
Muitos estudos referentes à música na cultura religiosa cristã já foram realizados e constatam que a origem dos cânticos litúrgicos é muito antiga e de que não é possível precisar quando foram introduzidos na Igreja Cristã. Por meio da música litúrgica, os cristãos buscaram comunicação com Deus, comunicação de Deus para com eles, comunicação entre eles e comunicação entre eles e os incrédulos.
Essa função social da música é analisada cientificamente como a criação de um estado de espírito definido, para que os adeptos atuem em consonância com esse estado de espírito. Nesse caso, ela procura produzir sentimentos e não expressá-los. Aqui é possível afirmar que o “conteúdo” desse tipo de música está não apenas nela própria mas fora: é a síntese dos sons que se movem com os ouvintes/cantantes que se movem.
Para referendar essa noção, estudiosos relatam que, nos primórdios de sua criação, a música servia para colocar as pessoas em um estado diferente e não para simplesmente refletir os fenômenos do mundo exterior. Eram sons organizados para produzir efeitos sobre as pessoas, produzir emoções coletivas, “igualar emocionalmente as pessoas” por um certo período de tempo.
Estudos no campo da sociologia e da psicologia que indicam que a música tem influência sobre indivíduos e seus corpos, no plano físico e das emoções, e no grupo social. Acordes, ritmos, tonalidades, intensidades têm efeito direto sobre células e órgãos e indireto sobre as emoções, que, por sua vez, influem em numerosos processos corporais.[1] As pessoas se interessam em ouvir música, em primeiro lugar, porque ela as faz sentir alguma coisa. Este sentir está diretamente relacionado não só ao ouvir mas também ao compor e ao executar a obra musical. A natureza de uma música está vinculada ao estado mental e emocional do compositor e/ou do executante.
No plano coletivo, dos grupos sociais, “ao codificar esta ou aquela visão do mundo, a música, até certo ponto, deve estar meramente reagindo à cultura dentro da qual já se encontra”.[2] De acordo com essa corrente de pensamento, deve-se, portanto, afirmar que a música é um fenômeno de natureza social. Apesar de ela resultar da organização de sons, reconhece-se que a própria organização desses sons corresponde à organização da sociedade no período histórico relacionado.[3]
O contexto em que a música cristã contemporânea se desenvolve na América Latina
Na contemporaneidade, é possível observar que a música cristã em evidência, fruto da ação das mídias religiosas, traduz essas concepções: reflete o período histórico vivido, marcado pela predominância das cultura do consumo e da mídia e pela predominância dos movimentos avivalistas em todas as denominações cristãs, cuja principal característica é uma forte ênfase na emoção.
Entenda-se por cultura do mercado o modo de vida determinado pelo consumo, conforme o pensamento desenvolvido por Renato Ortiz: “O consumo se desvenda, assim, como uma instituição formadora de valores e orientadora de conduta.(…) O espaço do mercado e do consumo tornam-se, assim, lugares nos quais são engendrados e partilhados padrões de cultura”[4]. A cultura do mercado é baseada na oportunidade de participação em um sistema de gratificação comercial e inserção na modernidade[5], oferecida a todas as pessoas, desde que tenham possibilidade de adquirir um conjunto de bens e serviços que lhes são oferecidos. Participar do sistema e obter satisfação são alvos de um modo de vida cuja ação central é o consumo.
Entenda-se por cultura midiática o novo quadro das interações sociais, uma nova forma de estruturação das práticas sociais, marcada pela existência dos meios. É produto da midiatização da sociedade, ou seja, a reconfiguração do processo coletivo de produção de significados por meio do qual grupo social se compreende, se comunica, se reproduz e se transforma, a partir das novas tecnologias e meios de produção e transmissão de informação. Essa cultura se expressa por meio de imagens, de sons, de espetáculos, de informações, que mediam a construção do tecido social, ocupando o tempo de lazer das pessoas, fornecendo opiniões políticas, oferecendo formas de comportamento social. É uma cultura da imagem que explora a visão e a audição e com isso trabalha com idéias, sentimentos e emoções. Para isso a cultura midiática é uma cultura de alta de tecnologia, o que a torna um setor dos mais lucrativos na economia global. Além disso, a cultura da mídia é parte do mercado, isto é, trabalha como uma indústria que precisa produzir em massa para servir ao mercado em expansão. [6]
Nesse contexto sociopolítico e econômico, o campo religioso latino-americano experimenta o fenômeno do crescimento dos movimentos pentecostais. Surge um sem-número de igrejas autônomas, organizadas em torno de líderes, baseadas nas propostas de cura, de exorcismo e de prosperidade sem enfatizar a necessidade de restrições de cunho moral e cultural para se alcançar a bênção divina. Baseiam-se também no reprocessamento de traços da religiosidade popular, da valorização da utilização de símbolos e de representações icônicas. Há ainda um tipo de pentecostalismo mais recente ainda que privilegia a busca de adeptos da classe média e de faixa etária jovem e a música como recurso de comunicação. É formado pelas “Comunidades”, pelos “Ministérios” e outras igrejas independentes. Essa presença dos novos movimentos é percebida no continente principalmente de duas formas: um alto investimento em espaços na mídia e participação política partidária com busca de cargos no Poder Público.
