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	<title>SOLOMON &#187; Música</title>
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	<description>Uma revista que mostra como a Espiritualidade anda com a Cultura. www.solomon1.com é uma revista que informa sobre a cultura relevante cristã: musica, politica, justiça social, entrevistas, livros, resenhas, filmes, musica ao vivo, histórias, temas emergentes, igreja emergente, igreja organica.</description>
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		<title>Entrevista com a banda Alforria</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 16:25:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[RECURSOS]]></category>

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Criada no início de 2010 pelos primos Rafael Porto (vocal), Saulo Porto (baixo), Dilter Porto (bateria), Théo Porto (guitarra) e Wander Porto (guitarra), o Alforria tem o compromisso inicial de produzir rock de qualidade. Fugindo das tendências previsíveis, a banda mescla influências distintas, adquiridas ao longo dos anos &#8211; nas rodas de samba em família [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-small?url=http://solomon1.com/a/2010/20/entrevista-com-a-banda-alforria/&amp;shorturl=http://bit.ly/ai8v6Y&amp;title=Entrevista+com+a+banda+Alforria&amp;theme=blue&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p><img class="dtse-img dtse-post-3102" src="http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2010/05/alforria.jpg" alt="" title="alforria" width="324" height="269" class="alignnone size-full wp-image-3103" /></p>
<p>Criada no início de 2010 pelos primos <a href="http://twitter.com/@rfporto">Rafael Porto </a>(vocal), Saulo Porto (baixo), Dilter Porto (bateria), Théo Porto (guitarra) e Wander Porto (guitarra), o Alforria tem o compromisso inicial de produzir rock de qualidade. Fugindo das tendências previsíveis, a banda mescla influências distintas, adquiridas ao longo dos anos &#8211; nas rodas de samba em família e nos downloads pela madrugada &#8211; para produzir um rock repleto de acordes inusitados e ritmo pulsante.<span id="more-3102"></span></p>
<p><strong>O que é o Alforria? E quem são?</strong></p>
<p>Na explicação mais óbvia, alforria é liberdade. Mas tentamos contar nas entrelinhas de nossas músicas algo muito maior que a Lei Áurea: um grande plano, de um cara barbudo que morreu na cruz, demonstrando um amor sem precedentes na história da humanidade.  É esse estilo de estilo de vida que nos move. Uma vida baseada no amor, indo além do gesso que acomoda quem está dentro das igrejas e não consegue contestar.</p>
<p>Eu, Rafael Porto, vocalista; meu primo Dilter Porto, baterista; o irmão dele, também meu primo e guitarrista, Théo Porto; o outro guitarrista, Wander Porto, que também é meu primo e irmão do Saulo Porto, baixista; crescemos contestando. Aprendemos em família que o amor ao outro era mais importante que as atividades burocráticas que exercíamos na igreja.</p>
<p>Temos tios não-cristãos que nos ensinaram muito sobre vida, sinceridade, ética e, principalmente, música. Musicalmente, por sinal, nossa vida começou quando tocávamos intermináveis sambas improvisados em rodas de família, mesmo quando os acordes pareciam muito difíceis ou o churrasco já tinha acabado.</p>
<p>Depois disso, cada um seguiu seu rumo, sua profissão, seu estilo musical, seu projeto paralelo. Mas sempre fomos &#8220;nós&#8221;, preservando o que cada um tinha de &#8220;seu&#8221;. E nessa contínua sugestão de artistas novos que descobríamos em downloads ilegais pela madrugada, começamos a discutir a possibilidade fazer algo novo. Daí surgiu a banda.</p>
<p>Eu já tinha algumas músicas feitas ao violão &#8211; algumas até em formato de Bossa Nova. Mas a mudança foi tão conveniente e rápida que, quando nos demos conta, já tinha gente cantarolando nossas músicas,  pedindo pra tocar novamente e percebemos que era hora de gravar algo.</p>
<p><strong>O que o grupo costuma ouvir? Qual é a playlist que está rolando com você?</strong></p>
<p>Eu sou movido a melodias tristes e belas. Não adianta me dar algo muito bruto, gritado, agressivo; não passa. Mas basta uma boa melodia para que eu passe horas debruçado em cima do violão, tentando entender qual acorde levou a qual, que rima construiu o quê naquela música. Fã confesso dos <strong>Beatles</strong> &#8211; prefiro Paul ao John -, aprecio todo o esmero do <strong>Ed Motta</strong>, o samba chorado do <strong>Tom Jobim</strong>, a poesia do <strong>Lenine</strong>, o samba rockeado do <strong>Los Hermanos</strong>, a &#8220;salada búlgara&#8221; do <strong>Móveis Coloniais de Acajú</strong> e as letras delirantes do <strong>Radiohead</strong>. <strong>Zeca Baleiro</strong> é um saco, adianto.</p>
<p>Os &#8220;caras&#8221;, como costumo chamar meus primos, têm interesses diversos. Théo cresceu ouvindo <strong>Extol, Tourniquet, Pantera e Incubus</strong> &#8211; de onde tirou toda a sua criatividade para efeitos amalucados. O Dilter começou a vida baterista, virou baixista, sugou tudo que podia do<strong> Red Hot Chilli Peppers</strong>, depois voltou às baquetas e se dedicou a descobrir tudo que há de bom no rock. <strong>De Mutantes à Sepultura</strong> &#8211; passando por <strong>Chico Science</strong>.</p>
<p>O Saulo chegou a montar uma banda de rock no início da adolescência. Era da internet discada dele que chegavam os discos de <strong>Bride, Cynic, Rage Against</strong> e tudo que dominou o cenário do rock nos anos 00. E Wander é nossa icógnita. Estudou violão clássico a vida inteira, virou jazzista de mão cheia e agora se entrega ao rock alternativo. Prova disso é olhar pro lado no palco e vê-lo cantarolando melodias que ajudou a construir.<br />
<strong> </p>
<p>Qual foi a maior descoberta durante o mergulho das musicas gravadas do Alforria?</strong></p>
<p>Cara, boa pergunta. Acho que você só consegue avaliar bem como foi o mergulho depois que sai da água. Ainda estamos imersos nesse mundo do estúdio &#8211; que até então não tínhamos frequentado juntos -, onde todas as ideias ganham forma. Por mais que eu faça as músicas em casa, depois de irritar minha esposa com um &#8220;blém blém blém&#8221; sem fim, é engraçado e encantador ver tudo se encaixar perfeitamente.</p>
<p>Acho que estamos nos descobrindo como ótimos produtores de melodias tristes. Cada música nova surge em um ar ainda mais melancólico, com efeitos que abrem a cabeça e trazem uma reflexão que até mesmo eu, que tinha escrito a letra, não percebi. Isso é muito bacana. Esse tom intimista tem nos surpreendido.</p>
<p>Ao mesmo tempo, é engraçado perceber que não conseguimos tocar nada de forma &#8220;quadrada&#8221;, como dizem por aí os sambistas malemolentes. Tudo precisa de uma vibração mais pulsante. E não é preciso fazer batuque de tamborim pra mostrar isso. Estamos nos surpreendendo com a &#8220;pegada&#8221; que estamos construindo nas canções.</p>
<p><strong><br />
O que vocês estão lendo?</strong></p>
