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	<title>SOLOMON &#187; Quadrinhos</title>
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	<description>Uma revista que mostra como a Espiritualidade anda com a Cultura. www.solomon1.com é uma revista que informa sobre a cultura relevante cristã: musica, politica, justiça social, entrevistas, livros, resenhas, filmes, musica ao vivo, histórias, temas emergentes, igreja emergente, igreja organica.</description>
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		<title>O morcego e a teologia do medo</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 18:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kleber Pessoa</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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A arma mais eficiente de Batman não está guardada no seu uniforme, nem no seu carro, nem na caverna onde aprimora suas técnicas de luta. Também não é de outro planeta, como presente de um alienígena, nem foi desenvolvida nas modernas indústrias de Bruce Wayne. Veio com muito estudo e sem essa arma Batman não [...]]]></description>
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<p>A arma mais eficiente de Batman não está guardada no seu uniforme, nem no seu carro, nem na caverna onde aprimora suas técnicas de luta. Também não é de outro planeta, como presente de um alienígena, nem foi desenvolvida nas modernas indústrias de Bruce Wayne. Veio com muito estudo e sem essa arma Batman não seria o mito que conhecemos.<span id="more-1629"></span></p>
<p>Ela é tão eficiente que compensa a falta de capacidades extra-humanas. Usada até contra os aliados do herói, é unanimidade entre os roteiristas das histórias do personagem. Basta qualquer um se aproximar do homem-morcego para sofrer os efeitos dela. A arma mais eficiente de Batman é o medo.</p>
<p><strong><em>“Criminosos são supersticioso e covardes; então meu disfarce deve ser capaz de levar terror aos seus corações; eu devo me tornar uma criatura de noite, negra, terrível (&#8230;) Eu devo me tornar um morcergo”</em></strong></p>
<p>Essa frase clássica do herói está na sua origem. É assim que Bruce Wayne justifica sua decisão pelo uniforme do homem-morcego. Movendo-se pela escuridão, com habilidade alcançada por um treinamento intenso, Batman surpreende os marginais. Quando os encontra, se ainda estiverem conscientes, não vão conseguir esconder nada. Nem dinheiro, nem drogas, nem a mais sigilosa informação. Não é preciso ser rápido, nem selvagem. Freqüentemente, o cavaleiro das trevas não diz nada. O medo invade o ambiente assim que sua presença é notada. Tem sido assim desde que ele começou sua jornada, como está registrado na história “Ano Um”:</p>
<p><strong><em>“O uniforme funciona melhor do que eu esperava; eles ficam estarrecidos e me dão todo o tempo do mundo”</em></strong></p>
<p>Parece que Batman fez escola, no cristianismo. Usar essa mesma arma também é uma habilidade que alguns líderes religiosos vêm desenvolvendo, à altura do herói dos quadrinhos. Do alto dos púlpitos, ou no interior de suas células familiares, plantam o medo no coração dos cristãos. Encontram terreno fértil, assim como Batman, nos corações supersticiosos, que se movem longe das leis – da lei de Deus e da lei dos homens – e nas mentes pouco informadas. Ao contrário do herói, à luz do dia, sem vergonha alguma, pregam a barganha santa. É obedecer, cumprir, seguir, ofertar, cantar – para ganhar, crescer, alcançar, curar. Uma coisa tem sempre relação com a outra.</p>
<p><em>“Não recebeu a benção? Tome cuidado, examine sua vida! Tem aí um pecado não confessado!”<br />
“Você continua caindo por causa do pecado? Vai brincando com Deus, um dia ele perde a paciência com você!”<br />
“Deus está de olho em você, no que você está fazendo, e daí o que vai acontecer?”<br />
“O diabo está ao seu redor, no seu trabalho, na sua casa, até aqui nossa igreja!”<br />
“Não vem na igreja para ir ao cinema? Um dia Deus vai te cobrar isso!”</em></p>
<p>Tudo isso pode ser verdadeiro.</p>
<p>O temor de Deus aparece na Bíblia desde o Éden: <em>“Respondeu-lhe o homem: &#8216;Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me&#8217;” </em>(Gênesis 3:10).</p>
<p>Pelo Velho Testamento, o Senhor deixou claro que havia motivo para ser respeitado. Alguns, pela falta de temor, sofreram. É verdade, o povo tinha medo de Deus. Até que Ele resolveu mostrar de que forma gostaria de se relacionar conosco. E o professor, o Mestre, foi o próprio Filho. Porque ninguém sabe mais a respeito de um Pai, que o filho que conviveu com Ele desde o começo de tudo. E o que o Filho nos ensinou é que a nossa relação com Deus não deve ser orientada por medo. Temer ao Criador, como reconhecimento de sua grandeza e justiça, é um dever cristão. Porém viver como se a mão poderosa de Deus nos aguardasse atrás da porta, pronta a nos esmagar, e não houvesse solução alguma, é desprezar o sacrifício da cruz. O cristão tem que viver em santidade por amor a Deus, e não pelo medo de sua condenação.</p>
<p>Quando Jesus deu a vida por nós, colocando ao fim qualquer intermediação entre o ser humano e o Criador, também nos deu a chance de nos aproximarmos diariamente de uma fonte de perdão e amor. Se você já foi a uma piscina, em um clube, deve lembrar que em alguns lugares só é possível entrar na água depois de caminhar por um tanque raso, para os pés, ou passar por um ducha, para o corpo. É quando somos lavados da gordura e da sujeira, para que isso não contamine a piscina. Essa “teologia do medo” vive de pregar, enfaticamente, que nossos corpos vão sujar a água, e se esquece de defender o lavar maravilhoso que nos é oferecido para mergulharmos em profunidade na vida.</p>
<p><em>“No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor”</em> (I João 4:18). </p>
<p>Temos que trocar o medo pelo amor. O medo tem relação com o castigo e a culpa. E a culpa, às vezes, esconde uma frustração pessoal de não se alcançar uma perfeição religiosa.</p>
<p>Será que o nosso Deus não sabe que jamais seremos perfeitos?</p>
<p>Será que nós não sabemos que é impossível alcançar um padrão de santidade, sem errar nunca?</p>
<p>Será que o medo nos faz esquecer da benção que é receber o perdão de Deus?</p>
<p><em>“Pastor, não consegui, eu pequei novamente”</em>, disse a mulher, assim que entrou no gabinete. Trazia um rosto de medo e arrependimento, e aguardava uma repreensão. O pastor respondeu com amor: <em>“Glória a Deus, porque você reconhece isso; e saiba que não vai ser última vez que caiu, e quantas vezes ainda precisar você vai poder contar com o amor de Deus para lhe perdoar, e dar uma segunda chance. Não tenha medo”</em>.</p>
<p><a href="http://www.deusnogibi.com.br">Deus no Gibi</a></p>




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