O crescimento pentecostal passou a exercer uma influência decisiva sobre o modo de ser das demais igrejas cristãs. Para os evangélicos, ele provocou incômodo em relação a um aspecto que marcou as igrejas históricas – a estagnação e o não-crescimento numérico significativo – e promoveu uma espécie de motivação para a concorrência e busca do aumento do número de adeptos. Para os católico-romanos, representou uma ameaça, já que os seus fiéis são alvo do proselitismo pentecostal, o que se manifestou na forma de um declínio numérico. A influência se concretizou de maneira especial no reforço aos grupos chamados “avivalistas” ou “de renovação carismática”, que possuem similaridade de propostas e posturas com os pentecostalismos e passaram a conquistar espaços importantes na prática religiosa das igrejas chamadas históricas para que elas recuperassem ou alcançassem algum crescimento numérico[7].
Paralelamente, ganham espaço no continente duas correntes religiosas denominadas “Teologia da Prosperidade” e “Guerra Espiritual” , estreitamente relacionadas à nova ordem mundial. Na lógica de exclusão que caracteriza o capitalismo globalizado, essas correntes pregam a inclusão social com promessas de prosperidade material (“Vida na Bênção”), condicionada à fidelidade material e espiritual a Deus. Na mesma direção, prega-se que é necessário “destruir o mal” que impede que a sociedade alcance as bênçãos da prosperidade. Por isso, os “filhos do Rei” devem invocar todo o poder que lhes é de direito para estabelecer uma guerra contra as “potestades do mal”.
A pregação sobre o direito a reinar com Deus e desfrutar das suas riquezas e do seu poder parece responder à necessidade de aumento da auto-estima dos membros das igrejas históricas, inferiorizados pelo crescimento pentecostal e vitimados pelas políticas excludentes do capitalismo globalizado implantadas no continente. Por outro lado, a “confissão positiva” carrega elementos da religiosidade popular: concebem-se pobreza, doença, as agruras da vida, qualquer sofrimento do cristão como resultado de um fracasso – concretização da falta de fé ou de vida em pecado. Individualismo e competição também se tornam palavras de ordem, no que diz respeito a pessoas ou a grupos.
É nesse contexto que se desenvolve um forte mercado religioso cristão. Esse mercado, ao longo dos anos de presença cristã no Brasil, já era forte no campo editorial, mas sua expansão deu-se, principalmente a partir do final dos anos 80 do século XX, por meio do mercado fonográfico, estimulado pelo “movimento gospel”.
O movimento gospel
Gospel é, no continente latino-americano, o termo de classificação de um gênero musical que combina formas musicais seculares (em especial as populares) com conteúdo religioso cristão. A palavra movimento justifica-se, de acordo com vários analistas e entusiastas do processo, pelas novas práticas desencadeadas a partir da profissionalização de músicos, cantores e grupos musicais cristãos ocorrida no período, aliada ao desenvolvimento da mídia religiosa, ambos fundamentados numa teologia que enfatiza o valor superior do louvor e da adoração no culto.[8]
No mundo evangélico, um número expressivo de cantores há algumas décadas comercializavam seus discos, a maioria com produção independente. No entanto, com o incentivo do mercado, teve início uma proliferação de cantores, agora com uma nova característica: passam a ser profissionais da música com a realização de espetáculos para promover seu trabalho (inclusive em casas de espetáculos populares) e cobrança direta ou indireta de cachês para apresentação em igrejas e eventos de massa. Foi esse mercado fonográfico que impulsionou nos anos de 1980 o sucesso das rádios com 100% de programação religiosa, com significativo alcance nas áreas metropolitanas.
A partir daí foram surgindo as estrelas gospel; dentre elas destacam-se o mexicano Marcos Witt e a brasileira Aline Barros, ambos ganhadores do Premio Grammy, na categoria Música Cristã. O mercado gospel da música também tem atraído artistas da esfera secular que se encontram em declínio no mercado fonográfico dominante.
Nessa conjuntura, soma-se o considerável aumento do número de produtos gospel e a transformação dos cristãos em um segmento de mercado. Por isso tornou-se possível encontrar produtos os mais variados, como roupas, cosméticos, doces, com marcas formadas por slogans de apelo religioso, versículos bíblicos ou, simplesmente, o nome de Jesus.
Os grandes magazines e as empresas também descobriram os consumidores cristãos. Se, no passado, para um adepto ou simpatizante buscar artigos cristãos, como camisetas, discos ou livros, o caminho era procurar as lojas especializadas; hoje ele pode ir a qualquer grande magazine ou rede de supermercados para encontrá-los. Produtos são criados para “atrair” os consumidores cristãos. Importa também destacar que o mercado gospel passa a representar uma fonte alternativa de renda e de trabalho para o crescente número de desempregados vinculados às igrejas.