<p>Eu estou numa neura de saber tudo sobre Jesus. Atualmente, estou lendo um comentário acerca do Novo Testamento, que me ajudou a abrir o conceito que tinha da cultura judaica. Por exemplo, na essência, Jesus era um fariseu. Parece ofensivo, mas não é, porque nem todos os fariseus eram maus. Isso é algo que a crentaiada disseminou. Louco, não?</p>
<p>Não posso ter uma curiosidade que vou até o final do Google pra saber sobre tudo aquilo. Gosto muito de cultura, tanto que li &#8220;As 100 melhores entrevistas da Rolling Stone&#8221; recentemente, e como jornalista, gosto sempre de ampliar meus horizontes, como fiz com  &#8220;1808&#8243;. Todos do Sherlock Holmes também estão na minha prateleira, uma paixão que nutro desde a infância e nunca conseguirei largar. Afinal, olhando os detalhes do ângulo correto, tudo parece elementar, Watson.</p>
<p>Wander é aficcionado por literatura contemporânea &#8211; e aprendeu comigo a gostar de Sherlock Holmes. Tem amigos nas livrarias e compra tudo quanto é livro que sai na lista de best-sellers &#8211; menos Crepúsculo, vale lembrar. Parou de ler Augusto Cury porque estava ficando meio engessado nas respostas e visões de mundo.</p>
<p>Saulo é nosso empresário. É difícil dizer sobre o que ele lê, porque cada dia aparece falando sobre um assunto diferente, com viagens que não consigo acompanhar. É membro ativo da Transparência Capixaba e dedica muito de sua leitura a decifrar os rolos políticos que estão em alta. Deve dormir com a biografia do Steve Jobs embaixo do travesseiro, mas isso ninguém sabe ao certo.</p>
<p>Dilter virou nosso pastor. Lê muitos blogs dedicados à teologia, sempre tem uma teoria nova na cabeça e assiste ao programa do Silas Malafaia, só pra alimentar a raiva. Tem paixão por minorias, fez missão no Nordeste durante as férias, sonha com a Caverna de Adulão, chorou a morte do Pr. Fábio e tem contato com a galera dos projetos sociais. Só não foi pra Bola de Neve porque não sabe de surfar.</p>
<p>O Théo sabe o que você quiser saber sobre política. Lê blogs de todos os comentaristas políticos e vez ou outra na mesa da pizzaria solta um comentário sobre o Gilmar Mendes ou a taxa de juros do Banco Central e a intransigência do Meireles. Queria fazer Economia, coisa de maluco, mas acabou virando &#8220;garoto de programa&#8221;.</p>
<p><strong>Vocês são da mesma igreja do Terra Nova? Silas Malafaia?</strong></p>
<p>Eu sei que o <a href="http://livrariadothiago.com/">Thiago Bonfim</a>, meu guru na internet, vai querer me bater, mas minha igreja se chama Rafael Porto. Não posso falar nem pela minha esposa. Cada um que recebe a Cristo tem o melhor guia do mundo: o Espírito Santo. Isso é o melhor pastor que você pode ter. Não há razão para ir além disso.</p>
<p>Na congregação, eu busco gente com mais experiência, interessada em me ajudar como amigo, chorar junto. Mas pode ter certeza, as melhores experiências do que é realmente uma igreja tivemos enquanto realizávamos um encontro na casa dos jovens chamado &#8220;Casa Ambiente&#8221;. Aquilo era a essência da igreja primitiva.</p>
<p>Não sei se o Terra Nova e o Silas são dessa igreja. Meu pai me ensinou algo muito valioso quando eu era criança: &#8220;quer conhecer seu pastor? Vá à convenção&#8221;. Gente que sai no tapa por representação política e dinheiro deixou há muito tempo o foco da igreja.</p>
<p><strong>Vocês são a favor da legalização da maconha? Se não porque? Se sim porque? E o que vocês acham das igrejas que apoiam as pessoas que fuma maconha?</strong></p>
<p>A maconha é uma erva. Tem suas funções medicinais e tudo mais. Eu não fumo, mas não condeno quem fume. Na reabilitação dos viciados em crack, por exemplo, há quem só consiga diminuir o uso da pedra substituindo-a pela maconha. É o processo de redução de danos. Não tenho como condená-los. Nem Cristo os condenaria.</p>
<p>Mas buscar a maconha sem razão medicinal é um pouco incoerente. Nunca fumei então não tenho como dar um parecer técnico. Por acaso dá pra fumar unzinho e não ficar chapado? A alteração de consciência não é algo bacana. Acredito que nada que tire o ser humano do seu estado natural é benéfico.</p>
<p>Só acho que, dentro das igrejas, o tema deve ser tratado sem preconceito, como deveriam tratar a questão do vinho e da cerveja. O pecado está no vício, na dependência. Esse limite é tênue. Eu prefiro não arriscar. Falam das drogas mais polêmicas mas esquecem que tem um monte de crente viciado em lexotan, rivotril e outros remédios pra dormir. É o mesmo que ficar bêbado ou chapado de drogas.</p>
<p><strong>Se vocês fossem escolher entre ficar famoso ou ficar rico o que vocês escolheriam?</strong></p>
<p>Fama é uma palavra pesada. O objetivo de distribuir músicas do alforria de graça na internet é transmitir nossa mensagem ao máximo de pessoas possível. Não queremos ganhar dinheiro e enriquecer. Se a fama é isso, alcançar quem precisa ouvir nossas canções, queremos a fama.</p>
<p><strong>Vocês são uma banda ou uma banda gospel?</strong></p>
<p>Uma banda. Nosso primeiro compromisso é com a qualidade. Se a música é boa, a pessoa gosta de nossa música e entende as letras, assimila a mensagem da cruz e do amor. Feito. Isso que queremos. Essa onda de &#8220;hope rock&#8221; vai ser o novo &#8220;worship rock&#8221;, e outros rótulos virão no futuro. O importante é a qualidade do que fazemos. Isso é eterno.</p>
<p><strong>Quem são os artistas que mais influenciaram vocês nessa atualidade?</strong></p>
<p><strong>Los Hermanos, Strokes, Móveis Coloniais de Acajú e Fred Hammond e Kirk Franklin</strong>, artistas que fazem uma &#8220;ministração&#8221; bem atrelada ao que é cantado. A mensagem está na música. O <strong><a href="http://twitter.com/palavrantiga">Palavrantiga</a></strong> mostrou que é possível ganhar moral no cenário alternativo sem negar a própria Fé. Mas eles são novos, não dá para tê-los como referência.</p>
<p><strong>Um ping pong rapidexxx.</strong></p>
<p><strong>Carne ou Legumes?</strong><br />
Carne. Desculpa, mas começamos a tocar juntos nos churrascos de família.</p>
<p><strong>Sexo ou Milkshake?</strong><br />
PlayStation! Brincadeira: sexo pra mim e milkshake pros solteiros.</p>
<p><strong>Vermelho ou Branco?</strong><br />
Vermelho gera o branco. É o sangue que purifica. Putz, essa ficou bem crentona, né? hahahha</p>
<p><strong>Bmw ou Audi?</strong><br />
Corcel 72. Charmosão.</p>
<p><strong>Andre Valadão ou Andreia Beltrão?</strong><br />
Andréa Beltrão, nossa eterna Radical Chic.</p>
<p><strong>Mtv de 1995 ou Mtv de 2010?</strong><br />
Eu nunca tive TV à cabo. Fico com o Youtube. Detesto rádios e canais de clipes onde você não controla o que toca.</p>
<p><strong>Quem vocês levariam para uma ilha deserta?</strong><br />
J.J. Abrams.</p>
<p><strong>Lembrando que John Locke estará nessa ilha, as pessoas seriam as mesmas?</strong><br />
Isso tem a ver com a pergunta da maconha?</p>
<p><strong>Deixa um recado pra todo mundo.</strong><br />
Ei, todo mundo. Ouçam-nos. A melhor propaganda é o som. Falar é debalde.</p>
<p><a href="http://www.alforria.net/">Escutem e baixe eles por aqui</a></p>




