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	<title>SOLOMON &#187; Filmes</title>
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	<description>Uma revista que mostra como a Espiritualidade anda com a Cultura. www.solomon1.com é uma revista que informa sobre a cultura relevante cristã: musica, politica, justiça social, entrevistas, livros, resenhas, filmes, musica ao vivo, histórias, temas emergentes, igreja emergente, igreja organica.</description>
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		<title>&#8216;Lost&#8217; o fim da série</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 19:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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Depois de seis temporadas de reviravoltas com náufragos que viajam no tempo, acontecimentos misteriosos numa ilha tropical, discussões calorosas sobre fé X razão e relações e brigas suficientes para competir com Craigslist e &#8220;Raw&#8221;, Lost chega ao fim no dia 23 de maio. E na primeira segunda-feira de maio, poucas horas antes de os produtores [...]]]></description>
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<p>Depois de seis temporadas de reviravoltas com náufragos que viajam no tempo, acontecimentos misteriosos numa ilha tropical, discussões calorosas sobre fé X razão e relações e brigas suficientes para competir com Craigslist e &#8220;Raw&#8221;, Lost chega ao fim no dia 23 de maio. <span id="more-3073"></span>E na primeira segunda-feira de maio, poucas horas antes de os produtores da série, Damon Lindelof e Carlton Cuse, terminarem a edição final do último episódio de duas horas e meia, o bangalô que abriga a equipe criativa de Lost no estúdio da Disney já tinha um ar de desamparo. A maioria dos roteiristas havia ido embora há semanas.</p>
<p>Caixotes empacotados se encontravam empilhados nas paredes. Até mesmo os fliperamas na área comum &#8211; Asteroids, Battlezone e Multicade- haviam sido retirados naquela manhã e devolvidos ao dono, J.J. Abrams, criador da série com Lindelof. Mas a amigável dupla Lindelof e Cuse, que se juntaram logo no início da primeira temporada para ajudar na supervisão da série, parecia animada apesar de uma semana de pouco descanso. Concluir a popular série pode ter um gosto ao mesmo tempo doce e amargo, mas os dois estão saindo de cena segundo suas próprias regras, tendo persuadido a ABC três anos atrás a assegurar o desfecho criativo da série mesmo se o programa ainda tivesse uma audiência alta.</p>
<p>No café da manhã (que eles literalmente dividiram), Lindelof e Cuse falaram sobre o tema mais importante da série, o papel do destino na narrativa e quanto do final já era conhecido desde o começo.</p>
<p><strong>Vocês dois decidiram dar uma de David Chase: como o criador de Família Soprano, vocês decidiram não responder a perguntas sobre o final da série e seus grandes significados. Por que vocês tomaram essa decisão?</strong><br />
Cuse: Nós também meio que fizemos a mesma coisa ano sim ano não, ou seja, não falamos sobre o final da série durante um período porque queremos que o público tenha a chance de digeri-la e chegar às suas próprias conclusões. Achamos que seria imensamente presunçoso e frustrante para o público se alguém dissesse, &#8220;não, o que você pensa está errado porque foi isso que Damon e Carlton disseram&#8221;. Achamos que uma das coisas mais legais de Lost é que há muita ambiguidade intencional e muito espaço para debate e discussão.</p>
<p><strong>Sua série transita por muitos grandes temas &#8211; destino X livre arbítrio, bem X mal, fé X razão, o número de vezes que Sawyer deve tirar a camisa. No final das contas, quais foram os temas mais importantes da série para vocês?</strong><br />
Lindelof: Se existe uma palavra que sempre retomamos, é redenção. É essa ideia de que todo mundo tem algo pelo qual se redimir e a ideia de que essa redenção não necessariamente vem de nenhum lugar além de nosso interior. Mas você só consegue se redimir através de uma comunidade. Por isso o tema da redenção passou a se ligar ao &#8220;viver junto, morrer sozinho&#8221;, o que significa que essas pessoas eram todas como lobos solitários, estranhos completos num avião, mesmo aqueles que viajavam juntos, como Sun e Jin. Então, nós os unimos e, através de suas experiências conjuntas, permitimos que eles se redimissem. Quando a série está a toda potência, é esse tipo de narrativa que fazemos. Acho que sempre dissemos que os personagens de Lost são profundamente imperfeitos, mas quando olhamos para suas histórias em flashback, todos eles são vítimas. Kate foi vítima antes de matar o padrasto. Os pais de Sawyer se mataram enquanto ele se escondia embaixo da cama. O pai de Jack era um alcoólatra que o reprimia quando criança. Sayid era manipulado pelo governo americano para torturar outra pessoa. John Locke teve seu rim roubado. Essa ideia de dizer &#8220;uma coisa ruim me aconteceu, eu sou uma vítima, isso gerou um comportamento ruim e agora vou assumir a responsabilidade, permitindo que eu me redima pela comunidade junto de outras pessoas&#8221; parece ser o tema que sempre retomamos.</p>
<p><strong>Esses são temas importantes para se tratar num ambiente que não é necessariamente o mais hospitaleiro, uma série de emissora da TV aberta. Como vocês encontram uma forma de trabalhar esses temas enquanto lidam com restrições resultantes do fato de não estarem em canais a cabo como AMC ou mesmo HBO, mas sim na ABC, e ainda precisarem de audiência significante?</strong><br />
Cuse: Acho que é porque sempre colocamos o valor do entretenimento em primeiro lugar. Embora essas ideias sejam muito importantes para nós, nos esforçamos para não sermos preciosistas ou pretensiosos a respeito disso. O que de fato fazemos é usar a nêmesis da TV aberta -a estrutura fragmentada- e tentar usá-la em nosso proveito. Temos seis intervalos comerciais em um episódio de Lost, por isso, nosso objetivo é, ao quebrar as histórias, fazer com que cada um desses intervalos sejam realmente emocionantes. Essas questões levaram a muitas cenas intensas, reviravoltas e surpresas bacanas, e eu acho que é assim que Dickens criava suspense no final de seus contos seriados no jornal, quando ele escrevia para tentar fazer com que as pessoas voltassem no dia seguinte.</p>
<p><strong>Uma crítica à série ao longo dos anos foi de que ela inseria várias grandes ideias ao dar aos personagens nomes de filósofos: Hume, Rousseau, Locke e outros. Existe uma preocupação de que vocês estejam apenas jogando as referências nessa mistura e dando à série um revestimento intelectual quando, na verdade, as ações e motivações desses personagens não têm correlação com seus nomes?</strong></p>
<p>Lindelof: Uma das coisas pelas quais temos total responsabilidade é o fato de, em muitos aspectos, Lost ser uma mistura de nossas histórias favoritas, sejam histórias da Bíblia do catecismo de domingo ou Narnia ou Guerra nas Estrelas ou os escritos de John Steinbeck. Tanto Carlton quanto eu fizemos aula de filosofia na faculdade e conversamos sobre isso. Portanto, quando certas ideias começaram a aparecer na série, nós só queríamos permitir que o público soubesse que esses filósofos estão no nosso léxico de contadores de histórias.</p>
<p><strong>A pergunta que mais recebo de leitores e amigos, além da questão sobre o que tudo significa, é: quanto os roteiristas e criadores sabiam sobre como as coisas iam terminar durante o percurso da série?</strong><br />
Lindelof: Ao responder essa pergunta, é preciso bifurcar a construção criativa da mitologia da série e a série como um todo em dois períodos. O primeiro período foi quando nós não sabíamos quanto tempo a série iria durar. Por isso, existia um grau de incerteza que Carlton e eu discutimos exaustivamente no período da segunda e terceira temporadas, quando podíamos apenas fazer uma trama pela metade. Tivemos conversas extensas sobre certos elementos mitológicos da ilha: por que essas pessoas não podiam ser encontradas; a decisão de fazer uma narrativa relacionada a uma viagem no tempo; e, mais importante, os Outros da ilha e sua relação com o personagem Jacob, além de sua identidade e relação com a ilha. Quem terminaria com quem, quem ficaria vivo, quem morreria, quem faria sacrifícios. Mas nenhuma dessas coisas podia ser implementada ou conversada de forma real até que negociássemos uma data de encerramento da série.<br />
Cuse: A última cena da série é algo que planejamos com muita antecedência logo na primeira temporada. Mas o último episódio é um amálgama de ideias que começaram com nossas primeiras conversas de mitologia na primeira temporada, quando percebemos, depois que o episódio piloto foi ao ar e a audiência foi enorme, que a série duraria um longo tempo. No final de cada temporada, sentávamos e colocávamos os roteiristas num miniacampamento por um mês, onde eles pensavam em muito mais detalhes sobre o tipo de estrutura da próxima temporada. Depois, ao longo do ano, nós fazíamos a construção da coisa toda. E assim como na construção de uma casa, existem muitas mudanças de plano. Testamos várias relações na série, uma das quais foi essa ideia que tivemos: e se unirmos Sawyer e Juliet? Nós, a maioria dos roteiristas e os próprios atores tínhamos muitas dúvidas sobre o sucesso dessa relação, mas nossa opinião foi: vamos tentar. E para nosso espanto, essa coisa desabrochou sem ninguém esperar, e um tipo de amor maduro surgiu entre esses dois personagens.<br />
<strong><br />
Na temporada passada, vocês duplicaram a ficção científica com a viagem no tempo, e este ano introduziram uma perspectiva muito mais religiosa. O que levou a essa mudança?</strong><br />
Cuse: Vemos cada temporada do programa como o livro de uma série. Por isso, no ano passado, fizemos o livro da viagem no tempo, e essa história teve um início, meio e fim. A temporada atual é significantemente espiritual. Sentimos que a missão da última temporada do programa era fechar o ciclo. E se nós fôssemos discutir o que realmente importava para nós, ou seja, como as jornadas desses personagens terminam, essa jornada é uma jornada espiritual.<br />
<strong><br />
Os episódios que parecem ter tido um impacto maior nos espectadores são os que envolvem Desmond e Penny, em particular o episódio Constant da quarta temporada. O que foi tão prazeroso na elaboração desse episódio?</strong><br />
Lindelof: O interessante desse episódio é que sua narrativa é muito simples, mas ao mesmo tempo muito complicada. A parte simples é que esse episódio se chama The Constant, e todo o seu propósito é que existe alguém por aí que é a sua cara metade. E novamente, isso se relacionou, de uma forma bem óbvia, ao tema que estávamos discutindo antes, que é: ninguém consegue persistir sozinho. Desmond estava desimpedido ou perdido, ele era um náufrago se debatendo através do tempo e sua única salvação era encontrar a mulher que ele amou e dizer a ela, &#8220;preciso que você me salve porque estou perdido&#8221;. Isso englobou fundamentalmente todos os temas da série. Você está basicamente dizendo que a emoção vence a mitologia.<br />
<strong><br />
O que vocês estão tentando fazer este ano com o mundo paralelo, uma existência aparentemente causada pela explosão de uma bomba de hidrogênio no final da quinta temporada?</strong><br />
Cuse: Responder a essa pergunta estragaria a série, e essa também é uma das perguntas que achamos ser mais saudável e legal debater depois que a série acabar. Existe uma conclusão para a história paralela, mas sentimos que ela irá provocar discussão.</p>
<p><strong>Vocês acham que uma série como essa -grande orçamento, serializada, muito intensa, muitos personagens- ainda pode funcionar numa emissora da TV aberta?</strong><br />
Cuse: Um dos elementos nostálgicos de vivenciar o final de Lost é que eu também acho que é o fim de uma era. A paisagem da mídia mudou dramaticamente nos seis anos dessa série. Aqui estamos, filmando uma série com 425 pessoas trabalhando nela, 325 no Havaí e 100 aqui em Los Angeles. Filmamos a série numa película Panavision de 35 mm, temos duas equipes completas -a escala, o escopo e o tamanho disso fazem desse programa a série de televisão mais cara do mundo. E, na atual situação da mídia, é incrivelmente difícil financiar algo da maneira que Lost foi financiada. Temos um cenário fragmentado da mídia, temos muito mais opções, mas, como resultado, os recursos de cada programa que é produzido são menores. Por isso, nos sentimos um pouco como ferreiros numa era da internet. É meio triste porque somos grandes fãs do gênero de ação-aventura e coisas do tipo. E quando vemos que o final de Lost é quase um filme, como fãs de TV, é triste perceber que não haverá tantas apostas desse porte e escopo.</p>
<p><a href="http://diversao.terra.com.br/tv/noticias/0,,OI4436915-EI12993,00-Produtores+de+Lost+falam+sobre+o+fim+da+serie.html">The New York Times</a></p>