Música nas igrejas: quadro resultante da contemporaneidade[9]
Todo este processo experimentado de forma variada e diversa nas diferentes comunidades e tradições confessionais, mas que tem como núcleo comum as características acima descritas, indica algumas tendências que dão forma ao desenvolvimento da música cristã contemporâneas, listadas a seguir:
1. a valorização de ritmos populares como nunca antes realizado nas comunidades e a sua inserção no culto;
2. a valorização da expressão corporal como nunca antes realizada nas comunidades e a sua inserção no culto;
3. a ênfase no “modernismo” e no “midiático”, que conectam as comunidades com o tempo presente, mas ao mesmo tempo geram desprezo da produção da tradição musical cristã e dos movimentos musicais não-gospel. Com isso canta-se apenas ou predominantemente o que a mídia coloca em evidência;
4. a padronização de práticas, estabelecida pelos modelos disseminados pela mídia religiosa e a conseqüente perda da espontaneidade na expressão cúltica;
5. a criação de dependência da eletrônica – das aparelhagens sonoras e de projeção;
6. a música e músicos/cantores passam a ser doutrinadores das comunidades com base na teologia gospel predominante;
7. a construção de uma nova concepção do culto: o momento de louvor é interpretado como “momento especial”, destacado e independente dos outros momentos, por vezes torna-se “culto dentro do culto”, contendo todos os elementos praticados nos demais espaços do culto (orações, leituras bíblicas e até pregação da Palavra próprias);
8. o revigoramento do dualismo protestante igreja vs. mundo e, conseqüentemente, das fronteiras sagrado vs. profano com a revitalização da divisão “música da igreja vs. música do mundo”.
Neste quadro, a partir de estudos sobre a forma de relacionamento entre artistas e ministérios de louvor e adoração com os consumidores de música cristã e de uma análise do discurso contido nas músicas em maior evidência, é possível compreender a teologia que é ensina por meio da música cristã contemporânea. Alguns pontos a seguir sumarizam a ênfase teológica observada.
No passado havia a predominância da perspectiva individualista (temas do “eu” com Deus expressos nas canções congregacionais na primeira pessoa do singular), do convite à conversão (a imagem do que se era antes de “aceitar a Cristo” e o depois) e no futuro fora da terra (imagem do céu e suas promessas); dificuldades e sofrimentos do presente compensadas no futuro. Hoje está mantida a predominância do individualismo, porém reforçado com ênfase no aqui e agora: expressa-se mais fortemente o que eu posso com Deus, com força nos temas do poder e da vitória frente às dificuldades e à rejeição ao sofrimento (descabido para quem crê).
Isto diz respeito às ênfases dos discursos presentes nos momentos do culto religioso evangélico que passam a ser as da Teologia da Prosperidade e da Guerra Espiritual. Essas teologias são alimentadas por uma linguagem que reprocessa formas teológicas que relacionam Deus a imagens da monarquia.
Quem é Deus e Jesus na maioria das canções? A maior parte das expressões trazem imagens da teofania monárquia do Antigo Testamento: Deus e Jesus são intensamente relacionados a imagens de reinado, de majestade, de glória, de domínio, de poder, de trono. Nesta linha de valorização de uma teofania da Antiga Aliança, ganha novo sentido a figura dos levitas (passam a ser destacados e traduzidos na contemporaneidade como “os ministros de louvor”, terminologia assumida nas comunidades), a noção de pureza e de acesso a Deus (retoma-se imagens como a dos “santo dos santos”, da “unção” e das condições de acesso a Deus).
A teologia da tradição monárquica de Jerusalém parece ser a referência bíblica mais apropriada para justificar as teologias da prosperidade e da guerra espiritual, como no exemplo a seguir:
Nossa guerra não é carnal como também não o são nossas armas. Aqueles que pregam, erroneamente, sobre a teologia da libertação, o fazem sem um verdadeiro embasamento bíblico. (…) Ao cantarmos, falarmos ou declararmos louvores ao Senhor, expressamos, para as forças contrárias, as verdades que se encontram na Palavra. Estamos assim apontando mísseis e bombardeando o reino de nosso inimigo, lembrando-lhe que Jesus já triunfou sobre ele e que podemos exultar com a vitória dele. Não que o cântico em si tenha poder, já que ele é somente portador de algo que é muito mais poderoso, ou seja, a declaração da Palavra de Deus de que “Jesus Cristo é Rei”. (…)
Meu irmão, na próxima vez que for a um culto ou reunião, quando estiver louvando ao Senhor, lembre-se desse princípio para que seu louvor tome nova perspectiva e enfoque. Pense: “Ao cantar e louvar, entregando meu coração e minha vida ao Senhor, estou derrotando ainda mais o reino de Satanás. (…) É por isso que o diabo não gosta de adoradores, como também não quer que haja muitos, já que eles estão lhe causando uma destruição enorme.[10]
No momento em que a lógica do capitalismo globalizado – caracterizada pelo permanente consumo de bens materiais (posse), pelos ideais da eficiência e do sucesso e pela conseqüente competição – prevalece como ordenadora da sociedade contemporânea, a cultura gospel revela-se sua extensão, ou seja, uma expressão cultural desse capitalismo em versão religiosa. Isto não ocorre somente por meio do culto e dos discursos veiculados pela mídia. Outros elementos, que caracterizam a cultura gospel, a descrevem em termos de um universo econômico-religioso, como o consumo e o entretenimento.