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		<title>Entrevista com Eduardo Mano</title>
		<link>http://solomon1.com/a/2010/19/entrevista-com-eduardo-mano/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 18:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[RECURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[

Eduardo Mano é um ministro, cantor, musico, artista cristão dessa nova geração. Saiba mais sobre ele através dessa pequena entrevista.
Solomon: O que está na sua playlist essa semana?
Eduardo: Gilmore Lucassen, Hélvio Sodré, Jon Foreman, Stênio Marcius, Alforria&#8230; Slayer e Anthrax
Como é pra você com poucas palavras essa mistura de Jon Foreman a Anthrax?
Eduardo: É música [...]]]></description>
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<p>Eduardo Mano é um ministro, cantor, musico, artista cristão dessa nova geração. Saiba mais sobre ele através dessa pequena entrevista.</p>
<p><strong>Solomon: O que está na sua playlist essa semana?</strong><br />
Eduardo: Gilmore Lucassen, Hélvio Sodré, Jon Foreman, Stênio Marcius, Alforria&#8230; Slayer e Anthrax<span id="more-3092"></span></p>
<p><strong>Como é pra você com poucas palavras essa mistura de Jon Foreman a Anthrax?</strong><br />
Eduardo: É música boa. O Foreman pra mim me deu base pra muitas das coisas que eu penso como músico, e o Anthrax é uma visita à minha adolescência. Uma excelente banda. Tudo boa música.</p>
<p><strong>Você é um musico cristão, quem hoje em dia você se espelha para ser como, não em questão de musica ou estilo, mas quem gostaria de parecer, fisicamente, monetariamente, espiritualmente&#8230;</strong><br />
Eduardo: Bem, monetariamente eu queria ser como o Bill Gates pra não ter mais que me preocupar com as contas. Mas eu realmente (de verdade, meus amigos sabem disso) tento não pautar minha vida por esse aspecto. Eu queria ser mais magro, queria ser um crente melhor, um músico melhor&#8230; mas de alguma forma, sei que as coisas são como são como parte de algo maior, pois creio que Deus está no controle de todas as coisas&#8230; então, vou vivendo, ouvindo e seguindo.</p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-3092" src="http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2010/05/eduardomano1.jpg" alt="" title="eduardomano1" width="600" height="450" class="alignnone size-full wp-image-3094" /></p>
<p><strong>Você faz parte da mesma Igreja do Macedo, Rina e Hernandes?</strong><br />
Eduardo: Faço parte de uma igreja pautada pelos interesses de Deus, parte visível de um Reino. Dentro dela há partes que têm sua saúde comprometida, e há ramos que precisam ser cortados. Quando os interesses humanos são mais importantes que os interesses de Deus, nem sei se é mesmo uma igreja&#8230;<br />
<strong><br />
Você tocaria sua musica em todos os lugares?</strong><br />
Eduardo: Tocaria, por alguns motivos. O primeiro é que aquilo que faço tem como base e ensino. Então onde tiver gente interessada em aprender, dialogar, a gente topa. Outro motivo é que se eu sinto que o que faço vem de Deus, é inspirado Nele, motivado por Ele, não posso ser eu a dizer quem deve ou não ouvir. E outro, bem menos, nobre, é que aquilo que fazemos como banda ajuda em nossas casas, em nosso sustento&#8230; então&#8230; tocar é preciso. Não é uma questão de se vender, mas sim uma questão de não se fechar.</p>
<p><strong>Você quando toca, precisa, gosta, vai por &#8220;oferta&#8221;? E o que você acha dos &#8220;ministros&#8221; que vão apenas com &#8220;oferta&#8221;.</strong><br />
Eduardo: Eu quando sou convidado para ir a uma igreja, peço, sim, oferta. Mas é realmente &#8220;de amor&#8221;. Não estipulamos valor&#8230; o que já gerou algumas situações bem chatas. Acho que há uma diferença bem grande entre &#8220;oferta&#8221; e &#8220;cachê&#8221;. Penso que se há um valor determinado, deixou de ser oferta para ser cachê. Quando a Igreja dá aquilo que pode, de bom grado, com alegria, isso é oferta. O problema é que as igrejas (de um modo geral) não sabem (ou não querem) abençoar &#8211; e não digo apenas aos ministros e bandas convidados, mas a todas as pessoas: o membro da congregação que está desempregado e precisa de ajuda nas compras, o jovem que precisa pagar dois meses atrasados na mensalidade da faculdade, o casal que mal tem dinheiro para pagar o nascimento do primeiro filho&#8230; e assim por diante.</p>
<p>E enquanto isso, há pastores recebendo, 12, 15, 20 mil reais de salário&#8230; valores pagos a Juízes, defensores públicos&#8230;</p>
<p><strong>Você deseja ser pastor?</strong><br />
Eduardo: Sim, tenho esse chamado e convicção.<br />
<strong><br />
Você como um futuro pastor irá proibir seu salário chegar a 12 mil dinheiros?</strong><br />
Eduardo: Não sei se um pastor precisa receber um salário tão alto. Eu não gostaria de saber que meu salário é um impedimento para fazer outras coisas na igreja, sinceramente. Não tô querendo soar o cara mais santo no mundo &#8211; quem não gostaria de ganhar 12 mil por mês? Eu gostaria. Só que a igreja precisa ter prioridades, e o salário do pastor não deveria estar no topo delas.</p>
<p><strong>Mudando de assunto, todo mundo acha que &#8220;ministro&#8221;, &#8220;levita&#8221;, musico cristão. Tem aquele rosto e personalidade de pessoas que não demostram tesão pela vida, nem riem de nada, o que você costuma assistir ou fazer para se descontrair?</strong></p>
<p>Lost. Precisa de mais coisa? (Edição do Solomon: Não não precisa, LOST é tudo nessa vida). Jogo Uno com meus amigos&#8230; hahaha&#8230; coisa de velho, mas é verdade. Curto seriados&#8230; Lost e House. Curto cinema, bem clichezão, aqueles com muitas explosões. Eu curto ficar em casa com os amigos. Acho que me enquadro no pessoal &#8220;chato&#8221;. E gosto de Hermes e Renato, em especial Tela Class. O pessoal da banda sabe alguns episódios inteiros decorados&#8230; embora as meninas não gostem muito&#8230; rsrsrsrs</p>
<p>Você acha que você influencia as pessoas a se tornarem adoradoras e de que SIM dá pra ser um ministro de louvor ou um pastor?</p>
<p>Eduardo: hummm&#8230; não sei, de verdade, não sei mesmo. Eu tento fazer as pessoas verem que dá pra ser crente e crer em um Deus bom mesmo quando as coisas não vão tão bem assim&#8230; creio que essa é minha adoração. Agora, se eu influencio as pessoas? Não faço idéia&#8230; tenho algum, mas pouco feedback daquilo que faço, então&#8230; pelo que tenho ouvido de retorno, acho que as pessoas estão captando a idéia.<br />
<strong><br />
Um ping pong rápido.<br />
Zorba ou Samba canção</strong><br />
Eduardo: huahauhauhaua Samba canção.</p>
<p><strong>Pipoca doce ou Salgada?</strong><br />
Eduardo: salgada</p>
<p><strong>Allstar ou Nike</strong><br />
Eduardo: Allstar, embora a Converse seja da Nike&#8230;</p>
<p><strong>Indie ou Mainstream</strong><br />
Eduardo: Indie. mas curto Lady Gaga. hahaha&#8230; piada.</p>
<p><strong>Lady Gaga ou Pastor Cirilo?</strong><br />
Eduardo: uia. Lady Gaga. Mas já gostei muito de Cirilo.</p>
<p><strong>Cirilo ou David Quillan?</strong><br />
Eduardo: Palavrantiga.</p>
<p><strong>Xbox ou Playstation</strong><br />
 Eduardo: Playstation (embora não tenha nenhum dos dois)</p>
<p><strong>Igreja ou a rua</strong><br />
Eduardo: igreja na rua.</p>
<p><strong>Uma frase pra finalizar</strong><br />
Eduardo: Eu amo Eline. Não tem como ser uma frase mais séria que isso.</p>
<p>Para saber mais do Eduardo Mano. <a href="http://eduardomano.net/">Leia</a>, <a href="http://www.myspace.com/eduardomano">Escute</a>, <a href="http://twitter.com/eduardomano">Veja</a></p>
<p>Fotos: <a href="http://www.flickr.com/photos/leoneves/">Leo Neves (CARIOCA não o mineiro)</a></p>