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		<title>Jon Favreau</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 18:46:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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O grande mérito pela expectativa causada por Homem de Ferro 2 é do diretor Jon Favreau. Conhecido principalmente por atuar em comédias como Virando o Jogo e Separados pelo Casamento, Favreau conseguiu convencer a Marvel Studios a apostar nele para dirigir seu primeiro filme, cujo fracasso poderia comprometer a empreitada da editora no mercado cinematográfico.
Porque [...]]]></description>
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<p>O grande mérito pela expectativa causada por Homem de Ferro 2 é do diretor Jon Favreau. Conhecido principalmente por atuar em comédias como Virando o Jogo e Separados pelo Casamento, Favreau conseguiu convencer a Marvel Studios a apostar nele para dirigir seu primeiro filme, cujo fracasso poderia comprometer a empreitada da editora no mercado cinematográfico.<span id="more-3047"></span></p>
<p>Porque os executivos entregaram a ele a direção de Homem de Ferro permanece um mistério, afinal, na época Favreau tinha apenas três filmes em seu currículo: as comédias Crime Desorganizado e Um Duende em Nova York e a aventura teen Zathura: Uma Aventura Espacial.</p>
<p>Além disso, a produtora sabia que não estava lidando com um personagem de grande apelo popular, principalmente se comparado a outras criações de seu braço editorial, como o Homem-Aranha ou os X-Men, cujos direitos foram vendidos pela Marvel para a Sony Pictures e a 20th Century Fox, respectivamente.</p>
<p>Apesar da pouca experiência na cadeira de diretor e das dúvidas relacionadas à popularidade do herói, Favreau soube usar seu diferencial e criou uma adaptação que agradou tanto aos aficionados por quadrinhos quanto ao grande público, transformando os US$ 140 milhões do orçamento do primeiro Homem de Ferro em US$ 585 milhões e garantindo sua posição para as duas sequências.</p>
<p>A primeira delas, Homem de Ferro 2, estreia nesta sexta-feira (30.04) com a expectativa de tornar-se o grande blockbuster do ano e pavimentar o caminho dos próximos lançamentos da Marvel Studio, que são Thor (2011), Capitão América (2011) e Os Vingadores (2012).</p>
<p>Mas qual é o segredo de Favreau? Entusiasta declarado, o cineasta soube montar seus filmes pensando na maneira que um verdadeiro fã o faria. Qual adolescente não vibraria ao ver o herói em ação ao som de clássicos do rock como &#8220;Iron Man&#8221;, do Black Sabbath e &#8220;Shoot To Thrill&#8221;, do AC/DC?</p>
<p>Favreau também quebrou a barreira entre público e produção ao utilizar seu Twitter para relatar o que acontecia nos sets de filmagem de Homem de Ferro 2, atitude que só contribuiu para sua aceitação por parte dos fãs mais fervorosos.</p>
<p>Como se isso não bastasse, o diretor mostrou competência ao realizar uma pesquisa em cima dos 600 números de histórias em quadrinhos publicados pela Marvel em 42 anos, buscando o que havia de mais interessante no personagem para transpor às telas &#8211; e até se dispôs a participar dos filmes como o guarda-costas de Tony Stark, Happy Hogan.</p>
<p>Por fim, Favreau soube enxergar no improvável Robert Downey Jr. um Homem de Ferro digno dos fãs, afirmando acreditar que o ator faria pela futura franquia o mesmo que Johnny Depp representou pela série Piratas do Caribe. Mais uma vez Favreau estava certo &#8211; e os fãs só têm a ganhar com ele.</p>
<p><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/a+carreira+estratosferica+de+jon+favreau/n1237598106650.html">Via</a></p>




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		<title>Phantasmagoria e outros contos</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 19:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>quelaltoe</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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Phantasmagoria
De carona na estréia de “Alice no país das maravilhas” de Tim Burton, Phantasmagoria: The Visions of Lewis Carroll, filme dirigido e estrelado pelo excêntrico Marilyn Manson teve seu primeiro trailer divulgado. E claro, o vídeo não é indicado para menores de 18 Anos.
O filme – uma mistura de terror e fantasia – conta a [...]]]></description>
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<p>De carona na estréia de “Alice no país das maravilhas” de Tim Burton, Phantasmagoria: The Visions of Lewis Carroll, filme dirigido e estrelado pelo excêntrico Marilyn Manson teve seu primeiro trailer divulgado. E claro, o vídeo não é indicado para menores de 18 Anos.</p>
<p>O filme – uma mistura de terror e fantasia – conta a história do enigmático autor de Alice no País das Maravilhas, sendo atormentado por visões de uma garota chamada Alice e noites de insônia em um castelo.</p>
<p>O vídeo foi feito originalmente em 2005 e retrabalhado em 2006. Além de Manson, estão em seu elenco as atrizes Tilda Swinton, Lily Cole e Evan Rachel Wood. O projeto com muito sangue, terror e sensualidade será lançado este ano, mas ainda sem data definida. </p>
<p>Assista ao trailer <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jSPWtqWcOFg">aqui</a>.</p>
<p>E se quiser ler os contos em inglês, acesse <a href="http://www.gutenberg.org/dirs/etext96/fntsm10h.htm">aqui</a>.</p>




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		<title>O pai de Alice no País das Maravilhas</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 14:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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Charles Lutwige Dodgson era o mais velho de onze irmãos. Criança, escrevia histórias fantásticas e montava peças com marionetes. Era alto, delgado e gago. Gostava de ler e detestava esportes. Se tornou órfão de mãe aos 19 anos. Tinha uma coleção extensa de literatura fantástica, incluindo as obras de Edgar Allan Poe e Frankenstein. Seus [...]]]></description>
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<p>Charles Lutwige Dodgson era o mais velho de onze irmãos. Criança, escrevia histórias fantásticas e montava peças com marionetes. Era alto, delgado e gago. Gostava de ler e detestava esportes. <span id="more-3004"></span>Se tornou órfão de mãe aos 19 anos. Tinha uma coleção extensa de literatura fantástica, incluindo as obras de Edgar Allan Poe e Frankenstein. Seus professores o elogiavam pela inteligência.</p>
<p>Aos 24 anos, passou a lecionar em Oxford. Escreveu 11 livros sobre matemática e lógica durante os muitos anos em que ensinou lá. Quando começou, seu chefe era Henry Liddell, pai de uma família grande e de três filhas na mesma faixa de idade, Lorina, Alice e Edith. A do meio, Alice, tinha quatro anos quando Dodgson a conheceu, no jardim da casa de seu pai.</p>
<p>Dogdson fotografou pintores como Dante Gabriel Rossetti e John Everett Millais, e também o poeta Alfred Tennyson, e o cientista Michael Faraday. É considerado um dos mais importantes retratistas da época vitoriana. Sabe-se que fez mais de 3.000 retratos em 24 anos, dos quais menos de mil chegaram a nossos dias. Fez fotos de muitas crianças, suas “little friends”. Como Alice Liddell.</p>
<p>Dodgson era amigo de muitas crianças, e muitas fotografou, inclusive nuas. Não estava sozinho. Imagens de crianças vestidas e despidas eram parte da cultura popular corrente – eram consideradas símbolos máximos de inocência. Crianças nuas ilustravam cartões postais e pinturas para as salas das famílias. A rainha Victoria e o Príncipe Albert encomendaram muitos estudos fotográficos de crianças nuas. Dogdson manteve a amizade com muitas destas crianças depois que elas cresceram.</p>
<p>Dodgson manteve diários por toda a sua vida. Dos 13 volumes, quatro e mais sete páginas desapareceram. Os quatro volumes cobrem de 1853 a 1863, entre os 22 e 32 anos de Dodgson. Em 4 de julho de 1862, reza a lenda que Dodgson e mais um amigo, Robinson Duckworth, levou as três irmãs Liddell para um passeio de barco pelo rio Isis, como é conhecido o Tâmisa, na região de Oxford. Durante o passeio, ele teria inventado aventuras fantásticas vividas por Alice Liddell, com as duas irmãs relegadas a papéis coadjuvantes. Alice teria pedido depois para que ele escrevesse e ilustrasse aquela aventura.</p>
<p>Em 1863, a senhora Liddell aparentemente proibiu Dodgson de se encontrar com as filhas. Fez Alice queimar todas as cartas que ele enviou. A página relativa a este assunto, no diário de Dogdson, desapareceu. Dogdson era pedófilo? Há relatos de que seus alunos caçoavam de seu jeito afeminado. Sabe-se que ele foi muito próximo de Ellen Terry, uma das principais atrizes do teatro inglês no período. Seus diários contam de encontros com o que ele chamava de “child-friends” – algumas com vinte anos ou mais.</p>
<p>Conjectura-se que tenha tido um caso com a mãe de Alice Liddell; ou com a governanta das meninas; ou que tenha pedido a mão de uma delas em casamento. Não era incomum na época para os homens vitorianos arranjarem casamentos com noivas bem mais jovens, que se consumavam após a maioridade. Existem muitas teorias sobre o que teria acontecido neste período. E nenhum fato.</p>
<p>Dodgson era próximo de Dante Gabriel Rossetti e John Everett Millais, integrantes da Irmandade Pré-Rafaelita, o grupo de artistas plásticos que venerava a naturalidade da pintura pré-renascentista, e extremamente influente na arte que veio logo a seguir – inclusive nas artes gráficas e decorativas e na Art Nouveau. Os Pré-Rafaelitas são o último movimento antes da arte moderna, ou o primeiro grupo de vanguarda – você escolhe. </p>
<p>São as irmãs Liddell? Não. Mas poderiam ser. A primeiríssima versão de Alice foi manuscrita e ilustrada em estilo Pré-Rafaelita por Dodgson – e enviada por correio para Alice. Ela recebeu o livro dias antes do Natal de 1864. Tinha dez anos. Ele continuaria enviando livros para Alice – Alice in Wonderland em 1865, depois Through the Looking Glass and What Alice Found There, em 1871.</p>
<p>John Tenniel levou dois anos para ilustrar o primeiro livro e três o segundo – depois deste, nunca mais ilustrou nenhum. Dodgson não descreve muito dos personagens. Nossa imagem deles vêm do trabalho de Tenniel. O Chapeleiro Louco, por exemplo, nunca foi descrito no livro. Quando o segundo livro foi lançado, Alice já tinha 20 anos e Dodgson 40. Os livros são assinados com um pseudônimo, baseado na latinização de seu nome. Lutwige vira Lucius e depois Lewis; Charles vira Carolus e depois, Carroll.</p>
<p>Pouco antes, em 1870, sete anos após os Liddell terem se afastado de Dodgson, a senhora Liddell apareceu na casa dele, com Alice e Lorina. Pediu que ele as fotografasse. É a última vez. Alice não parece feliz.</p>
<p>Em 1885, escreveu para Alice pedindo o manuscrito original emprestado, para que ele fizesse uma edição fac-símile. Os lucros iriam para hospitais infantis. Ela aceitou. Ele enviou para ela um exemplar encadernado em couro branco. Em 1891, Alice visitou Dodgson pela última vez em seu apartamento em Oxford. Não há registro do que foi conversado. As aventuras da Alice ficcional viverão para sempre – influenciando a literatura infantil e adulta, as obras dos surrealistas, os Beatles, e as superproduções 3D do século 21.</p>
<p>Dodgson morreu de pneumonia aos 65 anos. Alice, 46, mandou flores para o funeral. Os últimos versos do seu último poema publicado:</p>
<p>I’d give all the wealth that years have piled</p>
<p>The slow result of  Life’s decay</p>
<p>To be once more a little child</p>
<p>For one bright summer day.</p>
<p><a href="http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/">Via</a><!--more--></p>