Resulta desta ênfase teológica: (a) um enfraquecimento do conteúdo do Novo Testamento, em especial dos evangelhos e da perspectiva do serviço e da misericórdia; (b) o estabelecimento de uma hierarquia de ministérios – há maior destaque aos levitas – observado no lugar que ocupam no espaço cúltico – nasce a lógica “quem canta e toca é ministro/a e ministra canções; quem realiza outras atividades de serviço, raramente é assim apresentado e destacado.
Que caminho seguir?
Com base nestes pressupostos, uma proposta que aqui se coloca como contribuição ao desenvolvimento de uma prática musical coerente e comprometida com o Evangelho nas igrejas locais é a necessidade de uma ação pedagógica da parte de lideranças clérigas e leigas. Torna-se fundamental para as igrejas que essas lideranças assumam seu papel docente, educativo para:
1. Orientação para o sentido do culto e o lugar da música no culto. O que significa cultuar a Deus? O que significa a igreja reunida no templo para celebrar? Se o culto é para Deus e é um serviço, quais são os papéis a serem desempenhados pelo pastor? pelos músicos? pelos demais participantes do culto? Esta orientação deve ser oferecida para toda a igreja;
2. Orientação para o lugar da música nos diferentes momentos do culto com coerência temática: louvor e ação de graças, confissão, lamentação e dedicação – como a tradição cristã ensina o que é cantar ao Senhor;
3. Orientação para a ação dos músicos (ministros de música) como serviço e não como protagonistas do que se experimenta no culto;
4. Orientação para a seleção das músicas a fim de se garantir coerência teológico-doutrinária;
5. Orientação para o equilíbrio de gêneros: canções gospel + canções da tradição + canções alternativas não-gospel;
6. Estímulo à produção musical própria da comunidade, que relacione a música à sua realidade;
7. Estímulo à pesquisa: trazer o que outros grupos, de outra realidade, desconhecidos de nós, têm desenvolvido. Vale lembrar que Charles Wesley enfatizava o culto universal;
8. Educar para o uso da eletrônica. É instrumento de serviço e não protagonista/condutora de processos. Por exemplo, instrumentos e aparelhagem de som não podem “abafar” as vozes da comunidade; o canto congregacional deve ser vivido;
9. Orientação teológico-doutrinária: quem é o Deus que devemos cantar e testemunhar por meio das canções de cantamos?
10. As músicas que cantamos expressam nossas alegrias, tristezas, lutas e sonhos? Expressam o desejo de Deus de restaurar a sua Criação? Expressam nosso compromisso com este desejo no serviço que prestamos como mordomos da Criação?
A prática educativa da comunidade certamente será instrumento eficaz para garantir coerência, qualidade e compromisso nos momentos musicais que experimenta, sem desprezar ou desqualificar as novidades, mas sim, como diz o apóstolo Paulo “retendo o que é bom”.
Magali do Nascimento Cunha é leiga metodista, jornalista,
professora da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista
no Brasil/Universidade Metodista de São Paulo.
[1] TAME, David. O poder oculto da música. São Paulo: Cultrix, 1984. p. 146-152.
[2] Id.ibid. p. 174.
[3] FISCHER, Ernst. A necessidade da Arte. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987. p. 215. Esta idéia é também trabalhada por SCHURMANN, Ernest F. A música como linguagem. Uma abordagem histórica. 2. ed. São Paulo: Brasiliense/CNPQ, 1990.
[4] Um outro território. Ensaios sobre a mundialização. São Paulo: Olho Dágua. s.d. p. 121
[5] O termo modernidade é aqui utilizado em sua forma pejorativa, que significa adaptação aos novos tempos, ou “ligeireza, preocupação com a moda, tendência para abandonar-se sem juízo nem inteligência do passado, às impressões do momento”. Lalande, André. Vocabulário Teórico e Crítico da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1996. p. 693. [Verbete: Moderno].
[6] Abordagens sobre esta noção podem ser encontradas em: Mata, Maria Cristina. De la cultura masiva a la cultura mediatica. Dialogos de la comunicación. Lima: Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicación y Cultura, n. 56, out. 99. p. 80-91; de Bisbal, Marcelino. Comunicación y cultura: para pensar el massmediatico. Estudios venezoelanos de comunicación.Caracas: Centro Gumilla, n. 92, 4o. trim 95. p. 45-55; e Kellner, Douglas. A cultura da mídia. Estudos culturais: identidade e política entre o moderno e o pós-moderno. Bauru: EDUSC, 2001.
[7] Além da Igreja Católica Romana, inclua-se entre os grupos aqui chamados históricos ou tradicionais, as Igrejas Evangélicas originadas da Reforma do século XVI, que se instalaram para no continente em épocas diferentes da história recente, por meio do trabalho missionário ou da imigração. As principais são as igrejas Adventista, Anglicana, Batista, Episcopal, Luterana, Menonita, Metodista, Valdense, Reformadas (Presbiterianas, Congregacionais, outras) –,
[8] Este trabalho enfatiza este fenômeno no campo das igrejas evangélicas, mas vale registrar que a Igreja Católica Romana experimenta similar processo, muito em virtude do crescimento do movimento carismático em seus arraiais. A escalada dos padres midiáticos e sua produção fonográfica, e a presença maior nos canais de TV UHF, têm sido alvo de vários estudos no campo da comunicação e da sociologia da religião.