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		<title>Tecnologia alternativa: retorno/tradução simultânea</title>
		<link>http://solomon1.com/a/2009/26/tecnologia-alternativa-retorno-traducao-simultanea/</link>
		<comments>http://solomon1.com/a/2009/26/tecnologia-alternativa-retorno-traducao-simultanea/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 12:36:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ariovaldo Jr]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
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		<description><![CDATA[
Creio que a vida toda ouvi músicos reclamarem que não possuem retorno durante o louvor em igrejas. E se sua comunidade é como a que faço parte (Manifesto Uberlândia), definitivamente não há condições de adquirir equipamentos caríssimos de cantor sertanejo para fornecer retorno a quem está tocando.
Outra situação interessante é quando há gringos visitando nossas [...]]]></description>
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<p>Outra situação interessante é quando há gringos visitando nossas igrejas. Nos limitamos a traduzir para eles apenas o que é estritamente necessário. Porém com um investimento de menos de 100 reais, dá para adquirir um equipamento alternativo de baixíssimo custo, que permitirá tanto o uso como retorno durante as músicas, como também seu uso para traduções simultâneas via rádio. Você coloca uma única pessoa próxima à mesa de som, falando em um microfone e todos os gringos poderão acompanhar a tradução diretamente em seus fones de ouvido. Sua igreja parecerá a ONU!<span id="more-2181"></span></p>
<p>Pronto para a prática? Eis a lista de material que precisamos:</p>
<ul>
<li><strong>Transmissor FM de curta distância</strong><br />
Você pode adquirir um transmissor a partir de 12 reais (no Mercado Livre ou direto na Santa Efigênia em Sampa). Esses transmissores possuem entrada P2, então dá pra plugar diretamente na saída do seu PC/Notebook, ou em uma mesa de áudio. Preste atenção no alcance na hora de comprar! Para retorno, recomendo um transmissor de alcance de 5 metros, digital. Aí você coloca em cima do palco e todo mundo fica ao alcance. Para tradução simultânea, depende do espaço físico que você deseja cobrir. Sempre dê preferência aos transmissores que sejam digitais (eles possuem um display que informa a frequência em que está transmitindo).</li>
<li><strong>Fone de ouvido com microfone</strong><br />
Um fone DECENTE e confortável custa aproximadamente 30 reais. Você usará o fone para ouvir diretamente da mesa de áudio onde está ligado o microfone da pessoa que está &#8220;falando&#8221; e irá traduzindo usando o microfone. Dá pra por o volume do que você ouve alto o suficiente para não ouvir o que está falando. Funciona 100%!</li>
<li><strong>Rádios FM</strong><br />
Compre uma meia dúzia de rádios FM dos mais vagabundos. Quanto menor, melhor. É extremamente importante que eles tenham fone de ouvido. Não esqueça das pilhas!</li>
</ul>
<p>Só precisará dos três ítens desta lista caso deseje realizar tradução simultânea. Para usar apenas como retorno, pode simplesmente adquirir o transmissor e sugerir que cada músico providencie seu próprio rádio FM com fone de ouvido. Pluga-se o transmissor na saída de fone de ouvido da mesa onde está ligado o microfone e cada um que estiver com rádio controla o volume em que deseja retorno.</p>
<p>Este é um investimento de menos de 100 reais que poderá ser usado nas mais diferentes circunstâncias. Além de que dará a impressão de que sua comunidade é altamente hightec!</p>
<p><strong><em>&#8220;Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.&#8221;</em></strong> (Albert Einstein)</p>




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		<title>Carta aberta aos músicos cristãos</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 18:39:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>