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		<title>Salve Geral relembra ataques do PCC</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 14:14:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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Em maio de 2006, o assunto virou notícia em todos meios de comunicação do Brasil e chegou a ser manchete, inclusive, em veículos internacionais. Os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) &#8211; facção criminosa paulista &#8211; no estado de São Paulo registraram ofensivas contra ônibus, policiais, bancos, estações de metrô e lojas. Foram mais [...]]]></description>
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<p>Em maio de 2006, o assunto virou notícia em todos meios de comunicação do Brasil e chegou a ser manchete, inclusive, em veículos internacionais. Os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) &#8211; facção criminosa paulista &#8211; no estado de São Paulo registraram ofensivas contra ônibus<span id="more-2729"></span>, policiais, bancos, estações de metrô e lojas. Foram mais de 290 ocorrências em todo o estado e quase 150 mortes. A situação amedrontou a população da cidade mais rica do Brasil e uma das maiores do mundo. Três anos se passaram e o assunto que parecia estar com seu lugar garantido no esquecimento coletivo ganha vida nas telonas com o filme &#8220;Salve Geral&#8221;, de Sérgio Rezende, que estreou nesta sexta-feira, 2 de outubro, no circuito nacional de cinema.</p>
<p>Parte da história de São Paulo se mescla com a narração fictícia de uma professora de piano de classe média, vivenciada por Andréa Beltrão, que luta para tirar seu filho da prisão. A obra foi escolhida para representar o Brasil na disputa a uma indicação para a 82ª edição do Oscar (Premiação Anual da Academy of Motion Pictures Arts and Sciences). &#8220;Salve Geral&#8221; concorrerá com produções de mais de 95 países à classificação final.</p>
<p>O enredo, na opinião de Rodrigo Medina, pesquisador do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da USP (Universidade de São Paulo) e professor de Ciências Sociais da Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), provocará polêmicas ainda maiores que &#8220;Tropa de Elite&#8221;, de José Padilha, e &#8220;Cidade de Deus&#8221;, de Fernando Meirelles. &#8220;De maneira sutil, Sergio Rezende faz denúncias de corrupções em todo o sistema penitenciário. Desvios de condutas que envolvem desde o funcionário que faz a revista na cadeia, passam pelo judiciário e chegam até a Secretaria de Segurança Pública do Estado&#8221;, afirma Medina.</p>
<p>Ainda que uma obra cinematográfica não tenha o compromisso de retratar a realidade, Medina acredita que &#8220;Salve Geral&#8221; instrumentaliza a história paulista a partir de suposições criadas em cima dos fatos. &#8220;O enfoque não é maniqueísta. Ao mesmo tempo em que o PCC não é enaltecido, a polícia também não é demonizada. Rezende consegue fazer com que o espectador tenha empatia com um preso ou com uma mãe, sem, no entanto, minimizar a culpa diante das irregularidades cometidas&#8221;, diz o pesquisador.</p>
<p>Para Alessandra Teixeira, presidente da Comissão do Sistema Prisional do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), entender o ataque da facção criminosa, em 2006, ainda é bastante complexo. &#8220;Até hoje, não há nada que comprove quais foram os motivos que rebelaram os mandantes do PCC, tampouco qual foi a real participação da polícia ou da Secretaria de Segurança Pública no caso. O que se tem são apenas versões. Não há informações&#8221;, declara Alessandra.</p>
<p>A versão adotada por Sergio Rezende está relacionada à transferência dos chefes da facção para um presídio de segurança máxima. Verdade ou não? Nem Alessandra, nem Medina sabem responder essa pergunta. Mas a pesquisadora do IBCCRIM assegura conhecer o objetivo dos ataques no estado de São Paulo. &#8220;Se, em 2001, a mobilização visava mostrar à sociedade o poder do Comando nas prisões, com a rebelião simultânea em 42 cadeias, o salve geral, em 2006, pretendia mostrar a força do PCC além dos muros da cadeia&#8221;, analisa ela.</p>
<p>Segundo Spencer Toth Sydow, professor de direito e processo penal da Uniban (Universidade Bandeirantes), a rebeldia dos criminosos deve ser vista a partir da teoria da pena. &#8220;A sentença é a prevenção que amedronta a população para não cometer uma ação ilícita. Se não há essa repressão, a medida acaba tendo um efeito social reverso: incentivo. É isso que geralmente acontece dentro do crime organizado. A falta de amedrontamento se resulta em afronta&#8221;, explica ele, que também acredita na contribuição do processo penal brasileiro, de acordo com ele sempre favorável ao réu, para exaltar a sensação de permissão ao confronto.</p>
<p>Diferente do que muitos possam imaginar, Alessandra garante que a ação, assim como não foi positiva para a polícia, tampouco para a sociedade, não trouxe boas conseqüências para os criminosos. &#8220;A radicalização fere a própria lógica do Comando, até porque traz grandes impactos para o andamento de seus negócios. Atrapalha o comércio ilegal e compromete os lucros&#8221;, destaca ela. Os reflexos dos ataques também provocaram a morte de mais de 500 pessoas. &#8220;Os que mais sofreram, porém, foram os moradores da periferia, pobres e negros&#8221;, afirma Alessandra.</p>
<p>A maior polêmica retratada em Salve Geral, no entanto, é o suposto acordo que a Secretaria de Segurança do Estado teria selado com os chefes do Comando para controlar a situação de calamidade em São Paulo. &#8220;Muito se falou desse pacto na época, mas até hoje nada foi comprovado&#8221;, diz Medina. Para ele, mesmo sem a comprovação, as possibilidades de o fato ter ocorrido são reais. &#8220;A suposta negociação comprova a fragilidade do estado diante da segurança. E se houve mesmo esse acordo, acredito que ele persiste até hoje, até porque a facção nunca mais se manifestou&#8221;, acrescenta ele.</p>
<p>As críticas às negociações, segundo Alessandra, não se sustentam com a realidade. &#8220;O que se chamou de acordo, não caracterizaria como desvirtuamento das forças. Se houve uma radicalização das ações dos bandidos, isso significa que havia pouca abertura no sentido de negociação em tons corruptos&#8221;, contesta a pesquisadora, que afirma que as conseqüências poderiam ter sido piores se o estado optasse pela lógica de uma guerra civil. &#8220;Política de geração de medo que não leva a lugar nenhum&#8221;, resume ela.</p>
<p>Na opinião de Sydow, o suposto acordo &#8211; independentemente de sua característica &#8211; jamais seria legítimo. &#8220;Isso demonstra a interferência de poderes. Se o poder judiciário decide por uma pena privativa de liberdade, a Secretaria de Segurança não pode interferir nessa decisão, tampouco conceder exceções. Não se pode devolver os direitos que foram tirados&#8221;, argumenta ele.</p>
<p>Ideologia: lícita ou ilícita?</p>
<p>Se tiver que amar, amaremos<br />
Se tiver que matar, mataremos<br />
Paz, Justiça e Liberdade</p>
<p>O grito de guerra do PCC, que ganhou voz dentro e fora das prisões, é bastante ressaltado por Sérgio Rezende. O filme procura ainda evidenciar as contradições que envolvem o desenvolvimento da facção criminosa, bem como sua ideologia. &#8220;É ingênuo achar que a facção nasce exclusivamente para reivindicar os direitos humanos no sistema carcerário e regulamentar a convivência na prisão. No entanto, a lógica guerreira, com a participação em ações criminosas, também não pode ser esquecida&#8221;, defende Alessandra.</p>
<p>Para ela, a criação do Comando melhorou a convivência entre os presos. &#8220;Criou-se uma norma que combateu o mata-mata e diminuiu a violência sexual no ambiente carcerário&#8221;, destaca Alessandra, que lamenta o uso da mesma organização para o cometimento de crimes. &#8220;Hoje, o PCC se constitui como uma empresa e segue a lógica de mercado e de monopólio, principalmente em relação ao tráfico de drogas&#8221;, descreve. De acordo com Sydow, não há como um grupo ilegal exigir aspectos legais. &#8220;Não desmereço a luta por uma situação melhor, num sistema que viola frontalmente os direitos humanos. Mas não se pode bater para depois conversar ou desrespeitar a lei para depois buscar alternativas&#8221;, argumenta ele.</p>
<p>Medina procura destacar que a formação do PCC não se restringe a brasileiros da periferia. &#8220;É preciso derrubar o mito de que a delinqüência está dada irreversivelmente pela origem social. Se fosse assim, não teríamos escândalos como aqueles assistidos há poucas semanas no Senado Federal, dentre tantos outros&#8221;, diz Medina. Para desmistificar esse fato, Sérgio Rezende opta em contar a história de Rafa (Lee Thalor), um menino de classe média, que acaba por militar junto à facção. &#8220;O crime organizado constitui uma rede que envolve desde segmentos nos mais altos escalões das estruturas de poder até os soldados do tráfico nas comunidades tomadas por esses grupos; e passa pela tal classe média que pensa estar isenta disso tudo&#8221;, explica o pesquisador.</p>
<p>Três anos depois</p>
<p>Muito mais do que trazer respostas, Medina enfatiza o poder do filme em propor reflexões. &#8220;Durante aqueles fatídicos dias, fomos todos reféns não só do crime organizado, mas da ingerência do estado. Será que foi coincidência a obra ter sido lançada próximo às eleições presidenciais de 2010?&#8221;, questiona o pesquisador.</p>
<p>O episódio que marcou a história brasileira e amedrontou milhares de paulistas completa três anos e cinco meses. O que mudou desde então no sistema penitenciário? O poder judiciário obteve avanços? Será que São Paulo, assim como o Brasil, estariam preparados para enfrentar novos ataques da facção criminosa? E o PCC, perdeu força &#8220;política&#8221; nestes últimos tempos? Essas são algumas das questões que Salve Geral deixa no ar.</p>
<p>Na opinião do pesquisador da USP, nada mudou nesses últimos anos. &#8220;A corrupção, infelizmente, continua presente em todas as cadeias do sistema. E mais, mesmo que o PCC não esteja tanto em evidência como em 2006, ele continua a agir na irregularidade e a comandar o tráfico dentro e fora das prisões&#8221;, defende ele. Segundo Medina, o problema da segurança não foi resolvido. &#8220;Se novos ataques acontecessem, as conseqüências seriam similares ou até mais desastrosas&#8221;, acredita ele. &#8220;Estamos submetidos a uma condição de tensionamento constante e, de alguma forma, ainda mantidos como reféns da violência urbana&#8221;, acrescenta Medina.</p>
<p>Alessandra não acredita na hipótese de novos ataques. &#8220;Para uma manifestação mais radical do PCC é preciso que haja uma razão muito forte. E não me parece que tal motivo exista. Muito embora o sistema esteja ainda mais caótico e a facção tenha crescido de forma espantosa, as respostas para a ausência de reivindicações são nebulosas&#8221;, diz a pesquisadora.</p>
<p>O caminho da mudança está na implantação de políticas organizadas. É o que sugere Medina. &#8220;As ações de segurança pública não podem continuar sendo unidimensional, ou seja, focadas exclusivamente na compra de armamentos. Elas precisam, sim, integrar itens de segurança aos de educação, geração de renda, inserção social e políticas instituída de tolerância&#8221;, sugere ele. </p>
<p><a href="http://www.universia.com.br/cultura+/materia.jsp?materia=18324">Via</a></p>




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		<title>Smallville &#8211; A Sociedade da Justiça e a Mesa do Amor</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 14:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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Assisti o episódio especial de Smallville, Absolute Justice, e gostaria de comentar um insight que tive.
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<p>Mas, ó! Corro o risco de soltar alguns <strong>spoilers</strong>, ok?!</p>
<p>No episódio as personagens clássicas de HQ’s Gavião Negro, Sr. Destino, Sideral e Stargirl, membros da aposentada Sociedade da Justiça da América, precisam se juntar novamente para deter Geada em sua vingativa intenção de eliminar cada componente da Sociedade. É aí que surge a aliança entre a descompromissada e imatura Liga da Justiça – que ainda não tem esse nome no seriado -, e a Sociedade da Justiça.<span id="more-2696"></span></p>
<p>O que achei legal no enredo é como é mostrado a importância de uma nova geração de heróis aprender com a geração anterior. Os antigos heróis reconhecem que o seu tempo é findo e depositam suas esperanças em sangue novo – well, digamos que o Gavião Negro não bota muita fé.</p>
<p>Mas, o que a futura Liga da Justiça tem a aprender com a já experiente Sociedade da Justiça? Você pode pensar que é como derrotar vilões, ou como aperfeiçoar seus poderes ou aumentar sua força e tal. Mas, não é isso… e, é aí que achei interessante! Em diálogo com a Chloe Sullivan, dentro da Torre da Vigilância, Stargirl a indaga: “Onde está a mesa? Onde vocês comem?”</p>
<p>Chloe, com um semblante de “o que é mesmo que se passa?” não entende a colocação. Ao que a outra explica que eles, a Sociedade da Justiça, costumavam comer juntos, reunir não somente quando a urgência chamava, mas para se divertirem, passar tempo uns com os outros. Eram uma família…</p>
<p>Isso me fez pensar, claro, na famigerada igreja. A grande maioria se reune apenas para tratar de estratégias para vencer o “mundo”, para expandir o ministério, para cumprirem uma obrigação semanal e totalmente dependente de liturgia. O ambiente em que costumam realizar os cultos, missas ou quaisquer que sejam os nomes, são lugares pouco íntimos. Geralmente são antigos teatros, cinemas, ou imensos galpões; de maneira que possam  aglomerar o máximo de gente possível. Quanto mais crescem em número menos vínculos pessoais sustentam entre si. Todos estão ali por um tipo de missão(obrigação?), seja desde prestar culto, cantar, ouvir uma pregação, cumprir um rito religioso para desencargo de consciência, até os mais vis dos motivos. Mas, é aí que também pergunto: Onde está a mesa?</p>
<p>Mesa significa intimidade. Jesus prezava muito por comer junto dos seus. De fato, é um momento sublime compartilhar a mesa com outras pessoas. Quem está à mesa conosco? Costumam ser amigos, amados e pessoas a quem queremos bem; irmãos! A igreja parece ter perdido isso. As reuniões não conclamam à comunhão dos presentes, muito menos à conversa entre todos, à edificação mútua dos membros do Corpo. É um grande monólogo… uma palestra… uma demostração de oratória, muitas vezes!</p>
<p>Por que ao invés de locar/comprar antigos teatros, cinemas ou galpões, não comprar antigos casarões, bares ou restaurantes? Já que querem “templos”, por que não construí-los de forma a sugerir maior interação para os que estarão dentro? Por que não evitar inflar a máquina religiosa e espalhar os crentes em grupos que permitam maior intimidade? (e não me venham falar de células ou G12 como solução, please).</p>
<p>Onde está a mesa para a festa do amor da igreja?</p>
<p><strong><a href="http://thiagomendanha.com.br/2010/02/a-sociedade-da-justica-e-a-mesa-do-amor/">Thiago Mendanha</a></strong></p>