[9] Uma análise mais aprofundada deste quadro e das tendências indicadas a seguir pode ser encontrada em CUNHA, Magali do Nascimento. A Explosão Gospel. Um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad/Instituto Misterium, 2007.
[10] WITT, Marcos. Adoremos. Belo Horizonte: Betânia, 2001. p. 36-38, 41.
Cristianismo Criativo












Jeferson A Santos Desse:
@eber_freitas como faz ilustrações igual a desse site: http://bit.ly/NsSAn
sabe algum bom tutorial?
May 7th, 2009 às 2:23 pm
Naconeski Desse:
Todos sabemos que o ser humano é uma máquina de prodizir Clichés. Fizeram isto até com as leis de Deus. Inventaram o culto de adoração expontânea para contrabalancear com os tradicionais, e o que vimos foram músicas que não param de usar frases do tipo: Quero calçar teus sapatos, Senhor. Vem dançar comigo. vem me abraçar. O que precisamos , não são de formulas , mas de buscar o Espírito Santo. Só Nele poderemos adorar a Deus em Espírito e em Verdade. Qualquer outra coisa é redundante.
May 11th, 2009 às 5:01 pm
Francisco Torres Desse:
Aí está uma excelente e bastante completa resenha sobre o fenômeno gospel e suas repercussões na sociedade americana. Gostei muito de ler e fiquei fã de seu blog. Voltarei a toda a hora! Quanto à música, bem melhor do que apenas ler sobre ela é ter a possibilidade de escutar os sons sobre os quais se lê. E, para isso, nada como sintonizar uma boa rádio com gospel. Infelizmente, isso não é fácil de encontrar e o ciberespaço tem uma enorme vantagem nessa área. Deixo aqui uma dica para os interessados: aponte para http://cotonete.clix.pt/ e descubra muita boa música!
May 13th, 2009 às 4:37 pm
Naconeski Desse:
Esta frase abaixo está equivocada.
“Para referendar essa noção, estudiosos relatam que, nos primórdios de sua criação, a música servia para colocar as pessoas em um estado diferente e não para simplesmente refletir os fenômenos do mundo exterior.“ Falar isto é o mesmo que dizer que o Rock Heavy , não pode ser usado porque a sua estrutura é inspiradora de desarmonia, como alguns tradicionais dizem.
Não tem contexto!! Deus criou a música, ela não foi criada por homens.Outra coisa , a matéria dá entender, que a música é para a comunidade se sentir conectada, e poder se integrar.
A principal função da música, não é uma terapia coletiva, e sim uma expressão de louvor.
A Pregação , é de Deus para nós. O louvor , é nosso para Ele. e não Nosso para nós mesmos. Isto tem que ficar bem claro. Senão não passaremos de hare Krishnas ou Budistas entoando mantras para harmonizar nossa mente. Ela tem função agregadora sim. Mas é principalmente uma conexão com Deus.
Se ela não esté conectada a um espírito contrito, será como uma cantiga de ninar.
Gosto desta frase: O Louvor é a asa que conduz a Oração a Deus.
May 14th, 2009 às 11:53 am
Carlos Roberto Desse:
PREFIRO NÃO SER GOSPEL
Li há pouco tempo um artigo sobre uma reunião do mundo “gospel” onde empresários do ramo defendiam as suas idéias sobre a conquista do mercado musical. Segundo o artigo, a reunião durou uma hora e meia, mas depois de dez minutos a vontade do autor da matéria era sair correndo, enojado com o que estava ouvindo. Falou-se de tudo em termos de “negócios gospel”. Como atingir o mercado, como produzir produtos mais atraentes, como vender o público “gospel” para as empresas seculares, como oferecer vantagens aos pastores para que eles permitissem que os produtos fossem vendidos nas igrejas, como montar shows e espetáculos, e vai por aí afora.
Em momento algum, afirmou ele, ouvi algo sobre: como vamos causar um impacto com o evangelho no Brasil e no mundo; quantos novos missionários vamos sustentar com o lucro do negócio “gospel”; o que vamos fazer para ajudar as igrejas a buscarem um avivamento; como vamos tornar Jesus conhecido. A reunião foi frustrante para aquele cidadão que pensava ser o “gospel” algo mais profundo, alguma coisa que de fato fosse mudar os conceitos de cristianismo neste nosso tempo.
Quando não éramos o mercado “gospel”, comprávamos Bíblias para ler e estudar, e não para colecionar. Comprávamos CDs pela profundidade das letras e espiritualidade dos cantores, e não pela fama dos artistas. Abríamos novas igrejas para alcançar os que não conheciam a JESUS, e não por causa de uma nova “visão” que causou divisão. Cada pastor estudava a Bíblia e ouvia o Espírito Santo para pregar a cada semana, e não simplesmente reproduzia a mensagem pronta recebida do seu “bispo ou apóstolo”.
