Um homem usando uma capa de chuva amarela, uma mascara sem expressão e um balde de frango frito na cabeça; com gestos robóticos, e que jura ser um cruzamento entre uma galinha e um robô. Sim existe tal criatura, e embora seja dificil definir exatamente de onde ela vem, sabe-se bem o que faz entre nós: música. E da boa.
BUCKETHEAD
Muita gente torceu o nariz pra ele quando veio ao fanático e imenso público do Guns’n'Roses, porque teóricamente ele seria o guitarrista que substituiria o Slash. Aliás, todo guitarrista sabe que essa tarefa não seria para qualquer um, posto que o Slash toca bem e teve a sua genialidade comprovada em alguns ótimos riffs que se tornáram clássicos. E talvez alguns adolescentes entusiastas da guitarra dirão que o Yngwie Malmsteen come o Slash com farinha quando o assunto é técnica, mas tenho que afirmar (pra não dizer impor) que o Slash sabe bem é fazer Rock’n'Roll como pouca gente nesse mundo. O terceiro ponto, e que é o que o tornou alguém insubstituível: Carisma. Aqui se fala muito sobre o Sr. Driscoll e pra quem o conhece, vai entender de cara o que a palavra carisma significa.
Nosso amigo cabeca-de-balde talvez seja um guitarrista subestimado na concepção de muitos fãs. A maioria o conhece pelo trampo com o Guns e alguns o conhecem por albuns de sua careira solo e que seguem a linha do “Monsters And Robots”, que são tecnicamente impossiveis de se executar, a menos que você o tenha composto, e ainda assim, a mente do cidadão é doentia ( no bom sentido) a ponto de lembrar aquelas maluquices que o Frank Zappa costumava fazer.
O Fato é que pouca gente o conhece pelo “feeling”, e eu já ouvi gente dizendo que ele não tem nenhum, e eu provo neste pequeno artigo que sim, ele tem e demais.
Em 1998, este pequeno/enorme freak lançou um disco chamado COLMA, que é um dos discos técnicamente mais simples da sua carreira e extra-extensa discografia, e na minha opinião, um dos discos mais emotivos (longe de ser emo) que eu já ouvi. Aparentemente foi gravado com poucos instrumentos e não tem vocais, vozes e aqueles samples doentes que ele costumeiramente usa. Os riffs tem poucas notas, mas o som é cheio de uma forma surreal/etérea, beirando uma viagem e tanto. Temo dizer que da minha coleção, este é um dos albuns mais lindos, e que eu fico extremamente tocado com diversas faixas. E aviso desde já, que este album desperta algumas sensações muito intensas, mexendo forte com as emoções e sentimentos do ouvinte. É sem dúvida um daqueles albuns que causa uma especie de deslocamento do mundo, desolação… e não obstante é também um bom som pra deixar rolando durante uma leitura, atividades criativas, ou mesmo um momento de oração (especialmente se for contemplativa) e leitura diária da Bíblia.
Destaque neste albúm para as canções: Whitewash, Big Sur Moon e Watching Boats With My Dad
Sugestão forte pra sua coleção. Apreciem sem moderação. o/
Uma performance ao vivo da música de abertura desse albúm, chamada ” Whitewash”.
Mais informações sobre o cara em Bucketheadland e também em Wiki













marcio Desse:
sem duvida o guns perdeu, 2 grandes guitarristas, pois Buckethead podia naum só substituir Slash mas como criar algo novo para banda…eu li uma historia que o Axl demitiu ele pq tv que construir um galinheiro no studio onde ele ficava trabalhando, e vendo filmes pornos fortissimos, e segundo Axl ele naum queria aquela influencia em sua musica…mas é um excelente musico sem duvida, mas é loko d+
March 2nd, 2009 às 8:24 pm
Patrick Moreira Desse:
Fiquei até sem fôlego lá pelos 3:30 minutos do vídeo!
Incrível!
E ele ainda é fera no Whammy!
Confesso que estou cansado desses milhares de guitarristas que existem pelo mundo que só sabem copiar Steve Vai e Joe Satriani, o que faz de músicos como Slash, Angus Young, Paul Gilbert, Malmsteen e Jimmy Page realmente únicos.
E, pelo visto, o Buckethead não fica muito atrás não, ainda mais com tanta originalidade!
Valeu pela dica!
Keep Rocking!
March 4th, 2009 às 5:06 pm