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		<title>Ele é genial. O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 11:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Genial e azarado. Esses são os dois adjetivos que melhor resumem o que é Terry Gilliam. O único estadunidense a fazer parte do grupo cômico Monty Python, Gilliam começou fazendo as animações non-sense que envolviam pés gigantes, cabeças que se abriam e mulheres assanhadas das vinhetas da série de TV e depois passou à direção [...]]]></description>
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<p>Genial e azarado. Esses são os dois adjetivos que melhor resumem o que é Terry Gilliam. O único estadunidense a fazer parte do grupo cômico Monty Python, Gilliam começou fazendo as animações non-sense que envolviam pés gigantes, cabeças que se abriam e mulheres assanhadas das vinhetas da série de TV e depois passou à direção de cinema. Estão no seu currículo filmes clássicos como Monty Python<span id="more-2673"></span> e o Cálice Sagrado, cultuados como Brazil e esquecidos como o recente Contra-Ponto, que saiu aqui direto em DVD. Mas ao assistir ao making of de Os 12 Macacos e ao documentário Lost in La Mancha é que vemos como os deuses do cinema vivem testando a fé de Gilliam. Principalmente neste último, que chegou a ser cancelado e tudo o que podia dar errado, deu. Do protagonista morrendo de dores nas costas e proibido de andar a cavalo a uma chuva torrencial que arrasou seu set de filmagens.</p>
<p>Depois de conseguir finalizar sem maiores problemas seus dois últimos projetos (Os Irmãos Grimm e o já citado Contra-Ponto), parecia que a maré de azar tinha passado. Até que veio o 22 de janeiro de 2008. Gilliam estava no meio das filmagens de O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus, 2009) e em um dos papéis principais estava Heath Ledger, incessantemente elogiado a cada nova cena que surgia da sua interpretação do Coringa em Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas, a ser lançado no meio daquele ano. O ator morreu em Nova York, deixando órfão sua pequena filha Matilda e sem rumo os amigos com quem filmava.</p>
<p><object width="600" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/my8sZVgfdpA&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/my8sZVgfdpA&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="600" height="360"></embed></object></p>
<p>Gilliam quase teve de fechar as portas de sua produção de novo. E foi aí que entraram os amigos Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel, que deram um passo à frente e se ofereceram para terminar o papel que o australiano interpretava. E quer saber? Se o filme fosse pensado dessa forma, talvez não ficasse tão bom. As cenas em que os três atores aparecem se passam dentro do tal mundo imaginário do Dr. Parnassus e lá você pode ser quem você quiser. Quem você sonhar. E por isso, a mudança de atores, que muita gente pode até estranhar no início, veste como uma luva em uma daquelas mãos que tem uma cabeça no seu topo.</p>
<p>Sim, a imagem é &#8220;gilliamética&#8221; e saiu mesmo da mente do desvairado autor. Essa e tantas outras, como águas vivas gigantes, balões de ar em formatos de cabeça flutuando por mundos coloridos, bocas que são &#8220;chupadas&#8221; nas caras das pessoas, cobras que aparecem do contorno de rios e escadas sem fim. Não há dúvida que Parnassus é o filme mais visual que Gilliam já construiu, equilibrando como nunca efeitos práticos com computação gráfica, como na cena em que acompanhamos o diabo conhecido como Nick (Tom Waits) chegando ao templo onde Parnassus (Christopher Plummer) comanda outros monges em meditações sobre tapetes voadores. Os dois fazem um pacto: em troca da imortalidade, Parnassus promete ao Diabo a sua filha quando ela completar seus 16 anos. Pensando ser mais esperto que o senhor das trevas, Parnassus não imagina ter filhos e consegue se manter invicto, até que conhece e se apaixona por uma mulher, a mãe de Valentina (Lily Cole). Quando o filme começa, Nick está de volta para cobrar seu prêmio. Tão bêbado quando desesperado, Parnassus tenta uma última cartada para manter a delicada e linda filha: conseguir cinco almas para ele antes do aniversário de Valentina, em três dias.</p>
<p>Tony (Ledger, Depp, Law, Farrel) entra em cena amnésico, pendurado pelo pescoço em uma ponte de Londres. É logo incorporado à trupe de Parnassus e com sua lábia vai ajudando a recolher as almas, para o desespero de Anton (Andrew Garfield), que sofre ao ver sua amada Valentina se apaixonando pelo novato. Porém, não se deve confiar em um personagem que foi batizado em &#8220;homenagem&#8221; ao ex-primeiro ministro britânico Tony Blair, descrito por Gilliam como um cara que &#8220;diria as coisas mais insanas e provavelmente acreditaria nelas&#8221;.</p>
<p>Parnassus, no meio de todas as viagens entre o mundo imaginário e o cotidiano, ainda consegue guardar espaço para fazer críticas às pessoas que estão sempre atrasadas a ponto de deixar de sonhar e ao capitalismo. E há ainda um estranho número musical típico de Monty Python.</p>
<p>Talvez a história não agrade a todo mundo. Mas uma obra de Terry Gilliam jamais vai conseguir atingir tal feito. Sua mente funciona em uma frequência diferente. Seus sonhos são mais coloridos. Seus devaneios, mais sinistros. E seus filmes, bom, estes são cada vez mais ímpares no meio das fórmulas usadas pelas pessoas que podem até ser mais sortudas, mas não têm a mesma genialidade.<br />
<a href="http://www.omelete.com.br/cine/100023015/Critica__O_Mundo_Imaginario_do_Doutor_Parnassus.aspx"><br />
Via</a></p>




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		<title>Denzel Washington – Mantendo a fé</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 13:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kleber Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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Denzel Washington é muito mais do que apenas um superstar, ganhador de Oscar. Ele é um cristão que leva a sério o seu papel … mesmo que isto signifique um pouco de sangue, como em seu novo filme: Book of Eli.
Denzel Washington é um dos mais bem sucedidos e respeitados atores de Hollywood. Mas o [...]]]></description>
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<p>Denzel Washington é um dos mais bem sucedidos e respeitados atores de Hollywood. Mas o vencedor de duas estatuetas do Oscar (em 1989 e 2001 de Glória de Dia de Treinamento) é também um dos mais atuantes cristãos de Hollywood.<span id="more-2608"></span></p>
<p>Filho de um pastor pentecostal de Mount Vernon, Nova York, Denzel, aos 55 anos, há mais de 30, tem participado ativamente da igreja West Angeles Church of God in Christ, lê sua Bíblia todas as manhãs, e sempre escolhe papéis em que pode “passar” uma mensagem positiva ou o reflexo de sua profunda fé pessoal.</p>
<p>A fé está em todo lugar no novo filme pós-apocaliptico de Denzel: The Book of Eli, que estreou sexta-feira e está sendo promovido com outdoors com os trocadilhos “B-ELI-EVE” (Acredite) e “D-ELI-VER US.” (Salve-nos). No filme, Denzel assume o papel de um viajante misterioso que tem um facão como arma, chamado Eli, dirigido por Deus para proteger a última cópia da Bíblia existente na Terra – isso mesmo, a Bíblia – e levá-la para o ocidente, para protegê-la de bandidos que procuram usá-la como uma “arma” de controle.</p>
<p>O personagem de Denzel no filme utiliza a violência intensamente – esquartejando os bandidos em cada esquina -, mas que começa a se sensibilizar quando conhece uma garota inocente (Mila Kunis), que o lembra que podemos ficar tão presos em proteger a Palavra de Deus que, por vezes esquecemos-nos de vivenciá-la.</p>
<p>Para Denzel, “vivenciá-la” é essencialmente caracterizado pelo amor e sacrifício. A mensagem final de Eli, diz ele, é “faça mais pelos outros do que você faria para si mesmo”. Esta uma mensagem que Denzel sempre ouviu desde criança.</p>
<p>“Oramos a respeito de tudo, todos os dias”, disse Denzel a membros da mídia religiosa na semana passada, em Los Angeles. “E sempre terminamos com ‘Amém. Deus é amor’. Eu imaginava que ‘Deus é amor’ era apenas uma expressão. Levei muito tempo para aprender o que realmente significava. Eu não me importo com o livro que você lê ou no que você acredita, se você não tiver amor, se você não amar o seu próximo, então você não tem nada”.</p>
<p>Embora Denzel não seja um grande fã da palavra “religião”, e se abstenha de qualquer posicionamento do tipo “Eu estou certo, você está errado”, ele não se envergonha de falar, sem rodeios, sobre sua fé cristã.</p>
<p>“Eu creio que Jesus é o Filho de Deus”, diz ele. “Eu fui batizado no Espírito Santo. Eu sei que isso é real. Eu estava numa sala. Meu rosto ‘explodiu’, chorei como um bebê, e aquilo quase me ‘matou de susto’. Um tipo de medo que chacoalhou minha vida. Vou ser honesto com você, levantei-me e segui na direção oposta daquela que deveria. Eu não sabia o que estava acontecendo. Foi muito forte. Levei muitos anos para dar meia-volta”.</p>
<p>Recentemente, sentado em sua casa lendo a Bíblia (esta é a terceira vez que ele está lendo-a do início ao fim), Denzel se deparou com uma passagem sobre a sabedoria e entendimento em Provérbios 4, que o fez refletir sobre sua vida.</p>
<p>“Estou nesta enorme casa cheia de todas essas coisas”, observou. “Eu ouvi a Bíblia me dizendo: ‘Você nunca vê um caminhão de mudanças atrás de um carro funerário. Você não pode levar todas essas coisas consigo. Os egípcios tentaram, mas foram roubado. Eu disse: ‘O que você quer, Denzel?’ E uma das palavras da devocional daquele dia era sabedoria. Então comecei a orar ‘Deus, me dê uma porção daquilo’. Eu já consegui todo o sucesso possível na minha carreira. Mas eu posso ficar melhor. Eu posso aprender a amar mais. Eu posso aprender a ser mais compreensivo. Eu posso ganhar mais sabedoria”.</p>
<p>Assim como seu personagem em The Book of Eli, Denzel acredita na vocação profética e, por isso, tenta aproveitar ao máximo do trabalho que ele acredita ter sido lhe dado pelo próprio Deus: no seu caso, a fama mundial e uma das carreiras cinematográficas mais profícuas de sua geração. Denzel se lembra de uma história de quando ele tinha 20 anos, que demonstra como ele relaciona intimamente a sua fé com sua carreira.</p>
<p>Era 27 de março de 1975 e Denzel – que acabara de ser expulso da escola – estava sentado no salão de beleza de sua mãe. Uma senhora que, enquanto secava os cabelos e olhava fixamente para ele, de repente, pediu-lhe um pedaço de papel e, de forma trêmula, escreveu a palavra “profecia”. Aquela mulher era Ruth Green, uma das mais antigas mulheres da igreja mais antiga da cidade, conhecida por ter um dom da profecia. Naquele dia, ela disse a Denzel: “Rapaz, você irá viajar pelo mundo e falar para milhões de pessoas.”</p>
<p>Naquele verão, Washington era um equipante em um acampamento da YMCA (Associação Cristã de Moços) em Connecticut. Os equipantes faziam esquetes para os acampantes, e alguém sugeriu a Denzel que ele tinha um talento natural para aquilo e deveria prosseguir atuando. Naquele outono, Denzel voltou a estudar no campus da Universidade Fordham, de Lincoln Center, onde iniciou sua formação em teatro. “Anos mais tarde”, lembra-se Denzel”, perguntei ao meu pastor, se ele achava que eu tinha um chamado para ser pregador, e ele disse: ‘Bem, você não está falando para milhões de pessoas? Você não viajou o mundo?”</p>
<p>Reconhecendo que ele havia sido colocado em uma posição privilegiada, Denzel se sentiu obrigado a usar aquilo da melhor forma possível, “pregando” mensagens positivas sempre que estivesse atuando.</p>
<p>“Eu tentei direcionar meus papéis”, diz ele, “mesmo nos piores papéis como em Dia de Treinamento. A primeira coisa que eu escrevi no meu script (de Dia de Treinamento) foi ‘o salário do pecado é a morte’. No roteiro original, você descobria que meu personagem havia morrido pela televisão. E eu disse, ‘Não, não. Para que eu pudesse justificar que ele havia vivido da pior maneira possível, ele teria de morrer da pior maneira, também. Eu fui arrancado do carro pelo Ethan [Hawke], rastejei como uma cobra… O bairro inteiro virou suas costas para mim e então eu fui feito em pedaços”.</p>
<p>Foi mais fácil “direcionar” o personagem de Eli em uma direção positiva, “quer dizer, quase fácil”, brinca Denzel, porque “esse cara é mais violento que o personagem de Dia de Treinamento. Ele é mais violento do que Malcolm X”.<br />
No entanto, da mesma forma que o personagem de Denzel em Chamas da Vingança, a violência de Eli é usada como forma de proteger os inocentes.</p>
<p>“Quando eu fiz Dia de Treinamento”, diz ele, “havia um policial que disse que a Bíblia afirmava existirem aqueles cujo encargo é proteger os inocentes, e que para isso lhe é dado o direito de ser violento. Aquele policial disse: ‘Baseado nisso é que eu e meu parceiro vivemos. Isso é o que fazemos’. Talvez ele precisasse daquele versículo para justificar o que estava fazendo”.</p>
<p>Embora ele tenha encenado personagens violentos em filmes como Dia de Treinamento, American Gangster e, agora, Eli, Denzel é, na vida real, um homem de família calmo e gentil. Casado com Pauletta por mais de 26 anos e pai de quatro filhos, John David, Katia e os gêmeos Malcom e Olivia-Washington, Denzel está longe do estereótipo do ator de Hollywood.</p>
<p>Além de seu envolvimento com a igreja (ele doou US$ 2,5 milhões em 1995 para o West Angeles COGIC para construírem uma nova instalação), Denzel – que sempre inclui em seus autógrafos um “Deus te abençoe” – é um colaborador, há muito tempo, do Boys &#038; Girls Clubs of America (que ele participou quando crianaça), entre outras caridades.</p>
<p>Denzel, que está indo para à Broadway, nesta primavera, para aparecer junto com Viola Davis na peça Fences, de August Wilson, sabe que ele tem sido abençoado com muito, mas rapidamente minimiza sua fama e sucesso dizendo que são apenas um presente de Deus.<br />
“Não é sobre mim”, disse Denzel em uma entrevista de 2007 na revista Reader’s Digest. “Recebi certas habilidades, e olho para elas da seguinte forma: o que vou fazer com o que tenho? Quem é que vai ser engrandecido com isso?” Perto do final de Eli, o personagem de Denzel cita a famosa passagem de 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate … guardei a fé”.</p>
<p>É uma linha condizente com o próprio Denzel. Ele é um superstar de Hollywood que, embora não seja perfeito, oferece um raro exemplo de um cristão em um lugar de extrema aclamação e sucesso e que não deixou isso subir à sua cabeça, em vez disso continua fundamentando sua vida na Bíblia e na confiança em Deus.</p>
<p>Em seus mais de 30 anos como ator, Denzel Washington tem lutado o bom combate e feito o que muitos não conseguiram. Ele manteve a fé.</p>
<p>Fonte: <strong>Christianity Today</strong><br />
Tradução livre de <strong>Whaner Endo</strong><br />
via <strong><a href="http://www.alternativasete.com/blog/2010/01/25/denzel-washington-mantendo-a-fe/">Alternativasete</a></strong></p>