No tempo em que não éramos “gospel”, pastor ainda era respeitado e podia comprar no crediário. Não tínhamos bancada evangélica na política, que segundo a imprensa, só gera escândalos. Não precisávamos de prêmios para artistas e escritores de sucesso ou para igrejas que se tornaram famosas. Não tínhamos concorrência entre artistas na busca de um troféu de “Disco de Ouro” por vendagem de discos; não tínhamos a proliferação de “Rádios Piratas” usadas para a divulgação do gênero gospel e suas atividades.
No tempo em que não éramos “gospel”, o “show” ainda se chamava “louvorzão”, não cobrava ingresso e não precisava de camarote vip para os artistas. Não se gastava fortunas para a montagem de palcos para a realização de espetáculos. Não se usava maquiadores, pois nem havia camarins. Não precisava reservar hotel “cinco estrelas” para as estrelas do palco. Não se usava jogo de luz, porque a luz que brilhava era a do verdadeiro louvor. Entrevistas e autógrafos sequer eram mencionados pelos que participavam das atividades relacionadas a vida cristã. Os adoradores não precisavam de seguranças, pois estavam seguros no Mestre, não tinham uma agenda de “shows”. Não havia Hip-Hop; Street Dance; Grupos de Teatro; Pagode; Samba; Rap; Funk. Como diz um amigo meu: “e pensar que tudo começou com um jumentinho! Lá em Jerusalém”. Conseguimos transformar Jesus em “gospel”, “fashion” e “pós-moderno”, mas ainda não conseguimos traduzir a Bíblia para todas as línguas em que ela não existe, nem reverter a corrupção neste país, nem causar um impacto transformador na sociedade. Naquele tempo o objetivo único era a adoração e o testemunho da graça e do amor de Deus. Hoje o jumentinho foi esquecido e em muitos casos foi trocado por uma tal “Eguinha Pocotó”. Isto sem nenhum exagero.
Hoje os resultados da indústria “gospel” mostram gráficos cada vez mais animadores para os empresários. Qualquer um, em qualquer lugar e usando a religião como instrumento de propaganda passou a ser “Cantor Gospel”. O mercado da fé ampliou suas fronteiras sem observar o principio basilar do cristianismo que é a ética cristã. O que se vê hoje é a lei do vale tudo em nome de Deus, mesmo que para isto o nome Dele seja explorado no comércio da fé. No entanto, no tempo em que não éramos “gospel”, os resultados para o Reino eram mais consistentes. Nesta era “gospel” nos orgulhamos de ter milhares de igrejas e milhões de crentes, mas não nos envergonhamos da “corrupção gospel”. No passado éramos adoradores, hoje somos consumidores de todo o tipo do que se intitula música no meio evangélico. Levamos para dentro de nossas igrejas qualquer coisa que faça o povão entrar em transe e se soltar nas nossas reuniões. A inspiração Divina pouco importa, o que manda é não deixar o espetáculo parar.
Orgulhamo-nos por alcançar os mais longínquos lugares e de estarmos no rádio e na TV, mas não nos envergonhamos por termos diminuído o número de missionários no Brasil e no mundo. Orgulhamo-nos de sermos governantes nos mais diversos níveis da política ou de estarmos mais próximos aos dirigentes de nossa nação para orar com eles, mas não nos envergonhamos de que um avivamento ainda não aconteceu em nossa pátria por falta de oração e quebrantamento da nossa parte. Alguém pode dizer que tudo isto é saudosismo. Éramos cristãos, hoje somos meros freqüentadores de casas de espetáculos onde quem determina o roteiro e as regras do show é o mundo com as mais absurdas ofertas de sucesso. Aliá, o sucesso é a cachaça que embriaga os que freqüentam o mundo gospel onde não faltam orgulho, vaidade, exibicionismo como conseqüências da ingestão da tal bebida.
Eu me considero um futurista, sem qualquer dificuldade para quebrar os tradicionalismos do passado. No entanto, eu penso e analiso gerações. E quando faço isto e tiro conclusões, eu vejo que a igreja evangélica brasileira se tornou grande e obesa como um elefante, mas sem agilidade para provocar transformações. Os transatlânticos estão ancorados em todas as esquinas com espetáculos que enchem os olhos, mas não o coração e a alma. Aliás, nem dentro de suas paredes ela consegue provocar mudanças. Assim, mudam-se sim a roupa, a moda, os ritmos, a forma de culto, os aparatos, mas vidas não. Ela corre o risco de girar em torno de si mesma com grande possibilidade de perder de vez o equilíbrio espiritual que já anda cambaleando. Muitas estão embriagadas como disse acima pela aguardente derivada do sucesso e produzidas nos campos agrícolas do inferno.
Enquanto esta igreja moderna e cheia de vícios mundanos não acordar para um quebrantamento do Espírito, vamos nos encantar com nosso gigantismo, mas não seremos efetivos em nosso impacto, mal conseguiremos amedrontar o inimigo. Enquanto não voltarmos às raízes do cristianismo abandonando práticas impostas pelo inimigo nos veremos perdidos no oceano das incertezas e de um evangelho de formas, mas sem qualquer conteúdo.
