que tu colocou mano, é muito real.
“Pelo fato de muitos não entenderem a diferença de igreja e Igreja ekklesia, muitos deixam de somar com a ekklesia e passam a destruir a Igreja que Deus deixou para fazer diferença no mundo.”
November 7th, 2008 às 7:29 pm
fabio q Desse:
esse Frank Viola tem problema mental?
acho ele confuso e contraditorio, mas enfim
November 10th, 2008 às 4:30 pm
Vitor Desse:
Prefiro o Viola do Corinthians!!!
Porém igreja local ou indentificavel é tudo igj…
e igreja se cobrir vira circo, se crcar virar hospicio…
Qdo comecei a ler ja sabia q era do J esse post, pq será…rsrs
November 11th, 2008 às 1:01 pm
TOM Desse:
??
TOM/ PROJETO 242
November 17th, 2008 às 9:54 am
Carlos Roberto Desse:
IGREJA DE ATOS x IGREJA MODERNA
No Novo Testamento a palavra “Igreja” é traduzida da palavra grega “ekklesia”, que significa um grupo de indivíduos chamados para formar uma reunião ou assembléia. A palavra é mais comumente usada para descrever um grupo de crentes no Senhor Jesus Cristo. Assim, Paulo fala da Igreja de Deus, que o Senhor resgatou com o Seu próprio sangue – Atos 20 : 28. A Igreja não é uma organização, mas um organismo. Não é uma mera instituição, mas uma unidade viva. É a comunhão de todos os que nasceram de novo e participam da vida de Cristo e, conseqüentemente, estão unidos uns aos outros pelo Espírito Santo. É uma família de fé, ou pelo menos deveria ser, onde todos têm objetivos comuns, a adoração a Deus.
Ao lermos o livro dos Atos dos Apóstolos, não há como não ficarmos tomados pela emoção, perturbados e ao mesmo tempo perplexos. A emoção justificada pela fidelidade e pela coragem; perturbados ao percebermos que algo novo como o Evangelho conseguiu mover aquele povo; perturbados ao percebermos as distorções entre o cristianismo daquele tempo e o cristianismo de hoje. No livro de Atos, nos seus vários capítulos, nós vemos o cristianismo legítimo sendo exercido pela primeira vez na história humana em toda a sua plenitude. Ficamos emocionados por vermos a Igreja de Cristo no esplendor de sua juventude, com valores que expressam a sua integridade, um corpo de homens e mulheres comuns unidos num objetivo único, numa comunhão impar, jamais vista na terra.
Ficamos, no entanto, embaraçados por sabermos que essa é a Igreja como ela deveria ser, mas que nos dias de hoje não representa em nada os ideais dos Apóstolos na missão de pregar o Evangelho. Há um abismo intransponível entre aquela comunidade de fé dos tempos apostólicos e a igreja moderna, com violações de práticas e princípios que mascaram as verdades Bíblicas ensinadas em todo o Novo Testamento. A Igreja vigorosa e flexível, pois naqueles dias ela ainda não havia se tornada gorda e sem fôlego, por causa da prosperidade, ou paralisada pelo excesso de organização fazia diferença, mesmo diante das perseguições e dos desafios que ela enfrentava na pregação da Palavra de Deus. Aquelas pessoas não praticavam “atos de fé”, elas criam; não recitavam oração, elas oravam de verdade, não faziam palestras sobre medicina psicossomática ou psicologia, mas simplesmente curavam os enfermos; não buscavam riquezas ou ostentações, mas vendiam tudo e sustentavam-se nas suas necessidades. Segundo lemos em Atos 4 : 32 a 34 havia uma unidade entre corações e almas, a consciência era de que não eram donos de nada, havia graça abundante e não existia entre eles necessitados. Aqui esta o abismo a que me referi acima, a intransponível barreira que se instalou em nossas comunidades de fé hoje onde o “cada um pra si e Deus para todos” é evidenciado pela busca incessante de bens e riquezas por parte dos fiéis e suas igrejas; cujos templos em muitos casos são verdadeiros palácios, a ostentação e o luxo são objeto de desejo de boa parte dos que lideram estas comunidades religiosas. Os castelos religiosos estão ai, é só dar uma olhadinha.
O fundamento básico do cristianismo nos seus primeiros dias era o testemunho, fato que causava impacto não só na vida das pessoas, mas também nas autoridades que viam nos cristãos uma ameaça para as suas pretensões. A perseguição levou a igreja a se expandir pelos cantos da terra e não a inchar como vemos hoje, com grandes e suntuosos templos construídos para atender e dar satisfação ao corpo, mas que cada vez mais, pala luxúria que ostentam, distanciam mais o homem de seu criador e por conseqüência de seu semelhante. Em todo o lugar por onde passavam os cristãos provocavam um reboliço com a fidelidade e a sinceridade com que testemunhavam do poder e do amor de Deus sobre as suas vidas. Hoje o que vemos é uma mistificação de valores e crenças que em nada se relacionam com aquilo que os nossos antecessores deixaram para nós como modelo de vida cristã, assim a adoração tornou-se em exercício de auto-exaltação e de valorização do eu. O que temos em comum hoje como cristãos? Apenas o nome e nada mais. A igreja é movida hoje por valores que levam o homem a uma busca desenfreada pala prosperidade e para isto a grande maioria só lembra que tem um irmão na fé quando o encontra dentro de uma igreja. Nome? Ai a coisa complica, pois a relação de irmandade passa longe e a preocupação em conhecer e saber dos problemas que aflige o seu semelhante não fazem parte do cristianismo moderno. Ter tudo em comum? Nem pensar! Socorrer os pobre e as viúvas? Bem, aí nós entregamos uma cesta básica de vez em quando e estamos quites!