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		<title>The book of Eli</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 17:05:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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No filme &#8220;The book of Eli&#8221;, Denzel Washington faz o papel de um andarilho que se apóia na Bíblia em uma América devastada pela guerra nuclear. O ator norte-americano disse que se estivesse nessa situação, faria exatamente a mesma coisa que seu personagem.
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<p>No filme &#8220;The book of Eli&#8221;, Denzel Washington faz o papel de um andarilho que se apóia na Bíblia em uma América devastada pela guerra nuclear. O ator norte-americano disse que se estivesse nessa situação, faria exatamente a mesma coisa que seu personagem.<span id="more-2435"></span></p>
<p>O filme, que estreia nesta sexta-feira (15) nos Estados Unidos, mistura elementos de faroestes de Hollywood, na forma de paisagens desoladas e cidades na fronteira, com a espiritualidade do Velho Testamento — uma mudança para os estúdios de Hollywood, que tendem a evitar temas religiosos em filmes de ação modernos e com grandes orçamentos.</p>
<p>O personagem de Denzel Washington é Eli, um homem que gosta de citar Gênesis e os Salmos quando não está desmembrando bandidos com uma espada.</p>
<p>No filme, os norte-americanos queimaram suas Bíblias como retaliação à guerra nuclear, mas uma sobrou. Ela pertence a Eli, que está em uma missão para encontrar pessoas dignas do livro.</p>
<p>  &#8216;Fazer o bem&#8217;</p>
<p>O ator, que já ganhou o Oscar duas vezes, disse que tenta ler a Bíblia todos os dias, e que se estivesse em um mundo pós-apocalíptico, o livro seria algo que ele &#8220;gostaria de ter&#8221;.</p>
<p>&#8220;Eu acho que fé é importante, escutar àquela vozinha quieta dentro de você. Não ser intimidado ou desencorajado por outros e seguir sua missão na vida. Minha mãe diz que é interessante fazer o bem, mas é preciso fazer o bem da maneira certa&#8221;, disse Washington.&#8221;, disse ele à Reuters.</p>
<p>Como Eli, Washington anda pelo interior desolado dos EUA e finalmente para em uma cidade de fronteira, onde o senhor local, interpretado por Carnegie (Gary Oldman), está desesperado para achar uma Bíblia para que possa usar como arma para influenciar as pessoas.</p>
<p>Quando Carnegie escuta que Eli tem uma Bíblia, ele ordena que ele lhe entregue o livro se não quiser ser morto. Eli luta para defender sua Bíblia antes de poder continuar sua jornada.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1443372-7086,00-DENZEL+WASHINGTON+E+GUARDIAO+DA+BIBLIA+NO+DRAMA+ELI.html">Via</a></p>




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		<title>Onde Vivem os Monstros</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 16:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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&#8220;Que comece a bagunça&#8221;, grita o menino fantasiado de lobo e com uma coroa na cabeça. Ao seu redor, os monstros – gigantes balofos e peludos, feiosos mas simpáticos – aprovam a ordem do novo rei e disparam a correr pela floresta, derrubando uma ou outra árvore no caminho. É nesse momento anárquico que Onde [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-small?url=http://solomon1.com/a/2010/13/onde-vivem-os-monstros/&amp;shorturl=http://bit.ly/56NK5o&amp;title=Onde+Vivem+os+Monstros&amp;theme=blue&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p><img class="dtse-img dtse-post-2419" src="http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2010/01/mostrons.jpg" alt="mostrons" title="mostrons" width="324" height="269" class="alignnone size-full wp-image-2420" /></p>
<p>&#8220;Que comece a bagunça&#8221;, grita o menino fantasiado de lobo e com uma coroa na cabeça. Ao seu redor, os monstros – gigantes balofos e peludos, feiosos mas simpáticos – aprovam a ordem do novo rei e disparam a correr pela floresta, derrubando uma ou outra árvore no caminho. <span id="more-2419"></span>É nesse momento anárquico que Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are, Estados Unidos, 2009) – filme do diretor esquisitão Spike Jonze, que estreia nesta sexta-feira no país – segue mais fielmente a obra que o inspirou, o clássico infantil homônimo do americano Maurice Sendak. É uma contagiante exaltação das pulsões mais primitivas – perigosas, até – da infância. Parte do fascínio do livro de Sendak vem do modo como ele mimetizou a imaginação de uma criança em toda a sua autossuficiência: a ilha onde vivem os monstros é um universo à parte, no qual os caprichos e vontades do menino Max (no filme, interpretado com cativante sinceridade por Max Records, de 12 anos) reinam soberanos, libertos das exigências adultas de responsabilidade e bons modos. Em seus filmes anteriores, Quero Ser John Malkovich e Adaptação, protagonizados por adultos cheios de angústias e veleidades artísticas, Jonze já transitava por esses recessos isolados da consciência humana. Onde Vivem os Monstros põe a mesma carga existencial sobre os ombros de um garoto. A bagunça que Max e os monstros promovem na sua floresta – significativamente situada em uma ilha – serve para afugentar a solidão. Em teoria um filme para crianças, Onde Vivem os Monstros é, na verdade, um filme sobre a infância, que será mais bem compreendido e apreciado por adultos.</p>
<p>Lançado nos Estados Unidos em 1963 – e só no ano passado publicado no Brasil, pela Cosac Naify –, Onde Vivem os Monstros vem encantando sucessivas gerações de crianças. Vendeu 18 milhões de exemplares no mercado americano. É o livro de um ilustrador, com imagens de um surrealismo exuberante amparadas por uma narrativa simples que se desenvolve em poucas frases. Vestido com uma inexplicável fantasia de lobo, Max promove a arruaça em sua casa e, repreendido pela mãe, ameaça devorá-la, como faria um lobo de verdade. De castigo, é mandado para o quarto, sem jantar – mas o quarto se transfigura em outro mundo, no qual Max veleja em um barco até a ilha onde é coroado rei dos monstros. Ele acaba se cansando da ilha e dos monstros e resolve voltar para &#8220;algum lugar onde alguém gostasse dele de verdade&#8221;. Indiferente às súplicas dos monstros para que fique, navega de volta para casa – e eis aí toda a história.</p>
<p>A solidão da fantasia infantil já se encontrava bem representada no livro, no qual só figuram Max e seus monstros (a mãe não aparece nas ilustrações). Escrito a quatro mãos por Jonze e pelo escritor Dave Eggers, o roteiro expande esse enredo enxuto. Os monstros, que no livro não têm personalidades distintas, ganham cada qual seu perfil psicológico – para ficar em três exemplos, Carol (com a voz de James Gandolfini, ator de Os Sopranos) é caloroso mas instável, KW (Lauren Ambrose) se mostra compassiva e maternal com Max, e Judith (Catherine O’Hara) é autocentrada e mesquinha. Essas criaturas são visualmente notáveis – uma conjugação de técnicas &#8220;analógicas&#8221; (atores vestidos com fantasias peludas) com a mais eficiente tecnologia digital (utilizada para conferir expressividade ao rosto). Esses seres às vezes se comportam realmente como monstros: ameaçam devorar Max ou se desmembram uns aos outros (não, não é um filme para crianças miudinhas). Como rei da ilha, Max tenta pacificá-los com a promessa de construção de uma cidade-modelo, feita de acordo com maquetes construídas, com insuspeita delicadeza, por Carol. Mas essa utopia pueril segue o caminho de suas congêneres adultas: redunda em fracasso e violência. A imaginação, afinal, também conhece seus limites melancólicos.</p>
<p>As picuinhas entre Carol e KW soam como as discussões de um casal humano separado por um fosso de ressentimento. Reproduzem, pode-se supor, os desentendimentos dos pais divorciados de Max. O filme às vezes se desvia da fantasia que o inspira para demorar-se nesses conflitos domésticos vulgares (tendência que Eggers levou ainda mais longe, até o limite da trivialidade, em Os Monstros, romance baseado no filme, que a Companhia das Letras lançou no Brasil). Também há um momento de constrangedor psicologismo: KW engole Max para escondê-lo do enfurecido Carol e, depois, regurgita o menino através de um canal estreito, do qual ele sai todo melecado. Trata-se de uma alegoria óbvia e desajeitada do parto. A despeito desses defeitos, Onde Vivem os Monstros, com suas criaturas mal-educadas e barulhentas, oferece ao espectador a chance de revisitar o lado mais indômito da infância. Toda a sua alegria selvagem, porém, esbarra em uma conclusão meio tristonha: não se pode viver para sempre nas ilhas da imaginação.<br />
<strong><br />
Revista Veja</strong></p>




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		<title>Avatar o Reino</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 14:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[
(Aviso: essa postagem pode conter spoilers para quem não assistiu o filme)
Fui ver Avatar no último sábado. Foi um dos melhores filmes que assisti em 2009. Vale a pena ser visto em 3D.
Apesar de ser um blockbuster com todos os clichês hollywoodianos (o que esperar do diretor de Exteminador do Futuro, Alien e Titanic, dentre [...]]]></description>
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<p>Fui ver Avatar no último sábado. Foi um dos melhores filmes que assisti em 2009. Vale a pena ser visto em 3D.</p>
<p>Apesar de ser um blockbuster com todos os clichês hollywoodianos (o que esperar do diretor de Exteminador do Futuro, Alien e Titanic, dentre outros?) Avatar tem imagens belíssimas do fictício planeta Pandora e traz uma crítica contundente sobre o colonialismo e imperialismo cruéis que têm sido praticados por império após império na história da humanidade.<span id="more-2361"></span> Naturalmente, o que logo nos vem a mente ao ver o filme, é o imperialismo norte-americano recente da era Bush, que levou a nação americana à guerra não tanto para defender-se do terrorismo como Bush alegava, mas para defender seus interesses de exploração de certos recursos naturais em outra nação, como ficou evidente.</p>
<p>Uma cena do filme, após a destruição de uma árvore que parecia ser indestrutível e era simbólica para a população dos Na’vi, lembra o cenário de Nova Iorque coberta de pó e cinzas em 11 de setembro, quando as torres gêmeas que também pareciam indestrutíveis e eram símbolo do capitalismo ocidental ruiram. Seria uma forma de nos lembrar que o mal que não desejamos para nós, não devemos derramar sobre os outros?</p>
<p>Em sua mensagem principal, Avatar é A Missão* do século 21. O filme nos faz pensar seriamente sobre nossa relação com a natureza e com os outros seres humanos.</p>
<p>Ao ver Avatar e seu paradisíaco mundo de Pandora, onde havia uma conexão entre todos os seres vivos, gerando um respeito pelos animais, plantas e pela natureza viva, um profundo senso do sagrado e reverência pelo divino, fiquei imaginando como teria sido o Éden. De fato, Avatar me fez ansiar pelo novo céu e nova terra, quando tudo será restaurado, quando serão feitas novas todas as coisas.</p>
<p>Avatar é uma palavra sanscrita que significa encarnação. No fime Avatar, o ator princípal encarna o corpo sintético-biológico de um nativo Na’vi por meio de uma tecnologia super-ultra-avançada (ficção ciêntifica pura), aprende sua língua, seus costumes, torna-se um deles, com o objetivo de transmitir-lhes uma mensagem (que, infelizmente, não eram boas notícias). Este aspecto do filme tem um apelo especial para mim porque encarnação é um de meus conceitos teológicos e missiológicos favoritos. Os Evangelhos são a narrativa do Deus que se fez carne e habitou entre nós, falando nossa língua e vivendo nossos costumes para nos transmitir a mensagem de boas notícias de salvação (e não de coerção e destruição) de maneira inequívoca.</p>
<p>Como Igreja, nossa missão neste mundo, enquanto aguardamos o novo céu e nova terra, é encarnar o Evangelho de tal maneira que nossas vidas sejam um reflexo neste mundo (ainda que pálido em comparação) de como será a vida no próximo.</p>
<p>Precisamos avatar o Reino no poder do Espírito Santo.</p>
<p>“Venha o Teu Reino, seja feita a Tua Vontade, na terra como nos céus. Amém.”</p>
<p><a href="http://www.sandrobaggio.com/2009/12/28/avatar-o-reino/"><strong>Sandro Baggio</strong></a><br />
_____</p>
<p>* filme com Jeremy Irons e Robert DeNiro lançado em 1986.</p>




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		<title>MIKE RELM o DJ visual</title>
		<link>http://solomon1.com/a/2009/26/mike-relm-o-dj-visual/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 17:56:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[MIKE RELM]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um Dj audio visual. Ele aplica a técnica do mash up – a mistura de conteúdos em tempo real – à música e ao vídeo. Não é apenas um cruzamento de diferentes canções num só tema: ele música com vídeo e scracthing em palco.
MIKE RELM X GAMER


OBAMA KILLS FLY &#8211; MIKE RELM

Mike Relm &#8211; The [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><strong>MIKE RELM X GAMER</strong><br />
<object width="600" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H7cphpn_IxQ&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/H7cphpn_IxQ&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="600" height="340"></embed></object></p>
<p><span id="more-1962"></span></p>
<p>OBAMA KILLS FLY &#8211; MIKE RELM<br />
<object width="600" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dj4Pmr3JM1I&#038;rel=0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_profilepage&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dj4Pmr3JM1I&#038;rel=0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_profilepage&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="600" height="344"></embed></object></p>
<p>Mike Relm &#8211; The Spirit Holiday Mashup<br />
<object width="600" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2zv8Ri6UJT8&#038;rel=0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_profilepage&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2zv8Ri6UJT8&#038;rel=0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_profilepage&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="600" height="344"></embed></object></p>
<p>Mike Relm vs. The Spirit vs. Punisher vs. Transporter<br />
<object width="600" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BX-IH-7Vg5k&#038;rel=0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_profilepage&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BX-IH-7Vg5k&#038;rel=0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_profilepage&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="600" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/user/mikerelm">Veja mais aqui<br />
</a></p>




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		<title>Anticristo</title>
		<link>http://solomon1.com/a/2009/18/anticristo/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 14:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[

