
O filme mais esperado do ano, Batman – O Cavaleiro das Trevas, estreou tentando destoar da onda de filmes baseados em histórias em heróis dos quadrinhos.
O diretor Christopher Nolan continua, desde Batman Begins, à frente da série tentando criar de maneira diferente tudo o que já foi feito sobre o personagem. E a marca de Nolan aparece através de uma Gotham City reinventada. Longe da noturna e sombria Gotham de Tim Burton e da cheia de neons e luzes negras cidade de Joel Schumacher em Batman and Robin. Nolan representa Gotham como uma cidade real, com pessoas reais e um sol que nasce e se põe sobre elas.

O filme fala sobre o caos e toma um cuidado especial em trazer este conceito de forma redonda e completa. Trazendo este caos para a luz, o que assistimos é o efeito do caos sendo maximizado. Não se trata de um caos que fica restrito às sombras ou que acontece em secreto, mas algo que abrange o todo, o que o torna ainda mais tenso e perigoso. A sensação que o filme cria através dos acontecimentos e personagens de Gotham é muito semelhante às relações causa e consequência que criamos em nossas vidas cotidianas sempre que tomamos uma decisão. Como se, invariavelmente, cada tentativa de sair de algo caótico nos levasse a um novo caos que precisa ser solucionado. Esta visão do filme é interessante no aspecto da condição humana com o sofrimento entre o Batman e o Coringa servindo como uma lente pela qual enxergamos tudo acontecer.

O roteiro é suportado por perfomances muito boas. Christan Bale segue emprestando profundidade e constraste a dois personagens bastante opostos em sua interpretação de Bruce Wayne e Batman. Porém, estranhamente, fica difícil enxergar o personagem de Bale como o personagem principal do filme. O estatus de ícone dado ao Batman no filme o define menos como um personagem do que com ele é um símbolo. o filme mostra bem isso, definindo o Batman não como um personagem em desenvolvimento, mas como quem desenvolve outros personagens e eventos na cidade em sua volta. Desta forma, ele está constantemente transicionando entre herói e ameaça com base nas esperanças e receios dos cidadãos de Gotham, tendo que lidar com um mundo jogado ao caos. Esta delicada operação só é possível com um elenco verdadeiramente incrível e os personagens que eles desempenham. A mais notória dessas performances é o retrato do assassino psicopata e gerador do caos Coringa interpretado brilhantemente por Heath Ledger, focado em seu único objetivo de incitar e revelar a destruição de toda e qualquer ordem a sua volta. Ledger está irreconhecível sob a imagem do personagem e sua dedicação ao papel oferece ao filme um contrapeso ao personagem de Batman. A verdadeira antítese do Cavaleiro das Trevas.
No entanto, como a morte do ator Heath Ledger chama a atenção para seu desempenho, é fácil perder de vista os excelentea outros papéis no filme. Tal como o de Harvey Dent, em que Aaron Eckhart retrata o brilhante advogado distrital de Gotham e a esperança para o futuro que, em última análise, se deixa levar pelo peso da perda que o cerca transformando-o no assassino Duas Caras, que busca a repassar a dor que sente a quem ele enxerga culpa com base nas hipóteses de uma moeda da sorte.
Gary Oldman, Michael Caine e Morgan Freeman todos voltaram a dar vida a seus personagens neste filme, respectivamente, James Gordon, Alfred Pennyworth e Lucius Fox. A força de suas performances embasam a moral de Bruce Wayne enquanto ele vagueia entre um cenário inconstante de sofrimento em entender o papel influenciador de Batman na sociedade e sua real necessidade.
Em suma, Batman – O Cavaleiro das Trevas não é um filme de super herói. É um filme sobre pessoas. Pessoas que são forçadas, por uma coisa ou outra, a lidar com o peso das circustâncias e decisões que são maiores que elas mesmas. E é graças a esta atenção em valorizar este humanismo que o filme transcende idéias preconceituosas sobre filmes com origem nos quadrinhos, criando um filme que é bom por seus próprios méritos e não graças a um nicho específico.

Pra quem curte estatísticas, com apenas uma semana em cartaz, o filme recebeucerca de 104 mil votos no famoso portal IMDB.com atingindo a média de 9,4 pontos nesse período, escalando a lista direto para o topo dos TOP 250 filmes de todos os tempos.












Rod Silva Desse:
Meu…
Filme perfeito!
Sai literalmente sem palavras do cinema. Era o que sempre esperei do filme do morcego…
\u/
July 24th, 2008 às 10:21 pm
fq Desse:
enfim um filme q esta a altura das grandes historias contadas nos quadrinhos do morcego, que para os menos familiarizados [as boas historias, ja q tem as ruins tb] tem essa pegada filosofica e argumentos que prendem a atencao, diferente do que se pensa nao sao historinhas de herois de cueca sobre a calca, e roteiros infantilizados [no mal sentido do termo]
July 25th, 2008 às 12:00 am
seloti Desse:
Acabei de ler que este o filme pode ultrapassar no fim de semana a marca dos 300 milhoes de doletas arrecadados só nos EUA. Se isso acontecer, será o 1º filme na história a conseguir isso em apenas 10 dias. ‘Piratas do Caribe 3′ levou 16 dias, ‘Star Wars – Episodio 3′ demorou 17 dias e ‘Homem Aranha 3′ 19 dias.
July 25th, 2008 às 9:54 am
Rachel Desse:
Eu sentei perto da parede e ela tremia! Hahahaha.
Nem sou f? de Batman. Fui pq todo mundo tava falando. E gostei mto!!!!
July 25th, 2008 às 12:54 pm
Fabio da Costa Desse:
ainda na vi… tbm nao sou fã
so mais X-men e Spider Man
July 26th, 2008 às 1:40 pm
R. Prata Desse:
Incrivel o filme.
July 26th, 2008 às 9:37 pm
Markeetoo Desse:
melhor filme do ano até agora.
melhor filme adaptado de quadrinhos.
melhor vilão adaptado de quadrinhos.
July 31st, 2008 às 5:01 pm
Ike Desse:
Esse filme é muitoo foda. simplesmente. ; ) a combinação perfeita…
May 29th, 2009 às 9:16 am