Eu prefiro não ser “gospel” no sentido em que esta palavra é usada hoje, mas sou de JESUS, creio num avivamento da igreja brasileira e sonho com o dia em que o Brasil será usado por Deus para um impacto missionário global. Sonho com vidas transformadas para o mundo e não com vidas conformadas com este mundo; sonho com igrejas impactantes e não com grupos religiosos sendo subservientes ao senhor das trevas, Satanás.
Carlos Roberto Martins de Souza
crms1casa@hotmail.com
June 1st, 2009 às 4:29 pm
Flavio Hnrique Jacobsem Desse:
Interessante o artigo, mesmo porque muitos cristãos creem que o mundo tradicional do velho hinário é o certo, enquanto que o resto não é coisa de Deus. O post do Carlos Roberto Martins de Souza resume bem isso. Julgar quem está mais próximo de Deus pela preferência deste ou daquele pelo tipo de música ou na forma de culto da igreja é bem o espelho dos cristãos hipócritas que existe hoje, em imensa maioria, povoando o mundo cristão. Gente ruim neste meio existe, mas quem é Deus para apontá-los? Corá, os filhos de Eli, os Farizeus…
Depois de me tornar cristão, e conviver em uma igreja tradicional evangelica já há 15 anos, chego à seguinte conclusão: Cristo vence, a despeito das denominações religiosas jogando contra”.
July 28th, 2009 às 4:16 pm
Adson oliveira Desse:
http://bit.ly/NsSAn
, senta que é de menta
August 1st, 2009 às 3:00 am
Adson oliveira Desse:
http://bit.ly/NsSAn , interesante
August 1st, 2009 às 3:04 am
Mr. Pingo Desse:
vale a pena lê ..
http://bit.ly/NsSAn
August 5th, 2009 às 4:31 pm
Márcio de Souza Desse:
Gostei do artigo… tenho escrito tb sobre a música no meu blog… se desejar visite: http://marciodesouza.blogspot.com
August 5th, 2009 às 4:35 pm
Carlos Roberto Desse:
QUERO MINHA IGREJA DE VOLTA…
SE FOR POSSÍVEL!!!
“Aborreço e desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me dão nenhum prazer”
Amós 5:21
Dizem que “quem vive de passado é museu”, uma forma simplória de criticar aqueles que se prendem a coisas antigas como algum ponto de referência na vida. Neste caso, sem cerimônia alguma, eu me incluo neste conceito, mas com um adendo, para mim “recordar é viver…”. Sei que por esta razão para muitos sou ultrapassado, careta, um quadradão. Prefiro ser quadrado a ser redondo e rolar pelas vielas da vida religiosa indo de um lado para o outro sem ter muita noção do que fazem. Registro apenas que as Escrituras Sagradas existem há algumas centenas de anos, portanto…
Bem, vamos lá. A história da religião mostra que há alguns anos atrás, não muitos, as igrejas evangélicas eram lugares cheios de pessoas que conheciam a Bíblia de capa a capa, que se portavam reverentemente durante o culto e não raro, as pessoas do mundo admiravam os evangélicos por sua fé e esperança, mesmo nos momentos mais difíceis. Basta retrocedermos um pouco e veremos que os cultos eram cheios de hinos profundamente inspiradores refletindo as “doutrinas fundamentais” da fé cristã. O ofertório era uma demonstração de zelo e gratidão e quando o Pastor subia ao púlpito, todos atentamente recebiam a edificação através de uma pregação “Biblicamente” fundamentada. A mensagem da Palavra era o centro do culto. Esses eram os “crentes” de antigamente.
Fui á igreja outro dia, sentado nos últimos bancos, me dei ao capricho de “sonhar” já que o que estava acontecendo não me atraía nem pelos olhos, nem pelo coração, muito menos pela espiritualidade. O culto começou com um “período de louvor(?)” com um barulho infernal. Cânticos eram entoados e o povo se movia, batia palmas, gritava no ritmo frenético dos instrumentos, era uma algazarra geral. Havia uma jovem extrovertida que “ministrava” a coreografia e orientava o povo a como proceder durante cada musica executada. Era dia de “batismos”, mas nem parecia tamanha a bagunça e a falta de reverência, a festa solene transformou-se ritual, no mínimo, estranho. Mas, mesmo assim sonhei… Sei que foi utópico, longe de qualquer possibilidade de vê-lo realizado, mas valeu como alerta e como lembrança dos bons tempos daquela igreja.