O cineasta Lars von Trier enfrentou uma depressão enquanto rodava “Anticristo”. Ele diz que muito do que há no filme tem a ver com os fantasmas que o assombraram durante a doença
O que faz um artista em depressão? Desiste de criar ou serve-se da crise para conceber não aquilo que previa, mas uma outra obra, [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-small?url=http://solomon1.com/a/2009/18/anticristo/&amp;title=Anticristo&amp;theme=blue&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p><img class="dtse-img dtse-post-1514" src="http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2009/08/anticristo.jpg" alt="anticristo" title="anticristo" width="348" height="210" class="alignnone size-full wp-image-1515" /></p>
<p>O cineasta Lars von Trier enfrentou uma depressão enquanto rodava “Anticristo”. Ele diz que muito do que há no filme tem a ver com os fantasmas que o assombraram durante a doença<span id="more-1514"></span></p>
<p>O que faz um artista em depressão? Desiste de criar ou serve-se da crise para conceber não aquilo que previa, mas uma outra obra, que incorpore essa nova visão de mundo?</p>
<p>O dinamarquês Lars von Trier propôs no passado uma depuração do cinema com o Dogma 95 — uma série de &#8220;regras&#8221; para livrar o cinema dos rebuscamentos de linguagem. Seu novo filme, o terror Anticristo, que estreia neste mês no Brasil, teve o roteiro escrito no meio da crise de depressão que o cineasta sofreu há dois anos. Exímio roteirista, ele é o primeiro a admitir que, desta vez, não escreveu um bom roteiro. Em vez de conexões lógicas ou reflexão dramática, as cenas se juntavam sem razão, muitas vindas de sonhos que teve na infância ou durante a depressão.</p>
<p>No filme, um casal em luto pela perda do filho se retira para o &#8220;Éden&#8221;, um chalé isolado na floresta, onde tenta curar suas feridas e reparar um casamento em dificuldade. Mas a natureza toma as rédeas, e as coisas só pioram. Anticristo está longe de ser um dos grandes filmes do diretor. As cenas vão do sublime (o prólogo em preto-e-branco) ao trash mais patético. Para o diretor, mais do que um filme, é uma vitória sobre sua própria crise.</p>
<p>Há dois anos, você passou por uma grave depressão. O que mudou em sua visão de mundo naquele período?</p>
<p>Fiquei extremamente autocentrado. Olhava de modo estranho para uma parede. Podia chorar durante uma hora. É como voltar a certo estado da infância.</p>
<p>E hoje você sabe o que o levou à depressão?</p>
<p>Sabe quando seu corpo enfrenta muita dor e acaba por desmaiar? O desmaio é como um tempo que o corpo pede para se recuperar. Acredito que a depressão seja o tempo que a sua psique pede para se recuperar e se reciclar, depois de um período de intensa ansiedade e estresse. E durante a depressão, quando você passa o dia todo deitado, parece que o cérebro libera algumas substâncias químicas que intensificam ainda mais esse estado, dificultando ainda mais a cura.</p>
<p>Em que momento da depressão você interrompeu a escritura do roteiro de Anticristo?</p>
<p>Quando meu estado ficou muito grave, eu tive que começar a fazer terapia. Nas sessões, eu começava a descrever o meu dia: &#8220;De manhã fiz isso, de tarde fiz aquilo&#8230;&#8221;. Comecei a colocar as coisas em perspectiva, a fazer uma agenda mental de minhas ações, incluindo minhas horas de escrita e trabalho. Isso, de alguma forma, bloqueou minha criatividade. Lembro da fase de escalação de elenco para Anticristo: marquei encontro em Copenhague com Willem Dafoe e uma atriz inglesa que eu ainda não conhecia [Charlotte Gainsbourg] e não consegui dizer nada para eles. Minha mente era um branco total, eu só queria sair dali e ir chorar em outro lugar. Nesse momento, eu me perguntei: &#8220;Será que ainda sou capaz de fazer um filme?&#8221;. Mas hoje esse filme existe. E não importa se ele funciona ou não, se ficou bom ou não. Tê-lo realizado já é uma vitória.</p>
<p>Então, a partir de agora, você acredita em terapia?</p>
<p>Não sei. A terapia que descrevo no filme é tratada de forma sarcástica [o marido interpretado por Willem Dafoe promove uma espécie de psicodrama com a própria esposa no meio da floresta, para ajudá-la a superar a dor da perda do filho, mas a mulher só piora]. Depois de ver o filme, meu psicólogo me mandou um pequeno bilhete em que dizia apenas: &#8220;Sim, sim&#8230;&#8221;. [risos] Depois de Anticristo, vai ser difícil convencer as pessoas de que a terapia pode ajudar.</p>
<p>Ver o filme pronto foi como reviver a sua depressão e as limitações que você teve de encarar?</p>
<p>Não. Às vezes, eu me lembrava de alguns momentos de grande pressão que vivi no set. Mas, sobretudo, estou muito feliz de ter terminado Anticristo. Estar lá fisicamente foi o meu maior desafio, e eu o venci.</p>
<p>Ao lançar seu último filme, O Casamento de Rachel, o americano Jonathan Demme declarou-se um grande fã de seus filmes e do uso da câmera digital que você fez em Dançando no Escuro. Você teve alguma ideia particular sobre como filmar Anticristo?</p>
<p>Tive duas ideias distintas. A primeira era construir quadros monumentais, com muito trabalho de composição e detalhamento dentro de um mesmo plano. A segunda era filmar num estilo documentário, com câmera na mão. Mas logo encontrei problemas. Queria eu mesmo operar a câmera, mas minhas mãos começavam a tremer. É muito humilhante tentar fazer algo que você já fez antes e não conseguir. No fim, eu não tive muito controle sobre o lado técnico do filme. Por outro lado, me orgulho muito do trabalho que consegui fazer com os atores.</p>
<p>Por que, em Anticristo, você decidiu mostrar cenas de violência e mutilação genital, masculina e feminina?</p>
<p>Simplesmente achei que seria errado não mostrar. Sou um cineasta que acredita que devemos colocar na tela tudo o que pensamos. Sei que é doloroso ver, mas esse filme tem muito a ver com essas dores. Não dá para negar que existe algum componente de culpa no sexo. O mesmo vale para as mães: se observarmos ao redor, veremos muitas ações mesquinhas e malignas praticadas por elas com seus filhos. A maternidade não é unidimensional, não é só algo bom. Tem a ver com raiva e outros sentimentos menos nobres.</p>
<p>De onde vem esse estranho sentimento de culpa que você explora em todos os seus filmes?</p>
<p>Não sei muito bem de onde vem, não foi algo que assimilei dos meus pais&#8230; Não acho que eu sinta muita culpa na minha vida pessoal. Certamente não é uma culpa cristã, mas o fato de nascer em um país protestante já deve implicar certo número de culpas marcadas na minha identidade, mesmo que eu não seja um sujeito religioso.</p>
<p>Qual o sentido de Deus em seus filmes?</p>
<p>Nenhum. Deus não existe. Meus pais sempre foram ateus. Hoje, é como se eu pudesse devolver a Deus algumas coisas que aprendi sobre ele, e assim colocar minha vida em ordem.</p>
<p><a href="http://bravonline.abril.uol.com.br/conteudo/cinema/terror-filmar-489094.shtml">Thiago Stivaletti é jornalista.</a></p>




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		<title>Japão em 6 minutos</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 10:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>

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This is Japan! from Eric Testroete on Vimeo.




		
		
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-small?url=http://solomon1.com/a/2009/03/japao-em-6-minutos/&amp;title=Jap%C3%A3o+em+6+minutos&amp;theme=blue&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p><object width="589" height="355"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2721992&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=2721992&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="589" height="355"></embed></object><br /><a href="http://vimeo.com/2721992">This is Japan!</a> from <a href="http://vimeo.com/dutchct">Eric Testroete</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>




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		<title>Marc Webb é cogitado para novo Homem-Aranha</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 18:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Homem-Aranha]]></category>
		<category><![CDATA[Marc Webb]]></category>

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		<description><![CDATA[
Diretor de 500 Dias Com Ela estaria na lista de possibilidades da Sony, assim como James Cameron, David Fincher e Wes Anderson
Para ocupar o lugar de Sam Raimi na franquia Homem-Aranha, a Sony Pictures alinhou potenciais candidatos &#8211; de James Cameron, diretor das duas maiores bilheterias do cinema, Titanic e Avatar, a Marc Webb, conhecido [...]]]></description>
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<p>Para ocupar o lugar de Sam Raimi na franquia Homem-Aranha, a Sony Pictures alinhou potenciais candidatos &#8211; de James Cameron, diretor das duas maiores bilheterias do cinema, Titanic e Avatar, a Marc Webb, conhecido por dirigir clipes de rock (Weezer, Green Day, She &#038; Him) e pelo filme indie 500 Dias Com Ela, sua estreia em longa-metragem.</p>
<p>É o que dizem fontes do site Deadline Hollywood. Webb, é teoricamente o azarão numa &#8220;lista dos sonhos&#8221; com cineastas mais conhecidos pelo público, como Cameron e David Fincher (Clube da Luta). Outro nome com apelo mais indie também estaria sendo cogitado: Wes Anderson (A Vida Aquática de Steve Zissou).</p>
<p>Webb, que dirigiu Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt em 500 Dias Com Ela, chegou a encontrar com produtores da saga do Homem-Aranha, segundo fontes do site. Nada, contudo, está próximo de significar acordo fechado.</p>
<p>A expectativa do estúdio é estrear a produção &#8211; que será reboot da saga, voltando aos tempos de colégio de Peter Parker, provavelmente em 3D &#8211; em 2012, um ano depois do planejado, quando Raimi e o ex-astro da franquia, Tobey Maguire, ainda estavam no jogo.</p>
<p>Webb não tem experiência prévia com blockbusters ou super-heróis. Antes de pegar a direção da trilogia Homem-Aranha, que coletou cerca de US$ 2,5 bilhões ao redor do mundo, Raimi também não era exatamente expert no assunto: estava mais ligado ao cinema de terror B, como os três títulos da série Uma Noite Alucinante.</p>
<p>O que teria feito Webb ser considerado por executivos da Sony é a habilidade do diretor em capturar a forma de pensar e sentir da juventude, conforme revelado em 500 Dias Com Ela. Como o roteiro de James Vanderbilt se foca nos anos colegiais de Peter Parker, essa sensibilidade de Webb pode ganhar importância párea às cenas de ação.</p>
<p>Já para substituir Maguire, o protagonista dos três primeiros Homem-Aranha, a loteria de rumores da internet aponta nomes tão distintos como Robert Pattinson, o vampiro Edward na saga Crepúsculo, e Michael Cera, de filmes indies como Juno e Nick and Norah&#8217;s Infinite Playlist. </p>
<p><a href="http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/marc-webb-e-cogitado-para-novo-homem-aranha/">via</a></p>




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		<title>HAKANI, Uma menina chamada sorriso</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 11:41:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução]]></category>
		<category><![CDATA[Hakani]]></category>
		<category><![CDATA[Ong]]></category>
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		<description><![CDATA[

Hakani nasceu em 1995, filha de uma índia suruwaha. Seu nome significa sorriso e seu rosto estava sempre iluminado por um sorriso radiante e contagioso. Nos primeiros dois anos de sua vida ela não se desenvolveu como as outras crianças – não aprendeu a andar nem a falar. Seu povo percebeu e começou a pressionar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-small?url=http://solomon1.com/a/2008/05/hakani-uma-menina-chamada-sorriso/&amp;title=HAKANI%2C+Uma+menina+chamada+sorriso&amp;theme=blue&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p><img class="dtse-img dtse-post-649" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/12/hakani2.jpg' alt='hakani2.jpg' /></p>
<p>Hakani nasceu em 1995, filha de uma índia suruwaha. Seu nome significa sorriso e seu rosto estava sempre iluminado por um sorriso radiante e contagioso. Nos primeiros dois anos de sua vida ela não se desenvolveu como as outras crianças – não aprendeu a andar nem a falar. Seu povo percebeu e começou a pressionar seus pais para matá-la. Seus pais, incapazes de sacrificá-la, preferiram se suicidar, deixando Hakani e seus 4 irmãos órfãos.<span id="more-649"></span></p>
<p>A responsabilidade de sacrificar Hakani agora era de seu irmão mais velho. Ele levou-a até a capoeira ao redor da maloca e a enterrou, ainda viva, numa cova rasa. O choro abafado de Hakani podia ser ouvido enquanto ela estava sufocada debaixo da terra.</p>
<p>Em muitos casos, o choro sufocado da criança continua por horas até cair finalmente um profundo silêcio – o silêncio da morte. Mas para Hakani, esse profundo silêncio nunca chegou. Alguém ouviu seu choro, arrancou-a do túmulo, e colocou nas mãos de seu avô, que por sua vez levou-a para sua rede. Mas, como membro mais velho da família, ele sabia muito bem o que a tradição esperava dele.</p>
<p>O avô de Hakani tomou seu arco e flecha e apontou para ela. A flechada errou o coração, mas perfurou seu ombro. Logo em seguida, tomado por culpa e remorso, ele atentou contra a própria vida, ingerindo uma porção do venenoso timbó. Para Hakani, ainda não era a hora de cair o profundo silêncio; mais uma vez ela sobreviveu.</p>
<p>Hakani, tinha apenas dois anos e meio de idade e passou a viver como se fosse uma amaldiçoada. Por três anos ela sobreviveu bebendo água de chuva, cascas de árvore, folhas, insetos, a ocasionalmente algum resto de comida que seu irmão conseguia para ela. Além do abandono, ela era física e emocionalmente agredida. Com o passar do tempo Hakani foi perdendo seu sorrido radiante e toda sua expressão facial. Mesmo assim o profundo silêncio não caiu sobre ela. Finalmente foi resgatada por um de seus irmãos, que a levou até a casa de um casal de missionários que por mais de 20 anos trabalhava com povo suruwahá.</p>
<p>Esse casal logo percebeu que Hakani estava terrivelmente desnutrida e muito doente. Com cinco anos de idade ela pesava 7 quilos e media apenas 69 centímetros. Eles começaram a cuidar de Hakani como se ela fosse sua própria filha. Eles cuidaram dela por um tempo na floresta, mas sabiam que sem tratamento médico ela morreria. Para salvar sua vida, eles pediram ao governo permissão para levá-la para a cidade.</p>
<p>Em apenas seis meses recebendo amor, cuidados e tratamento médico, Hakani começou a andar e falar. Aquele sorriso radiante voltou a iluminar seu rosto. Em um ano seu peso e sua altura simplesmente dobraram. Hoje Hakani tem 12 anos, adora dançar e desenhar. Sua voz, antes abafada e quase silenciada, hoje canta bem alto – uma voz pela vida.<br />
<strong><br />
Assista o Filme</strong></p>
<p><strong>Parte 1</strong><br />
<object width="589" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zYBmVHVuFjQ&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/zYBmVHVuFjQ&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="589" height="355"></embed></object></p>
<p><strong>Parte 2</strong><br />
<object width="589" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zgq86666NHY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/zgq86666NHY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="589" height="355"></embed></object></p>
<p><strong>Parte 3</strong><br />
<object width="589" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mym5yIdJaNM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/mym5yIdJaNM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="589" height="355"></embed></object><br />
<strong><br />
Parte final</strong><br />
<object width="589" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4AiWaq1NcdM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4AiWaq1NcdM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="589" height="355"></embed></object><br />
<strong><br />
O que é Infanticídio?</strong></p>
<p>Popularmente usado para se referir ao assassinato de crianças indesejadas, o termo infanticídio nos remete a um problema tão antigo quanto a humanidade, registrado em todo o mundo através da história.</p>
<p>A violência contra as crianças é uma marca triste da sociedade brasileira, registrada em todas as camadas sociais e em todas as regiões do país. No caso das crianças indígenas, o agravante é que elas não podem contar com a mesma proteção com que contam as outras crianças, pois a cultura é colocada acima da vida e suas vozes são abafadas pelo manto da crença em culturas imutáveis e estáticas (ver box ao lado).</p>
<p>A cada ano, centenas de crianças indígenas são enterradas vivas, sufocadas com folhas, envenenadas ou abandonadas para morrer na floresta. Mães dedicadas são muitas vezes forçadas pela tradição cultural a desistir de suas crianças. Algumas preferem o suicídio a isso.</p>
<p>Muitas são as razões que levam essas crianças à morte. Portadores de deficiência física ou mental são mortas, bem como gêmeos, crianças nascidas de relações extra-conjugais, ou consideradas portadoras de má-sorte para a comunidade. Em algumas comunidades, a mãe pode matar um recém-nascido, caso ainda esteja amamentando outro, ou se o sexo do bebê não for o esperado. Para os mehinaco (Xingu) o nascimento de gêmeos ou crianças anômalas indica promiscuidade da mulher durante a gestação. Ela é punida e os filhos, enterrados vivos.</p>
<p>É importante ressaltar que não são apenas recém-nascidos as vítimas de infanticídio. Há registros de crianças de 3, 4, 11 e até 15 anos mortas pelas mais diversas causas.</p>
<p>Em certas comunidades, aumentam os casos entre mães mais jovens. Falta de informação, falta de acesso às políticas públicas de educação e de saúde, associadas à absoluta falta de esperança no futuro, perpetuam essa prática.</p>
<p>“As crianças indígenas fazem parte dos grupos mais vulneráveis e marginalizados do mundo, por isso é urgente agir a nível mundial para proteger sua sobrevivência e direitos (&#8230;)”</p>
<p>Relatório do Centro de Investigação da UNICEF, em Florença, Madrid, fevereiro de 2004</p>