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Saudações, colegas compositores, adoradores, líderes de louvor, músicos, artistas e seguidores de Jesus.
Durante os últimos anos, tive o privilégio de passar bastante tempo “na estrada”, falando, com e para jovens líderes emergentes. Eu suponho que tenha sido convidado porque muitos desses líderes emergentes estão lutando com a desafiante realidade da pós-modernidade &#8211; uma realidade cujo [...]]]></description>
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<p>Saudações, colegas compositores, adoradores, líderes de louvor, músicos, artistas e seguidores de Jesus.<br />
Durante os últimos anos, tive o privilégio de passar bastante tempo “na estrada”, falando, com e para jovens líderes emergentes. <span id="more-1889"></span>Eu suponho que tenha sido convidado porque muitos desses líderes emergentes estão lutando com a desafiante realidade da pós-modernidade &#8211; uma realidade cujo enfrentamento me fez perder muitos fios de cabelos &#8211; e sobre a qual eu já escrevi alguns livros. Em meu contexto de origem, sou um pastor servindo a uma igreja que se comprometeu em viver a transição pós-moderna e enfrentar as questões que ela apresenta de uma forma ousada e confiante. Quando digo “ousada e confiante”, estou bastante ciente de que não existem até agora mapas que nos guiem nessa aventura &#8211; portanto, não temos uma idéia clara de para onde estamos indo, mas apenas a certeza de que estamos procurando seguir a Jesus. Sentimo-nos mais ou menos como o povo de Israel saindo do Egito da modernidade, e cruzando o mar em direção a um deserto desconhecido&#8230; Confiamos, no entanto, que uma coluna de nuvem e uma coluna de fogo nos conduzirão durante o dia e à noite.</p>
<p>Um dos benefícios de viajar é a oportunidade de conhecer coisas novas. Como músico que também sou, tenho gostado de conhecer e escutar dúzias de bandas e líderes de louvor, e também de passar horas, literalmente, em quase todos os eventos dos quais participo, sendo conduzido em adoração. De tudo que tenho conhecido e ouvido, existem muitas coisas que eu poderia me imaginar compartilhando com vocês, líderes de louvor. Existem, com efeito, inúmeras tendências encorajadoras ao lado de alguns poucos problemas persistentes. Mas uma coisa sobressai às demais: ela é, na verdade, um pedido mais do que qualquer outra coisa. Um pedido dirigido aos compositores em nosso meio para que explorem &#8211; e depois nos guiem em direção a &#8211; novos territórios espirituais e poéticos.</p>
<p>Com freqüência, ouvimos reclamações concernentes à pobreza das músicas, a monotonia das letras, a estreiteza teológica no universo da música cristã contemporânea. Algumas dessas reclamações vêm de pessoas que secretamente desejam que nós voltemos a cantar hinos como eles faziam nos anos 50 (se 1850 ou 1950, você decide). Eu não estou interessado em reclamações, e tenho pouco interesse nos anos 50 (exceto, talvez, em 2050). Não. Aqui está o que eu ando perseguindo: muitos de nós acreditamos que estamos entrando (ou talvez já estejamos lá) um período de transição teológico/cultural/espiritual significativo; possivelmente tão significativo historicamente quanto o período da Reforma, quando o mundo medieval deu lugar ao mundo moderno. Agora, à medida que o mundo moderno dá lugar ao mundo pós-moderno, não devíamos nos surpreender se presenciássemos uma revolução teológica (ao final da qual, nos tornássemos mais bíblicos, mais espirituais, mais eficientes em nossa missão &#8211; e, Deus, por favor &#8211; mais esclarecidos com respeito àquilo em que ela consiste, ao que ela é). Mas aqui reside o problema.</p>
<p>No mundo moderno, a teologia era praticada por acadêmicos eruditos, e podia ser encontrada em livros e preleções. No mundo pós-moderno, muitos de nós acreditamos que os teólogos terão de sair mais freqüentemente das bibliotecas e se misturar ao restante de nós. E os melhores dentre eles darão as mãos aos poetas, músicos, cineastas, atores, arquitetos, decoradores, paisagistas, dançarinos, escultores, pintores, romancistas, fotógrafos, desenhistas gráficos e todos os outros tipos possíveis de irmãos e irmãs envolvidos com a arte. E isso, não apenas para comunicar uma teologia cristã pós-moderna, mas também para discerni-la e até mesmo para descobri-la. Porque uma das maiores mudanças dessa transição é a mudança do paradigma da utilização do lado esquerdo do cérebro apenas, para o paradigma da utilização do cérebro inteiro. Uma mudança de um racionalismo analítico e reducionista para uma perspectiva teológica mais abrangente e integral &#8211; uma teologia da mente e do coração, do entendimento e da imaginação, da palavra e da imagem, da inteligibilidade e do mistério, da explicação e da narrativa, da exposição e da expressão artística. Nossos compositores poderiam exercer um papel espiritual-chave no enraizamento desse tipo mais integral de teologia na experiência da fé de nosso povo.</p>
<p>Mas, tristemente, o que eu tenho percebido nas extensas horas de adoração em que tenho participado ao redor do país, é que muito raramente as letras de nossas músicas têm nos conduzido a esse novo território. Ao contrário, de algumas maneiras, as letras de nossas músicas têm nos mantidos presos ao corriqueiro e comum. Por favor, não escutem estas palavras como mero criticismo, mas como um pedido &#8211; um pedido gentil, mas honesto e apaixonado &#8211; por mudança. Sendo mais específico: uma quantidade demasiadamente grande de nossas canções é constrangedoramente personalista, sobre mim e Jesus.</p>
<p>Ora, intimidade pessoal com Deus é um passo maravilhoso para além da mera repetição fria, abstrata e estática do dogma; mas não é tudo. De fato &#8211; isso talvez choque você &#8211; no novo e emergente mundo pós-moderno, intimidade com Deus não é necessariamente o ponto principal. Uma canção de adoração que tenho ouvido em muitos lugares nos últimos anos diz que a adoração é “toda a seu respeito, Jesus”, porém, com exceção desta frase, a sensação que temos é que a adoração &#8211; bem como o cristianismo em geral &#8211; tem se tornado cada vez mais acerca de “mim, mim e mim”.</p>
<p>Se você duvida do que estou dizendo, preste atenção na próxima vez em que estiver cantando na igreja. As canções dizem respeito à maneira como Jesus me perdoa, me abraça, me faz sentir sua presença, me fortalece, me mantém perto dele, me toca, me aviva etc. E não há nada de mal em tudo isso. Mas se um extraterrestre oriundo de Marte viesse nos observar, eu acredito que ele diria uma dessas duas coisas sobre nós: ou (a) que essas pessoas são todas meio disfuncionais e necessitam de muita terapia do abraço (o que é irônico, pois estamos entre as pessoas mais privilegiadas do mundo, tendo sido, de todas as maneiras, mais abençoadas do que qualquer outro grupo na história); ou (b) que eles não se importam nem um pouco com o resto do mundo, que a religião/espiritualidade deles os faz tão egoístas quanto um não-cristão, mas em relação às coisas espirituais apenas e não tanto em relação às coisas materiais.</p>
<p>Eu não acredito que nenhum destes juízos seja tão verdadeiro quanto eles soariam aos ouvidos de um marciano. Ao invés disso, penso que nós compositores continuamos escrevendo canções desse tipo porque acreditamos que isso seja o que as pessoas desejam e necessitam. O assustador, no entanto, é saber que ainda que estes juízos não sejam completamente verdadeiros, eles poderão vir a sê-lo, a menos que tomemos algumas ações corretivas e busquemos um maior equilíbrio. É constrangedor admitir, mas, alguns de nós devem estar pensando nesse momento: “Se a composição de músicas espirituais não diz respeito apenas à temática da intimidade profunda e pessoal com Deus, a que mais ela diz respeito?” Permitam-me oferecer uma lista de temas bíblicos que faríamos bem em explorar em nossas letras:</p>
<p>1. Vocês ficarão surpresos ao lerem em primeiro lugar que deveríamos explorar o tema da “Escatologia”. É preciso antes esclarecer que não quero dizer com isso que deveríamos adaptar para música o último romance apocalíptico (não, por favor; isso não!). Por escatologia (que significa o estudo do fim ou destino para o qual o universo se orienta), eu entendo a visão bíblica do futuro de Deus o qual está nos atraindo para si. Para muitos de vocês, criados como eu nas escatologias da modernidade tardia, será uma surpresa saber que existe uma abordagem totalmente nova à escatologia em emergência atualmente (liderada por alguns teólogos como Walter Bruegeeman, Jurgen Moltmann, e os “teólogos da esperança”). Esta abordagem não deixa espaço para especulações sensacionalistas e previsões trêmulas. Ao contrário; ela se banha na poesia bíblica de Isaías, Jeremias, Apocalipse&#8230; poesia na qual, uma vez interiorizada, planta em nós uma visão de um mundo muito diferente deste nosso e para melhor. E quando esta esperança cresce e cria raízes em nós, tornamos-nos seus agentes. Que alegria profunda poderia ser expressa em cânticos que captem o espírito de Isaías 9.2-7; 25.6-9; 35.1-10; 58.5-14! Quem irá escrever esses cânticos?<br />
Eles necessitam ser escritos porque as pessoas precisam de esperança. Elas precisam da visão de um futuro melhor. Elas precisam ter suas imaginações povoadas por imagens de celebração, paz, justiça e plenitude na direção das quais nosso mundo triste, beligerante, poluído e fragmentado se move e caminha. Esta esperança não se traduz por imagens etéreas de um outro mundo fora e acima desse nosso. Ela é algo muito, muito maior do que canções sobre mim no céu. Compositores: mergulhem nessas passagens&#8230; e permitam que seus corações sejam inspirados para escrever cânticos de esperança, cânticos de visões, cânticos que hospedem em nossos corações o sonho de um futuro que há muito foi esquecido&#8230; o sonho da vinda do reino de Deus, da vontade de Deus sendo realizada na terra como é realizada nos céus.</p>