Vi aquela igreja onde a BIBLIA foi um dia o centro de tudo! Onde o Pastor “pregava” e não dava aula de “psicologia”; Onde o “pecado” era tratado como tal e não como um simples “desvio de conduta”. Uma igreja onde “louvor” era celebrar a Deus e não um “espetáculo” tecnológico barulhento; Onde o templo era “local de culto” e não uma casa de “shows”; Onde o pregador usava exclusivamente a “BÍBLIA” no púlpito e não um “Notbook”; Onde a reverência era “regra” e não exceção; Onde ouvia-se a “voz de Deus” e não a do povo; Onde era real o “mover do Espírito” e não de pessoas; Onde o “pecado” era combatido e não incentivado sutilmente; Onde havia “adoradores” e não atores ou artistas camuflados; Onde as pessoas iam vestidas para “cultuar” e não para um piquenique; Onde “Jesus” era marca no coração e não uma “tatuagem” na pele; Onde quem tinha “adereços” era a vida e não o corpo; Onde tinha “Embaixadores do Rei, Mensageiras do Rei; União de Jovens” e não um encontro festivo; Onde o povo “lia a Bíblia” e não o que era projetado no telão; Onde as pessoas não eram “filmadas” para serem mostradas para o mundo, mas eram levadas a uma “radiografia” mostrando para cada um os problemas da alma; Onde “batismo” era um momento de reflexão e respeito, não uma festa movida a apitos, buzinas, foguetes e histeria; Uma igreja que “recebia” visitantes e não era ”formada” por eles; Uma igreja que era uma “fonte de água viva” e não uma “cisterna rota”; Onde o “retiro” era espiritual e não uma “festa country”; Onde “Pastor” era um homem de Deus e não um “administrador de negócios”; Onde os crentes “iam à praça” pregar e não “tinham o nome na praça”; Sonhei com uma igreja que “crescia” e não inchava; Com uma igreja que fechava as portas para o Diabo e não colocava “tapetes vermelhos” para recebê-lo. Sonhei… Sonhei em lágrimas ao ouvir o hino “Manso e Suave” com o Pastor fazendo o apelo, num silêncio profundo, para que pecadores se rendessem aos pés de Jesus. Pensei, se isto for sonho, então vou sonhando…
Subitamente uma “salva de palmas”, “apitos” e “assobios” interrompeu o meu sonho e me despertou. Que susto! Por um momento não me dei conta de onde eu estava tamanha a desordem naquele local de culto. Para minha tristeza eu acordei… Mas sonhei e sonhar não custa nada! Coincidentemente era dia de “batismos” e o povo comemorava, como se fosse num campo de futebol, a chegada de mais um grupo. A propósito havia muita gente vestida a caráter para de fato ir a um estádio, curiosamente eram os que mais faziam barulho. Depois do culto, veio o “foguetório”, tudo em nome do Evangelho. Era a igreja do século XXI e as suas novidades na forma moderna de cultuar. Eu me perguntei, foi um sonho ou seria um pesadelo? Seria um conto de fadas do passado? Lembrei da Bíblia e dos batismos citados por ela e não consegui ligar uma coisa a outra. Alguém se esqueceu de “lembrar” ao povo que eles estavam dentro de uma igreja, que ali era um templo e não um estádio!
“Celebrai com jubilo ao Senhor… Servi ao Senhor com alegria…”, não significa que devemos fazer algazarra ou nos postarmos com irreverência, pelo contrário, “jubilo” e “alegria” devem ser expressos num sentimento de contrição, respeito e de “ADORAÇÃO” a Deus.
Hoje as igrejas mudaram muito. E como mudaram! Os evangélicos são vistos como mais uma “tribo urbana”, assim como os surfistas ou os hippies, que tem musica própria, gírias e slogans próprios. O momento de destaque no culto já não é mais a meditação na Palavra de Deus, proclamada por um Pastor bem preparado teologicamente, mas sim o momento de “louvor” produzido pelas mais novas tecnologias do mercado. Não se pede mais nada a Deus, decretam coisas para ele fazer da maneira mais arrogante possível. Descaracterizaram o culto, sob a desculpa de “quebrar a religiosidade” dando a ele todas as características de “show”.
Basta! Quero minha igreja de volta! Quero sim, e com cara de igreja não como “casa de espetáculos”. Quero os cultos reverentes, o povo sedento por aprender a Palavra de Deus, o sentimento de contrição e submissão diante do Deus Soberano e Criador de todas as coisas. Quero de volta o tempo em que os cultos racionais eram “regra” e não “exceção”. Quero de volta a centralidade da Bíblia e não a busca de “revelações dos últimos dias”. Quero de volta o tempo que ser Pastor era ser um religioso consagrado e não um empresário eclesiástico.
Como disse, prefiro continuar “quadrado”, pois tenho muitas duvidas sobre esta igreja liberal de hoje lotada de “crentes redondos”. Assim, depois de sonhar, desculpem, mas eu quero a minha igreja de volta!
Carlos Roberto Martins de Souza
crms2casa@hotmail.com
August 11th, 2009 às 10:18 am
larissa Desse:
concordo plenamente com o comentario do Naconeski em seu segundo comentario quando ele diz que a musica foi criada por Deus e nao por homens
esse texto esta muito bem explicado mas ele nao fala sob uma perspectiva biblica
Ele fala sob uma ótica totalmente humanista
Se nos cremos na Biblia entao sabemos que a musica começou no céu muito antes do homem existir
e Deus a criou com o proposito de adoração
o homem deturpou isso
o diabo tambem, mas calma. eu nao acho que ele seja o pai do rock
o unico filho dele que conheço é a mentira
Mas o diabo ainda usa a musica pra influenciar (muito) as pessoas, comportamentos e tribos
dizer que ouve o quer e achar que Deus nao ta nem ai pra isso
é nao conhecer o proposito de Deus para a musica, ou conhece-lo e simplesmente nao querer cumpri-lo
Deus abençoe
August 18th, 2009 às 6:05 pm