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		<title>Sim Senhor</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 12:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[]]></category>

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		<description><![CDATA[

Bem parecido com O Mentiroso? Sim, aquele filme no qual o Jim Carrey interpreta um cara que vivia mentindo e aí, do nada, passou a apenas falar a verdade?! Sim Senhor é mais ou menos assim. Só que ao invés de falar mentiras, Jim Carey fala “não” e, ao invés de passar a falar só [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-small?url=http://solomon1.com/a/2008/06/sim-senhor/&amp;title=Sim+Senhor&amp;theme=blue&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p><img class="dtse-img dtse-post-522" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/11/sim.jpg' alt='sim.jpg' /></p>
<p>Bem parecido com O Mentiroso? Sim, aquele filme no qual o Jim Carrey interpreta um cara que vivia mentindo e aí, do nada, passou a apenas falar a verdade?! Sim Senhor é mais ou menos assim. Só que ao invés de falar mentiras, Jim Carey fala “não” e, ao invés de passar a falar só verdade, ele passa a só dizer “sim. Imaginem se os que falam sempre não começam a falar SIM!<span id="more-522"></span> </p>
<p><object width="450" height="211"><param name="movie" value="http://www.traileraddict.com/emb/7246"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.traileraddict.com/emb/7246" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="450" height="211" allowFullScreen="true"></embed></object></p>




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		<title>Histórias Orgânicas</title>
		<link>http://solomon1.com/a/2008/17/historias-organicas/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 13:54:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>seloti</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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“Diga que eu pratico esportes. Nunca me perguntam isso, mas eu gostaria que soubessem que sou bom em atividades físicas.” Pode parecer paradoxal que o autor cerebral, capaz de criar roteiros com tramas artesanalmente entrelaçadas e livros densos, trabalhos resultantes de grande esforço de pesquisa, queira chamar a atenção para suas habilidades corporais. Talvez tenha [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-small?url=http://solomon1.com/a/2008/17/historias-organicas/&amp;title=Hist%C3%B3rias+Org%C3%A2nicas&amp;theme=blue&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p><img class="dtse-img dtse-post-421" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/10/orga1.jpg' alt='orga1.jpg' /></p>
<p>“Diga que eu pratico esportes. Nunca me perguntam isso, mas eu gostaria que soubessem que sou bom em atividades físicas.” Pode parecer paradoxal que o autor cerebral, capaz de criar roteiros com tramas artesanalmente entrelaçadas e livros densos, trabalhos resultantes de grande esforço de pesquisa, queira chamar a atenção para suas habilidades corporais. Talvez tenha sido a influência das Olimpíadas, já que conversávamos no mesmo sábado em que o nadador César Cielo ganhou ouro em Pequim, feito que emocionou nosso entrevistado.<span id="more-421"></span></p>
<p><em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=134114%21nautor=369582%21refino=1" target="_blank">Guillermo Arriaga</a></strong></em> é, de fato, múltiplo e único. Escreveu <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=11021787" target="_blank">Esquadrão guilhotina</a></strong></em> aos 29 anos, no qual resgata a Revolução Mexicana (1910-1920), para contar a história do advogado Feliciano Velasco, que disfarça sua origem aristocrata para se aproximar do revolucionário Pancho Villa e vender-lhe uma guilhotina, mas acaba cooptado como &#8220;compañero&#8221;.</p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-421" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/10/orga2.jpg' alt='orga2.jpg' /></p>
<p>Também escreveu os romances <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1986420" target="_blank">Um doce aroma de morte</a></strong></em> e <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=622476" target="_blank">O búfalo da noite</a></strong></em>, e o volume de contos Retorno 201. Tornou-se mundialmente conhecido como roteirista dos filmes <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/resenha/resenha.asp?nitem=3066129" target="_blank">Amores brutos</a></strong></em>, <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/resenha/resenha.asp?nitem=3147254" target="_blank">21 gramas</a></strong></em> e <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/resenha/resenha.asp?nitem=5060746" target="_blank">Babel</a></strong></em>, todos com direção de Alejandro Gonzáles Iñárritu, com quem rompeu por não aceitar que o diretor seja geralmente identificado como o único autor do filme ou pelo menos tenha mais visibilidade que o escritor. Foi premiado em Cannes em 2005, por Os três enterros de Melquíades Estrada, dirigido por Tommy Lee Jones. A película trabalha com o valor de uma morte, assim como nos outros filmes, e critica a maneira como os mexicanos migrantes para os EUA são tratados.</p>
<p>Neste ano, Arriaga experimentou ser diretor, na adaptação de <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=482979" target="_blank">The burning man</a></strong></em> (livro de Phillip Margolin) para o cinema. O filme estreou no mais recente Festival de Veneza e poderá vir para o Festival de Cinema do Rio ainda este ano.</p>
<p>Nos bastidores, contou que é casado há 25 anos e pai de dois filhos, uma menina de 15 e um rapaz de 17 anos. O escritor surpreendeu com seus conhecimentos sobre a cultura brasileira, revelando que gosta de ouvir e falar “portunhol”. Acompanhe.</p>
<p><strong>Você escreve do México e sobre ele, com muitas referências históricas. Este país tem uma cultura ancestral muito forte. Como pensa a identidade mexicana hoje?</strong> É preciso entender que os liberais não perderam a guerra no México e isso definiu o país de uma maneira muito forte. Foi um dos primeiros países a ter a lei de divórcio, a não ter religião oficial, e tudo isso tem a ver com a cultura indígena. Foi um grande presente liberal. Mas, apesar de haver um movimento que reivindicava, há um racismo escondido e desigualdade; tivemos um milhão de mortos na revolução mexicana. É curioso como Obama visita a França e a Alemanha, mas não o México. E este é o país que mais influencia os Estados Unidos. A migração se aprofunda, 90% da cocaína entra por lá. Além disso, é seu maior comprador de armas; existe um tráfico à inversa, que é o de armas, para o México. O país está em um momento de definição. Há grande violência, narcotráfico, desigualdade econômica. São semelhanças com o Brasil, com a diferença de que lá o tráfico alimenta um mercado maior do que aqui.</p>
<p><strong>Como os mexicamos percebem isso?</strong> Somos um país profundamente nacionalista. Sentimos que o Texas e a Califórnia algum dia voltarão a ser território nosso. Mas é um país de violência profunda, que pode parecer fora de controle.</p>
<p><strong>Essa violência tem um reflexo na vida cotidiana das pessoas. É isso que aparece nos seus roteiros?</strong> Claro! Mas creio que isso seja comum a todos os países latino-americanos, em maior ou menor grau. São Paulo, Rio, Buenos Aires, Bogotá, Caracas, em todos os grandes centros metropolitanos da América Latina temos de enfrentar a violência. E não podemos fazer comédia da violência; ela não nos parece divertida. O que faço é questionar com um certo humor.</p>
<p><strong>Mas você faz piada em Esquadrão guilhotina.</strong> Sim, mas não é uma comédia da violência, a graça está na história. Usei o humor para questioná-la; para dar um ponto de vista distinto, ver outros lados. É uma mudança de perspectiva. Não há inocência quando se faz uma novela histórica. Não estamos falando do passado, estamos falando do presente.</p>
<p><strong>Mas é uma farsa?</strong> Sim. A melhor forma de fazer com que um político se dê conta dos problemas é pela farsa. Ela permite desnudar a política.</p>
<p><strong>Isso faz lembrar Marx quando disse no <em><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=" target="_blank">18 Brumário</a></em> que a história acontece duas vezes: a primeira como tragédia, a segunda como farsa.</strong> Pode ser que tenha razão. A revolução mexicana foi profundamente trágica.</p>
<p><strong>E agora é uma farsa?</strong> Não necessariamente. Podemos ficar todo o tempo na tragédia.</p>
<p><strong>Você já veio outras vezes ao Brasil. Como pensa a inserção deste país na cultura latino-americana?</strong> Sabe, eu gosto de ouvir as pessoas falando “portunhol” comigo, mas creio que o idioma faça com que o Brasil fique um pouco isolado. Os brasileiros estão em um país grande, em uma potência econômica, em que há um orgulho brasileiro. Acho que isso também está mudando na América Latina. O Brasil se dá conta de que não pode continuar isolado. O governo de Lula é muito bem-visto, como um estadista, de uma maneira mais ativa que Fernando Henrique Cardoso. É visto como um homem que está no controle do país. Acho que é um país muito influente. Juan Rulfo dizia que todos devemos ler o <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=56323" target="_blank">Grande Sertão: Veredas</a></strong></em>, de <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=125243%21nautor=61736%21refino=1" target="_blank">Guimarães Rosa</a></strong></em>.</p>
<p><strong>Você já leu?</strong> Sim, há muitos anos, em espanhol. O cinema brasileiro também é muito importante. <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/resenha/resenha.asp?nitem=11016916" target="_blank">Cidade de Deus</a></strong></em> e <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/resenha/resenha.asp?nitem=3027836" target="_blank">Central do Brasil</a></strong></em> são muito distintos, mas duas grandes influências. Na literatura, <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=130042%21nautor=93652%21refino=1" target="_blank">Paulo Lins</a></strong></em> abriu todo um mundo desconhecido, com uma novela antropológica. <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=132044%21nautor=64418%21refino=1" target="_blank">Clarice Lispector</a></strong></em> também é uma mulher muito respeitada. E gosto do trabalho do meu amigo e escritor <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=132122%21nautor=64729%21refino=1" target="_blank">Marçal Aquino</a></strong></em>. Da música, falta ao Brasil conhecer toda sua gama musical. Eu gosto de <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/catalogo/busca.asp@q12=3009405" target="_blank">Pavilhão 9</a></strong></em>, de todos os grupos de rap da favela que não são conhecidos fora. Ouço <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/catalogo/busca.asp@q12=3005804" target="_blank">Titãs</a></strong></em> e uma grande cantora pop, <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/catalogo/busca.asp@q12=409653" target="_blank">Vanessa da Mata</a></strong></em>. Tudo isso é pouco conhecido fora, eu conheço porque sou fanático por música, tenho mais de 50 CDs de música brasileira, de <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/catalogo/busca.asp@q12=208213" target="_blank">Daniela Mercury</a></strong></em> a Pavilhão 9. Outro filme importante é <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/resenha/resenha.asp?nitem=5009318" target="_blank">Carandiru</a></strong></em>, de Babenco. Aliás, o Pavilhão 9 ficava dentro do Carandiru, não?</p>
<p><strong>Sim. Já que falamos do Pavilhão 9, vamos tratar da questão da vida e da morte em seu trabalho de escritor e roteirista?</strong> Toda minha obra literária foi escrita antes dos roteiros. É um pouco difícil tratar das obras que escrevi. Às vezes, parece como um cadáver seu que morreu.</p>
<p><strong>Ainda caça?</strong> Sim, sobretudo no México. Mas já cacei no Texas, no rancho de meu amigo <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/catalogo/busca.asp?q12=221956" target="_blank"><em><strong>Tommy Lee Jones</strong></em></a>, e na Argentina.</p>
<p><strong>Os ambientalistas nunca te perseguiram?</strong> Os ecologistas sérios, não, pois estes são caçadores. Os que criticam são os que confundem os animais com os seres humanos, que vestem seus cachorros com blusas e botas.</p>
<p><strong>Que animais você caça?</strong> Caço veados, pombas, codornas, gansos e patos.</p>
<p><strong>E você já disse que o caçador tem amor por sua caça.</strong> Claro! Um caçador respeita a presa, não é um predador. O caçador está na natureza, não mata por matar. Já persegui um veado e, depois, decidi não matá-lo.</p>
<p><strong>Pode caçar e não matar?</strong> Sim, e se pode matar e não caçar.</p>
<p><strong>Você já matou?</strong> Sim, muitos.</p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-421" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/10/orga3.jpg' alt='orga3.jpg' /></p>
<p><strong>E o que você faz com a caça?</strong> Eu como. Invento receitas. Por exemplo, coelho com tequila, pomba com molho de vinho tinto.</p>
<p><strong>Quem são seus escritores favoritos?</strong> <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=133403%21nautor=199505%21refino=1" target="_blank">Pedro Juan Gutiérrez</a></strong></em> é o maior escritor do mundo. Uma vez, escrevi um e-mail para ele dizendo &#8220;quero ser seu amigo&#8221;.</p>
<p><strong>Por que você se encanta com histórias simultâneas?</strong> Porque assim é o ser humano. Estamos aqui falando de várias coisas, histórias que se tocam. Sempre, na vida real, contamos muitas histórias que vão se tocando uma com a outra.</p>
<p><strong>Em Babel, há uma relação de causa-efeito entre os acontecimentos. Em Amores brutos as histórias não têm essa interdependência. O que significa essa mudança de registro?</strong> <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=130542%21nautor=61929%21refino=1" target="_blank">Juan Rulfo</a></strong></em> escreveu contos muito distintos em <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=52210" target="_blank">El llano en llamas</a></strong></em>. <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=133320%21nautor=96793%21refino=1" target="_blank">William Faulkner</a></strong></em> também era assim. Isso significa que cada história tem uma maneira de ser contada. Eu não busco uma forma única que se repita, e sim uma aproximação estética. Cada história tem uma forma orgânica de ser contada.</p>
<p><strong>Escrever e dirigir te ajuda a contar melhor uma história?</strong> São dois momentos distintos. Escrever e dirigir são duas maneiras diferentes de contar uma história.</p>
<p><strong>Você afirma que dirigir foi sua melhor experiência profissional</strong>. Sim, uma das melhores. E também das mais divertidas. Trabalhar com a equipe que trabalhei foi um privilégio. Contei com atores, com gente muito boa atrás das câmeras&#8230; Foi como ter Zidane e Ronaldinho na mesma equipe.</p>
<p><strong>Você pretende voltar a trabalhar com Iñárritu?</strong> Não, isso terminou para sempre.</p>
<p><strong>Geralmente, a autoria de um filme é creditada ao diretor. Como você acha que seria uma forma justa de dar créditos no cinema?</strong> Agora que fui diretor, declinei do crédito “um filme de”. O melhor seria colocar sem hierarquias. A quem pertence o mundo interior?</p>
<p><strong>Você acredita que a literatura muda o mundo?</strong> Creio que a literatura não promove mudanças, mas permite formular perguntas. E as perguntas promovem as mudanças. Uma menina em uma livraria chegou e me disse “O búfalo da noite me tirou todas as dúvidas que meu terapeuta não conseguiu tirar em três anos”. Essa é talvez um das melhores homenagens que se pode fazer a um escritor. Às vezes, os livros questionam tão fortemente a realidade que esta tem de mudar.</p>
<p><strong>Quais autores você lê hoje?</strong> Pedro Juan leio muito. Livros de ensaio. Tem um autor americano chamado <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=133221%21nautor=200940%21refino=1" target="_blank">Malcolm Gladwell</a></strong></em> que escreveu dois livros interessantes, <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=686904" target="_blank">The tipping point &#8211; How little things can make a big difference</a></strong></em> e <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1892702" target="_blank">Blink &#8211; The power of thinking without thinking</a></strong></em>.</p>
<p><strong>Você está escrevendo alguma coisa agora?</strong> Não. Há quatro dias terminei o filme (a entrevista foi feita em 16/8/2008), trabalhando muitas horas por dia. Estou muito cansado, mas também muito contente. Agora, estão terminando as cópias para mandar para o Festival de Veneza. Acho que venho ao Brasil apresentá-lo no Festival de Cinema do Rio. E espero que vocês gostem.</p>
<p><strong>Qual foi o primeiro autor que te encantou?</strong> Hemingway foi um dos primeiros. <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=131124%21nautor=316254%21refino=1" target="_blank">Shakespeare</a></strong></em> e Steinbeck, eu li aos doze anos, na escola. Também fazia teatro, era obrigatório. Li <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=131151%21nautor=8270%21refino=1" target="_blank">Ésquilo</a></strong></em>, <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@parceiro=131214%21nautor=32576%21refino=1" target="_blank">Sófocles</a></strong></em>, <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/catalogo/busca.asp@pagina=1%21precomax=0%21cidioma=%21ordem=anodolivro%21nautor=995988%21neditora=0%21n1=0%21n2=0%21n3=0%21palavratitulo=%21palavraautor=%21palavraeditora=%21palavraassunto=%21modobuscatitulo=pc%21modobuscaautor=pc%21refino=1" target="_blank">Eurípides</a></strong></em>.</p>
<p><strong>E no cinema, quais são seus favoritos?</strong> Bráulio Mantovani (roteirista), <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/catalogo/busca.asp@q12=3029136" target="_blank">Fernando Meirelles</a></strong></em>, <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/catalogo/busca.asp@q12=121413" target="_blank">Walter Salles</a></strong></em>, <em><strong><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=9996&amp;destino=http://www.livrariacultura.com.br/scripts/videos/catalogo/busca.asp@q12=5002348" target="_blank">Hector Babenco</a></strong></em>. Para qualquer pessoa de cuja obra eu gosto, ligo dizendo que quero ser amigo.</p>
<p><strong>Quero ser amigo de Guillermo Arriaga.</strong> Amigos! Gostei muito desta entrevista, obrigado.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc15/index2.asp?page=entrevista" target="_blank">Revista da Cultura</a></p>