<p>2. Vocês talvez fiquem igualmente surpresos ao me ver sugerir que nós precisamos de cânticos de missão. Muitos de nós acreditamos que um novo e maior sentido de missão seja o elemento-chave necessário para que entremos no mundo pós-moderno. Mas não falo apenas de missões, nem tampouco de evangelismo. Falo de missão &#8211; de participarmos na missão de Deus, no reino de Deus, que é muito maior e mais grandioso do que nossos pequenos esquemas organizacionais de auto-engrandecimento. Tal sentido de missão põe em cheque o fundamento de nossa cultura consumista orientada para “mim, mim e mim” e para as coisas que me dizem respeito. Jesus veio não para ser servido, mas para servir. E assim como Ele foi enviado, Ele também nos enviou ao mundo. Na nova teologia emergente, o coração mesmo de nossa identidade como igreja não é o fato de sermos o povo que foi escolhido para ser abençoado, salvo, resgatado, e abençoado mais um pouquinho. Isto é uma meia-verdade herética, que nossas canções correm o risco de estar espalhando e enraizando mais e mais no nosso povo &#8211; de maneira inadvertida, é claro. Não, o coração de nossa identidade como igreja nessa nova teologia emergente consiste em que somos o povo que foi abençoado (como Abraão foi abençoado) para sermos bênção; abençoados, portanto, para que possamos transmitir esta bênção ao mundo.<br />
Para muitos de nós, o mundo existe para a igreja. É como se ele fosse uma enorme jazida mineral de onde as pessoas retiram riquezas para construir a igreja, que é o que realmente importa. Na nova e emergente teologia e espiritualidade pós-moderna, esta imagem é terrível. Ela espelha o estupro e o despojamento do meio ambiente por parte de nossas indústrias. Nesta imagem, a igreja é mais uma indústria, tirando e retirando para o seu próprio lucro. Quão diferente é a imagem da igreja como a comunidade apostólica enviada ao mundo como as mãos, os pés, os olhos, o sorriso, e o coração de Cristo! Precisamos de canções que celebrem esta dimensão missional &#8211; boas e muitas canções! Aqui também precisamos voltar às Escrituras em busca de inspiração. Precisamos ler os profetas e os Evangelhos e imitarmos o compromisso deles com o pobre, o necessitado, o abatido. Estes temas não deviam ser expressos em canções? Eles não são dignos de serem cantados na igreja? À medida que escrevo, sou desafiado por este pensamento: talvez nós tenhamos supervalorizado o papel da música na adoração a tal ponto &#8211; em detrimento de tantas outras opções litúrgicas (poesias, orações históricas, silêncio, leitura meditativa etc) &#8211; que acabamos nos esquecendo do papel da música em relação ao ensino. Vocês se lembram de Colossenses 3, onde Paulo fala sobre cantarmos uns para os outros os ensinamentos de Cristo?</p>
<p>3. Uma vez mais, vocês talvez se surpreendam por me ver recomendar que nós devemos redescobrir a histórica espiritualidade cristã e a expressarmos em canções. Como Robert Webber, Thomas Odin, Sally Morgenthaler e outros têm nos ensinado, existe uma enorme riqueza de históricos escritos espirituais, incluindo muitas belíssimas orações, que clamam por serem traduzidas em canções contemporâneas. Cada era na história tem ricos recursos a oferecer: do período Patrístico ao período Celta ao período Puritano. Em cada página de Thomas à Kempis, em cada oração dos grandes santos medievais, existe inspiração esperando por nós&#8230; e quando olhamos para as repetitivas e monótonas letras que milhões de cristãos estão cantando (porque isso, gente, é o que nós estamos compondo!) a oportunidade perdida causa tristeza no coração. Essas “vozes estranhas” irão alargar os nossos corações e enriquecê-los de forma imensurável&#8230; até que, finalmente, &#8211; se nós as convidarmos para participar de nossa adoração através das letras dos cânticos &#8211; essas vozes se tornarão vozes de amigos, de irmãos e irmãs, porque isso é o que elas são.</p>
<p>4. Vocês provavelmente ficarão menos surpresos quando virem minha sugestão de que nós precisamos de canções que sejam sobre Deus simplesmente&#8230; canções que dêem a Deus o lugar de destaque, por assim dizer. Canções que falem de Deus como Deus, que falem do caráter de Deus, da glória de Deus, e não apenas do excelente trabalho que Deus vem realizando fazendo com que eu me sinta bem. De modo semelhante, nós precisamos de canções que celebrem o que Deus faz pelo mundo &#8211; por todo o mundo &#8211; e não apenas por mim, ou por nós. Caso você não tenha a menor idéia do que estou falando, leia os Salmos, porque eles celebram o que Deus faz por toda a criação, não apenas pelo povo de Israel. Muitas canções das quais necessitamos também celebrarão a Deus como Criador, um tema importante nas Escrituras, mas não para a maior parte de nossas igrejas. Sentimos falta na era moderna de uma boa teologia da criação, e nessa cultura emergente, nós precisamos de compositores/artistas e teólogos que se unam para celebrar Deus como o Deus da criação, não apenas 15 bilhões de anos atrás (ou quando quer que seja), mas hoje, agora&#8230; o Deus que conhece o pardal que cai, o Deus cuja glória ainda se manifesta num raio de luz, cuja ternura ainda se precipita como orvalho da manhã, cujos mistérios são ainda comparados às profundezas dos mares e à imensidão do céu noturno.</p>
<p>5. Eu também devo mencionar a necessidade de cânticos de lamento. A Bíblia está repleta de canções angustiadas, mais tristes do que os mais tristes blues; canções que traduzem a agonizante distância entre o que esperamos e o que temos, o que poderíamos ser e o que somos, o que cremos e o que vemos e sentimos. A honestidade dos cânticos de lamento é perturbadora, pois nem sempre eles terminam com uma nota feliz, como nos cartões comemorativos da Hallmark. Algumas vezes penso que somos demasiadamente felizes. E neste caso, a única maneira de nos tornarmos mais felizes ainda seria tornando-nos um pouco mais tristes. Para isso, então, teríamos de sentir a dor daquele que se encontra cronicamente enfermo, desesperadamente pobre, mentalmente doente; a dor do solitário, do idoso que foi esquecido, da minoria oprimida, do órfão e da viúva. Essa dor deveria encontrar expressão em canções e tais canções deveriam chegar de alguma maneira às nossas igrejas. Quanto mais amargo nós tornarmos o que é doce, melhor. Pois sem o amargo, o que é doce se torna enjoativo. E muitas de nossas igrejas parecem, eu acredito, com a terra das guloseimas ultra-açucaradas. É pedir muito que sejamos mais honestos? Uma vez que a dúvida é parte de nossas vidas, uma vez que dor, ansiedade e frustração são parte de nossas histórias, não poderiam elas estar presentes nas canções que entoamos em nossas comunidades? Não é verdade que cantorias infindáveis acerca de coisas alegres tendem a perder sua vitalidade (e mesmo sua credibilidade) se não cantamos também nossas lutas e tristezas?</p>
<p>Já que estou tratando dessa questão, será que poderia oferecer algumas sugestões e fazer alguns pedidos? (Novamente, não sendo crítico, mas procurando ajudar vocês com os seus dons a melhor servirem na igreja nesses tempos de transição). Gostaria de fazer isso na forma de algumas perguntas:</p>
<p>Primeira: Posso sugerir que nós finalmente superemos o uso linguagem arcaica em nossas novas letras (rompendo com a tendência de usarmos versões antigas da Bíblia)? Ainda que nós resolvamos manter esse tipo de linguagem em nossos hinos antigos, será que poderíamos abandoná-las em nossas novas composições? Nada mais a acrescentar aqui.</p>
<p>Segunda: Posso sugerir que sejamos cautelosos com o uso gratuito de linguagem bíblica &#8211; Sião, Israel, nas alturas etc? Se houver uma boa razão para a utilização desse tipo de linguagem &#8211; em outras palavras: se as estamos usando intencionalmente e não apenas para criar um clima espiritual &#8211; então tudo bem. Do contrário, se pudermos encontrar linguagem e simbologia contemporânea que conecte de forma profunda e imediata com as pessoas que ainda não possuem muitas horas acumuladas de banco de igreja&#8230; então, vamos usá-las no espírito de 1 Coríntios 14, onde a capacidade de se fazer inteligível é tida como uma virtude.<br />
Terceira: Posso sugerir que nessa era de fundamentalismos islâmicos, nós sejamos cautelosos em relação ao emprego de linguagem que evoque a Jihad e a guerra santa? Eu suponho que exista um tempo e um lugar para esse tipo de linguagem, mas não acredito que nem este lugar e nem o tempo sejam aqui e agora. Em minha opinião, nós agora precisamos é de uma forte dose de paz Anabatista.</p>
<p>Quarta: Musicalmente falando, será que eu sou o único desejoso de uma maior variedade rítmica? Por que será que ultimamente eu tenho sido tão abençoado por bateristas e percurssionistas criativos em todo lugar aonde vou?</p>
<p>Quinta: Será que nossos líderes de louvor poderiam enriquecer nossa experiência cúltica lendo textos das Escrituras, orações da igreja histórica, credos, confissões, e poemas com um pano de fundo musical? Você talvez não goste de música Rap, mas ela tem tentado nos dizer alguma coisa sobre o poder da palavra falada, isto é, a palavra falada bem escolhida (já temos palavras não-tão-bem-escolhidas demais em nosso meio &#8211; creio que você concordará comigo).</p>
<p>Finalmente, será que nossos letristas poderiam começar a ler mais poesia (e boa poesia) a fim de que se tornem mais sensíveis ao poder da linguagem, à beleza de uma frase bem construída, ao prazer de uma imagem fresca, nova, ao susto, ou golpe, ou toque, ou surpresa possível quando se insiste um pouco mais na busca pela palavra que realmente quer ser dita, exteriorizada, pronunciada desde o nosso íntimo? Tristemente, enquanto muitas de nossas canções têm música cada vez melhor, as letras ainda se parecem muito a um “trem de clichês”, com um chavão após o outro, numa irritante reciclagem de linguagem decepcionante e sem vida. Não são o nosso Deus, nossa missão, e nossa comunidade dignos de melhor qualidade poética do que temos oferecido até agora?</p>
<p>Obrigado por considerar estas coisas. Eu espero que este seja o começo de uma importante e contínua conversa.</p>
<p>Seu colega e servo,</p>
<p><strong>Brian McLaren </strong></p>