A verdade é que a igreja moderna há muito se perdeu nos seus conceitos e cada uma a seu modo, faz do cristianismo uma bandeira de negócios muitas vezes escusos, outras sequer sabem bem quais são os seus objetivos, outras existem apenas para enriquecer grupos de pessoas que fazem do Evangelho uma indústria onde o lucro fácil deixa de lado coisas como verdade, honra, caráter, ética e moral para constituírem verdadeiros impérios nos meios religiosos. Movida a “correntes e preces milagrosas” ela parece nem se lembrar de sua história e sua função neste mundo.
Lemos em Atos 17 : 6 : ”…estes que alvoroçaram o mundo chegaram até nós”. O texto mostra a ousadia e o impacto que os cristãos do primeiro século casavam quando chegavam em lugares onde a novidade do Evangelho não havia alcançado. Aqueles, com suas mensagens e seus testemunhos provocavam um reboliço no seio da sociedade fazendo com que fossem e disputassem com eles sobre as Escrituras Sagradas. E hoje, como igreja, que impacto estamos causando em nossas comunidades? Que diferença há entre as nossas práticas e as do mundo que nos rodeia? Somos ousados ou tememos as reações? Temos argumentos ou nos escondemos nos nossos conceitos de privacidade religiosa para não pregarmos o Evangelho? Creio que é preciso fazer uma diferenciação básica entre “evangélico” e “cristão” hoje. Evangélico hoje é algo comum, e qualquer um por motivos que não cabe aqui tratar, usa esta argumentação para referendarem suas crenças. Cristão, por outro lado está explicitamente ligado a um compromisso de vida que espelhe e evidencie aquilo que Jesus deixou nos seus ensinos como modelo para que exercitássemos a nossa vida cristã, coisa que hoje infelizmente é raro encontrarmos dentro de nossas igrejas. Há sim, uma imitação barata que na verdade nada tem a ver com aquilo que de fato representa um compromisso de vida digna de ser denominado cristão. Na realidade a confusão é generalizada e cada um, a seu modo, faz o que bem entende ou por comodidade ou por interesses, mas sem qualquer comprometimento sincero com os conceitos Bíblicos que deveriam nortear a nossa vida religiosa.
Muitos cristãos hoje oscilam desequilibradamente na crença num Deus ora amoroso que aceita tudo que for feito pelo homem com o objetivo de prestar culto, que tudo perdoa; ora justo, que pune o pecado e assim quando os males afligem a primeira coisa é condicionar tal sofrimento a alguma situação de pecado, como se Ele Deus fosse contraditório e tivéssemos que escolher a quem seguir. A contradição é nossa, pois somos seres que nascemos em pecado, não Dele, Deus que é amoroso e justo. Quanto ao seu amor, devemos nos submeter integralmente a ele. Quanto à sua justiça devemos nos render sem impormos qualquer condição para isto.
A Igreja moderna, para merecer o título de cristã, precisa ter em mente o exemplo da igreja apostólica descrita no Novo Testamento, não para repetir as formas adotadas pelos cristãos do passado, porque estas são irrepetíveis e aqueles viveram uma experiência impar na história do Evangelho, mas para viver os princípios que moveram as vidas desses nossos pais da fé. O Evangelho é simples, no entanto por pura falta de intimidade com o mesmo vemos as nossas comunidades inventando e criando formas que possam atrair e agradar a seu publico, mesmo que estas agridam aquilo que está descrito nos ensinos apostólicos. O culto na sua quase totalidade está vazio e sem conteúdo; a expressão de adoração e de louvor foi aos poucos sendo substituída por uma algazarra que em muitos casos beira o ridículo em situações que muitas vezes Deus sequer é lembrado como Senhor de todas as coisas.
A idolatria que tanto é condenada nas Escrituras é praticada livremente em nossas comunidades onde líderes são adorados como se fossem deuses; seitas são reverenciadas e idolatradas como se os seus atributos substituíssem Deus na sua onipotência, onipresença e onipotência. Pastores e Bispos se tornaram os donos da verdade e confrontá-los ou ir de encontro aos seus ensinos é tido como pecado mortal; contrariá-los significa contrariar a Deus, mesmo que os seus conceitos afrontem os ensinos de Jesus para o exercício da fé cristã. São os “intocáveis”.
A simplicidade da igreja do passado deu lugar a uma modalidade de religião construída sobre a égide da pompa, do estrelismo, da suntuosidade e do espetáculo. O show expulsou das celebrações o caráter espiritual do culto dando espaço para que os artistas da fé e os animadores de auditório assumissem o papel que antes pertencia ao servo de Deus, que com humildade e segurança na mensagem conduzia o povo a um compromisso maior com o Criador. Vejo com tristeza que há muito pouco por ser feito no sentido de conduzir o povo de Deus na busca do primeiro amor, de um comprometimento real, verdadeiro e sincero com Deus. As pedras estão clamando através da criminalidade, da imoralidade, da corrupção e do distanciamento do homem de Deus, portanto, é imperativo que aqueles que assumiram um compromisso com o Senhor Jesus possam atender de maneira sincera aos clamores daqueles que desesperados, buscam por algo que possam aliviar os sofrimentos da alma e do coração. Transpor o abismo é difícil, mas não é impossível, basta que haja submissão total a Deus cumprindo com fidelidade aquilo que ele próprio nos deixou através de seus ensinos Sagrados.
Carlos Roberto Martins de Souza – crms1casa@hotmail.com
June 1st, 2009 às 4:52 pm