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		<title>RocknRolla</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 12:33:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Um filmes bom, porque é cult, assim como Snatch, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes.
RocknRolla, filme de Guy Ritchie (Snatch, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes) estrelado por Gerard Butler (300), teve o seu segundo trailer divulgado durante.



O filme foi escrito por Ritchie e, mais uma vez, enfoca um grupo de bandidos ingleses metido em [...]]]></description>
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<p><strong>Um filmes bom, porque é cult, assim como Snatch, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes.</strong></p>
<p>RocknRolla, filme de Guy Ritchie (Snatch, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes) estrelado por Gerard Butler (300), teve o seu segundo trailer divulgado durante.</p>
<p><span id="more-314"></span></p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-314" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/09/rocj1.jpg' alt='rocj1.jpg' /></p>
<p><EMBED name=sampleplayer2 pluginspage=http://www.macromedia.com/go/getflashplayer align=middle src=http://www.worstpreviews.com/trailers/player.swf?file=rocknrolla_trailer2.flv width=500 height=247 type=application/x-shockwave-flash quality="high" allowScriptAccess="sameDomain" scale="tofit"></p>
<p>O filme foi escrito por Ritchie e, mais uma vez, enfoca um grupo de bandidos ingleses metido em alguma roubada. Na trama, um mafioso russo orquestra um golpe milionário que atrai a atenção de todos os bandidos de Londres &#8211; entre eles, um perigoso chefão, uma sexy contadora, um político corrupto e meia-dúzia de ladrões de fundo de quintal.</p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-314" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/09/rocj4.jpg' alt='rocj4.jpg' /></p>
<p>Tom Wilkinson (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança), Thandie Newton (Crash), Chris &#8216;Ludacris&#8217; Bridges (Ritmo de um Sonho) e Idris Elba (A Colheita do Mal) também estão no elenco. Nada mal para quem tinha meros 20 milhões de dólares de orçamento.</p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-314" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/09/rocj2.jpg' alt='rocj2.jpg' /></p>
<p>A estréia acontece em 31 de outubro nos EUA e em 14 de novembro no Brasil.</p>




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		<title>Confissões De Uma Mente Perigosa</title>
		<link>http://solomon1.com/a/2008/27/confissoes-de-uma-mente-perigosa/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 13:28:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Confissões De Uma Mente Perigosa]]></category>

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		<description><![CDATA[

Recentemente assisti um filme legal chamado Confissões De Uma Mente Perigosa [1]. Ele é baseado na vida e lendas que giram em volta de Chuck Barris, o cara que inventou o Show de Calouros. No final do filme, o próprio Chuck Barris diz: 
&#8220;Sabe, recentemente tive uma idéia pra um novo game show. Se chama [...]]]></description>
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<p>Recentemente assisti um filme legal chamado Confissões De Uma Mente Perigosa [1]. Ele é baseado na vida e lendas que giram em volta de Chuck Barris, o cara que inventou o Show de Calouros. No final do filme, o próprio Chuck Barris diz: </p>
<p>&#8220;Sabe, recentemente tive uma idéia pra um novo game show. Se chama O Velho Jogo. Você tem três caras velhos com pistolas carregadas no palco. Eles olham para suas vidas, vêem o que eram, o que conquistaram, quão perto eles chegaram de alcançarem seus sonhos. O vencedor é aquele que não colocar uma bala na cabeça. Ele ganha uma geladeira.&#8221; </p>
<p><span id="more-287"></span></p>
<p>Desde criança comecei a pensar nessas fitas. &#8220;Quando ficar velho e olhar pra trás, o que vou ver?&#8221; Depois, cristão, a pergunta ficou mais pertinente. &#8220;O que vou apresentar pra Deus naquele dia?&#8221; </p>
<p><strong>Alívios religiosos</strong></p>
<p>Kardecistas e adeptos de algumas outras religiões tentam amenizar a primeira pergunta dizendo que temos muitas encarnações. Assim, não fica tããão ruim se fizermos várias besteiras numa vida, pois sempre teremos outra chance. Isso nunca me convenceu. </p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-287" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/08/tonha1.jpg' alt='tonha1.jpg' /></p>
<p>Muitos protestantes tentam aliviar a segunda pergunta com um conceito fariseu de graça. Pra eles não importa muito o que fazemos nessa terra, contanto que pertençamos à crença certa, podemos ficar tranquilos em relação ao dia do juízo. Isso me convenceu até eu ler a Bíblia. </p>
<p><strong>Desculpas pra pipoca</strong></p>
<p>O fato é que olhando pras pessoas, realmente são poucas aquelas que podem olhar pra trás e dizer: realizei meus sonhos de juventude. A maioria das pessoas olham pra trás e tentam se convencer do por quê foi melhor ter acabado assim. </p>
<p>Eu não sou tão velho (27 anos) e já vejo que grande parte dos meus colegas deixaram seus sonhos de juventude. Pensando nos cristãos, foram quase todos. Tinha muitos amigos que desejavam dedicar suas vidas ao Evangelho. Sonhavam em ser pastores, profetas, missionários, ter bandas evangelistas, etc. A esmagadora maioria acabou se conformando com aquilo o que o destino trouxe. Depois arrumaram uma justificativa pra explicarem porque foi melhor assim. </p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-287" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/08/tonha2.jpg' alt='tonha2.jpg' /></p>
<p>Os que se desculpam normalmente dizem pra si mesmos que eram irrealistas. Acho que aí mora parte da verdade. Não que sonhamos coisas irreais quando somos jovens, mas não calculamos realisticamente o preço que teremos que pagar para alcançá-las. Romantizamos a caminhada e, quando o desafio vem, ele nos surpreende e pipocamos. Daí, depois de um tombo, muitos optam por arrumar uma desculpa pra ficar no chão ao invés de se levantar e tentar de novo. </p>
<p>Marcos da derrota<br />
Mas o desvio do propósito inicial não se dá do dia pra noite. A pipocada pode ter momentos marcantes. Fazer uma viagem ou faculdade, aceitar um emprego ou um pedido de casamento. Porém, o comprometimendo é gradual. Num primeiro momento a pessoa diz pra si mesma: &#8220;Vou fazer isso, mas nada vai mudar&#8221;. Mentira. Aos poucos ela vai cedendo aqui e ali. Quando vê já está tendo que arrumar explicações pra se convencer de seus atos. </p>
<p>Aliás, esse é um bom sinal pra você identificar que cedeu. Quando você está tendo que dar muita explicação daquilo que está fazendo, algo não está na linha. Se você tá caminhando o estreito, justificativas nem lhe cruzam a mente. Na cabeça só tem espaço para aquela satisfação que só tem quem carrega a convicção de estar buscando o excelente. </p>
<p>O inevitável dia de olhar pra trás<br />
Sempre tive medo (temor) de levar uma vida onde eu tenha que pensar nessas desculpas pra conviver com minha consciência. O Velho Jogo vai rolar um dia e vai ser mais punk do que a descrição do cara. Estaremos diante do Trono Divino, teremos que olhar pra nossas vidas e falar daquilo que fizemos e daquilo que não fizemos porque nos acovardamos. Naquele dia, será que você vai querer ter uma pistola carregada? </p>
<p>[1] Confessions Of A Dangerous Mind<br />
EUA/Canadá/Alemanha, 2002<br />
Direção: George Clooney<br />
Roteiro: Charlie Kaufman<br />
Elenco: Sam Rockwell, Drew Barrymore, Julia Roberts, George Clooney, Rutger Hauer<br />
Duração: 113 min.<br />
Site: http://www.imdb.com/title/tt0290538/ </p>
<p><strong>Texto: Tonholas</strong><br />
<strong>Fonte: UG <a href="www.underground.org.br">www.underground.org.br</a></strong></p>




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