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		<title>Solomon Bandas 01</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 15:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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Primeiro Podcast de bandas do Solomon, com os nomes Eduardo Mano, Ed Ondo, Palavrantiga, Interlúdio, Matisyahu Baixar o Podcast
Foto: Jonatas Damasceno




		
		
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<p>Primeiro Podcast de bandas do Solomon, com os nomes <a href="http://eduardomano.net/">Eduardo Mano</a>, <a href="http://www.purevolume.com/edondo">Ed Ondo</a>, <a href="http://www.palavrantiga.com/">Palavrantiga</a>, Interlúdio, <a href="http://www.matisyahuworld.com/">Matisyahu</a> Baixar <a href="http://www.archive.org/download/SolomonMedia/bandas1_vbr.mp3">o Podcast</a></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/people/jon-peregrino/">Foto: Jonatas Damasceno</a></p>




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		<title>Quando vamos ter louvores assim?</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 18:03:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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<p><object width="589" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Zcc8gE54Md8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Zcc8gE54Md8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="589" height="355"></embed></object></p>




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		<title>Vineyard Rio / Contemplação</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 11:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[RECURSOS]]></category>
		<category><![CDATA[Contemplação]]></category>
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		<category><![CDATA[João Costa]]></category>
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		<description><![CDATA[

Esta é a primeira compilação de composições dos irmãos da Vineyard Rio. Canções de intimidade, algumas tão íntimas que saíram direto dos lugares de composição para serem gravadas de forma simples, porém devotadas, num registro que tem como objetivo fazer com que os olhos de nossos corações sejam iluminados para contemplar a beleza da santidade [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-small?url=http://solomon1.com/a/2009/27/vineyard-rio-contemplacao/&amp;title=Vineyard+Rio+%2F+Contempla%C3%A7%C3%A3o&amp;theme=blue&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p><img class="dtse-img dtse-post-787" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2009/01/comteple.jpg' alt='comteple.jpg' /></p>
<p>Esta é a primeira compilação de composições dos irmãos da Vineyard Rio. <span id="more-787"></span>Canções de intimidade, algumas tão íntimas que saíram direto dos lugares de composição para serem gravadas de forma simples, porém devotadas, num registro que tem como objetivo fazer com que os olhos de nossos corações sejam iluminados para contemplar a beleza da santidade divina.  Contemplação expressa o nosso ardente desejo não apenas de cantar, mas, orar, jejuar, exercitar os dons espirituais e vivenciar hábitos sagrados que encontram sentido no nosso propósito de vida: se parecer com Jesus, pela inspiração do Espírito para a glória de Deus Pai.</p>
<p>Disponibilizamos aqui todo material deste registro para download grátis. Fazemos isso para a glória de Deus, mas também entendemos que uma iniciativa como essa tema a função de equipar a Igreja, como vemos em Efésios 4. <strong>Baixe os arquivos grátis</strong></p>
<p>Clique para entrar no Hotsite do <a href="http://contemplacao.vineyardrio.com/index.html">Contemplação</a></p>
<p>Para baixar o <strong><a href="http://www.fileqube.com/hl/vqKPmFAHv1337863/Jo%C3%A3o%20Costa%20-%20Vineyard%20Rio%20-%20Contempla%C3%A7%C3%A3o%20EP.rar%20target=">CD clique aqui</a></strong></p>
<p><strong><br />
O que é um EP</strong></p>
<p>&#8220;Extended play (EP) é uma gravação em vinil ou CD que é longa demais para ser considerada um compacto (single), e muito curta para ser classificada como álbum. Normalmente um álbum tem oito ou mais faixas e tem duração variando entre trinta e sessenta minutos; um compacto pode ter somente uma faixa e geralmente tem uma duração típica de cinco a quinze minutos; um EP tem entre quatro e oito faixas e duração de 15 a 35 minutos.</p>




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		<title>Abbey Road, Clube da Esquina e outras influências</title>
		<link>http://solomon1.com/a/2008/17/abbey-road-clube-da-esquina-e-outras-influencias/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 12:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[RECURSOS]]></category>

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		<description><![CDATA[

Quando falamos de influências recebidas, como evangélicos, quase sempre negamos o que recebemos &#8220;dos de fora&#8221;, ou negamos nossa história &#8220;pré-conversão&#8221;. Como se não fizesse parte da história de Deus em nossas vidas. Até por que isto não soa santo, espiritual, cristão, evangélico, puro, inspirado ou profético.
Há um sentido em que todos os agentes naturais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-small?url=http://solomon1.com/a/2008/17/abbey-road-clube-da-esquina-e-outras-influencias/&amp;title=Abbey+Road%2C+Clube+da+Esquina+e+outras+influ%C3%AAncias+&amp;theme=blue&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p><img class="dtse-img dtse-post-348" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/09/abe3.jpg' alt='abe3.jpg' /></p>
<p>Quando falamos de influências recebidas, como evangélicos, quase sempre negamos o que recebemos &#8220;dos de fora&#8221;, ou negamos nossa história &#8220;pré-conversão&#8221;. Como se não fizesse parte da história de Deus em nossas vidas. Até por que isto não soa santo, espiritual, cristão, evangélico, puro, inspirado ou profético.</p>
<p>Há um sentido em que todos os agentes naturais, até mesmo os inanimados, glorificam a Deus continuamente, revelando os poderes que Ele lhes deu. E nesse sentido nós, como agentes naturais, fazemos o mesmo. Nesse nível, os nossos atos iníquos, no sentido em que eles exibem nossa perícia e força, pode dizer-se que glorificam a Deus, tanto quanto nossas boas ações. Uma peça musical executada com excelência, como operação natural que revela um grau alto dos poderes e habilidades dados ao homem, desta forma sempre glorifica a Deus, seja qual tenha sido a intenção dos executores&#8221; C.S.Lewis, no capítulo &#8220;On Church Music&#8221;, do livro Christian Reflections.<span id="more-348"></span></p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-348" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/09/abe2.jpg' alt='abe2.jpg' /></p>
<p>Muito desta postura e pensamento existe porque na base e no fundamento teológico de muitos, o mundo foi criado por Satanás e não por Deus, de que o diabo é criador e não criatura, que os homens são criaturas das mãos do diabo e não de Deus, distorcendo a revelação das Escrituras Sagradas. Demos indevidamente o copyright ao inimigo de nossas almas sobre a criação e sobre ass artes, e não ao Senhor Deus, Criador, Senhor e Soberano sobre tudo e todos.</p>
<p>História é história, não há como negar ou fazer desaparecer influências que tivemos e ainda temos, e quando tentamos fazer isto, entramos em processos de sublimação, de alienação, de fuga da realidade, sinais de doença instalada e que sugerem a necessidade de processos terapêuticos e de aconselhamentos posteriores.</p>
<p>Alguns ainda sugerem uma tal e distorcida &#8220;cura interior&#8221; do passado, como se toda a herança e formação que tivemos fossem necessariamente ruins. A herança adâmica sim, em nossa natureza, que não nos ajuda no caminho da salvação e redenção. Mesmo assim, ela ainda nos acompanhará até o final dos tempos. Mas outras heranças, com outro foco, de formação cultural, por exemplo, podem ter sido excelentes e nos balizam ainda hoje no que somos, pensamos e fazemos na vida.</p>
<p>Isto não significa que estas pessoas, pensadores ou artistas, são exemplos em tudo de conduta, muitos com vidas e histórias cheias de crises e pecados (como os homens e mulheres da Bíblia). Mas tiveram ou têm alguma capacidade no que fizeram, ou um bom legado que deixaram, seja na área educacional, científica ou artística.</p>
<p>Eu, que não tive &#8220;berço evangélico&#8221; ou &#8220;maternidade evangélica&#8221; (afinal ouvia quase sempre de irmãos: &#8220;&#8230;eu nasci na igreja&#8230;&#8221;), fui menos preconceituoso com o que recebi através de pessoas não cristãs. Em minha formação familiar e estudantil, por exemplo, tive ótimos referenciais e professores que me ajudaram a absorver valores, cultura e informação. Louvo a Deus hoje por eles, e sei que foi Ele mesmo que planejou e os colocou em minha vida. Aprendi inclusive com os erros, limitações, &#8220;pisadas na bola&#8221; e enganos deles.</p>
<p>Minha formação musical foi ampla e também vinda de pessoas e músicos não cristãos, muitos que citarei abaixo. Tenho hoje também, como cristão, bons referenciais de artistas cristãos e de arte cristã, que alimentam minha fé, minha adoração, que formam minha CDteca e que ajudam a desfrutar da beleza da criação. Pimenta, Aristeu, Arlindo Lima, Camargo, Guilherme, Gerson Ortega, Quico Fagundes, Gladir Cabral, Daniel Maia, João Alexandre, Asaph, Phil Keaggy, Michael Card, Andraé Crouch, Keith Green, Maranatha Music, etc. Mas, esta abordagem é para outra reflexão que não esta.</p>
<p>Reflito hoje em minha história. Minha mãe Laura era cantora profissional, cantora do rádio em São Paulo, excelente pianista e artista sensível. Admirava música brasileira e colocou nome de duas filhas de músicas de Dorival Caymmi: Marina e Dora. Ensinou-me a tocar violão com músicas dele e de Inezita Barroso e até hoje curto e assisto o seu programa na TV Cultura. Silvio Caldas, Orlando Silva, Altamiro Carrilho e outros, tornaram-se conhecidos em nossa casa.</p>
<p>Tínhamos uma &#8220;eletrola&#8221; Telefunken, valvulada, tipo armário, que ficava ligada grande parte do dia e por lá passavam os discos que meus familiares gostavam.</p>
<p><img class="dtse-img dtse-post-348" src='http://solomon1.com/a/wp-content/uploads/2008/09/abe1.jpg' alt='abe1.jpg' /></p>
<p>Meu pai Fenelon, com suas músicas clássicas, músicas de banda sinfônicas (aquelas que ouvia e via nos coretos de Limeira, cidade do interior de São Paulo) ligado no programa de rádio do Moraes Sarmento na Bandeirantes.</p>
<p>Meu irmão Roberto, pianista e músico profissional, ouvindo Tom Jobim, João Gilberto, Gil, Elis, Bach, Beethoven, Bill Evans, Dave Brubeck, Quincy Jones, minha irmã Marina trazendo os discos dos Beatles, James Taylor, Bob Dylan, Elton John, Roberto Carlos; e eu ouvindo isto tudo e mais Mutantes, Terço, Guilherme Arantes, Emerson, Lake and Palmer, Yes, Focus, Deep Purple, Led Zeppelin, Tim Maia, e a tchurma do Clube da Esquina, vento maravilhoso de Minas Gerais.</p>
<p>Lembro-me do meu irmão Roberto me levando a um show com um público de umas 50 pessoas somente, no teatro da Fundação Getúlio Vargas para assistir um &#8220;tal&#8221; de Milton Nascimento, Lô e Marcio Borges, Wagner Tiso, Nelson Ângelo, Beto Guedes, Toninho Horta, cantando e tocando coisas maravilhosas deles e de Fernando Brant. De que planeta estes músicos maravilhosos vieram? Quanta beleza e criatividade!!! Eram do Clube da Esquina, hoje transformado em museu e espaço histórico.</p>
<p>Bom, minha mocidade foi definitivamente marcada por Lennon e McCartney e suas gravações no EMI´s ABBEY ROAD studio (minha e a de uma geração toda né? hehehe), do rock tradicional e progressivo, e pelos &#8220;garotos&#8221; repletos de musicalidade, poesia e brasilidade de Minas Gerais.</p>
<p>Daí, veio a conversão dos 17 para os 18 anos em 1972. Entro na igreja evangélica e tenho um choque cultural e musical. Começo a tomar contato com músicas do Cantor Cristão, hinário batista, ouvir todos os dias minha mãe tocar ao final de tarde hinos que viriam a fazer parte de minha vida, acompanhar cantatas tocando e cantando, gravar discos evangélicos, fazer parte de um momento na história da igreja no Brasil de avivamento em trabalhos com juventude e da experiência de Vencedores por Cristo.</p>
<p>Por imaturidade e ignorância, anos antes vendi minha guitarra Gibson por achar que não poderia usar &#8220;um instrumento que usava na velha vida&#8221;. Mas tinha uma outra que guardei (pecador eu, não?), uma Fender Jaguar Branca, igual a do Jimi Hendrix, onde toquei e solei no dia do meu batismo dentro de uma igreja batista tradicional o &#8220;Vencendo Vem Jesus&#8221;, com o histórico pedal Big Muff. Quando descobri que instrumento é só &#8220;um instrumento&#8221;, comprei novamente uma Gibson, testemunha até hoje de boa parte da história recente da música cristã.</p>
<p>Um grande amigo nesta época, Gerson Ortega, músico e hoje pastor, ajudou-me muito a lidar com a questão da música. Sentia-me &#8220;menos culpado&#8221; de ainda gostar de música chamada secular ou &#8220;do mundo&#8221; quando encontrava na casa dele algum disco de conjuntos e músicos não cristãos que admirávamos.</p>
<p>Ajudou-me a ter critérios, a absorver o que é bom, junto com Guilherme Kerr, companheiro de canções, que viveu e foi influenciado também pela música dos anos 60-70. Os escritos de Francis Schaeffer (&#8220;O Deus que intervém&#8221;), C. S. Lewis (&#8220;Cristianismo Autêntico&#8221;) e John Stott (&#8220;Contracultura Cristã&#8221;), foram balizadores em meu refletir e pensar de forma cristã.</p>
<p>Inclusive por que pensava e continuo pensando que a criatividade e inspiração têm sido dada a pessoas e artistas não cristãos, que de alguma forma manifestam a criatividade de Deus. Isto é, um incrédulo pode ser mais ou tão criativo do que um crente confesso. É o que constato quando analiso as artes de maneira geral, e quando ouço a mesmice e a falta de criatividade das composições e produções chamadas evangélicas de nossos dias.</p>
<p>O próprio João Calvino declarou (Lectures on Calvinism, de Abraham Kuyper) que &#8220;a arte é dada por Deus indiscriminadamente, tanto para crentes quanto para incrédulos&#8221;, o que os teólogos chamam de &#8220;graça comum&#8221;. Ele escreveu certa vez que &#8220;as irradiações da luz divina brilharam mais radiosamente entre pessoas incrédulas do que entre os santos de Deus&#8221;.</p>
<p>Ainda, às vezes, ao ouvir uma música, composição de outros artistas ou minha mesmo, deparo-me com uma seqüência melódica ou harmonia que &#8220;já tinha ouvido em algum lugar&#8221;. As inéditas ou consideradas por mim inspiradas por Deus, vem impregnadas de referências sonoras ou de letras, absorvidas por minha mente e sentimentos durante meu crescimento e história.</p>
<p>A inspiração divina é soprada em homens e mulheres com suas heranças culturais e realidades, movimentos que fazem a história de Deus na história dos homens. E o evangelho vem com seus valores e mensagem, transformar, redimir o homem, sua cultura, sua arte, sua história, balizando o Seu reino.</p>
<p>Agradeço a Deus pelo que vi, escutei e aprendi em minha história, agradeço por ser um simples mortal e terráqueo, que absorveu e gostou de muita coisa feita por não cristãos e ainda gosta. Pessoas a quem Deus ama profundamente. Tenho aprendido a discernir e reter o que é bom. Nem tudo é bom e edifica. Canalizo minha admiração por eles sem idolatria ou sem se tornarem objeto de culto, e consigo adorar a Deus pela capacidade criativa dada a cada um deles. Sinto-me livre para ouvir e apreciar.</p>
<p>Lennon e McCartney fizeram coisas lindas e revolucionárias (até os banais e descartáveis, com os arranjos do George Martin, o &#8220;quinto beatle&#8221;, ficavam bonitas), mas não sou defensor do &#8220;Let it Be&#8221; como estilo de vida. Soube que George Harrison conheceu a Cristo antes de morrer (este buscou a Deus e o significado da vida). Se for verdade, agora desfruta da presença do Sweet Lord verdadeiro, não do Hare Krishna.</p>
<p>Sou mais hoje &#8220;plantar o trigo e refazer o pão de todo e cada dia, beber o vinho e renascer na luz de cada; a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada, o brilho cego de paixão e fé, faca amolada; deixar a Sua luz brilhar e ser muito tranquilo&#8221;, cantada pelo Beto e Milton.</p>
<p>Quero mais o Deus amigo de Gladir Cabral, compositor e pastor: &#8220;bom é ter um prato cheio na mesa, a mesa farta de amigos, amigos plenos da vida, a vida em sopros divinos, sopros de luz, claridade, luzes que mostram caminhos, e sendas que dão liberdade, honra, juízo e atino&#8230;&#8221;.</p>
<p>O Deus das Escrituras, O Grande Artista, está na simplicidade da vida, nos relacionamentos, no cotidiano, e manifesta sua presença e criatividade também nas artes e em artistas em toda a história. Precisamos é perceber e identificar Sua presença. &#8220;Repreender&#8221; menos o conteúdo de nossa história e APRENDER mais dela. E adorar a Ele, porque esteve sempre presente em nossa caminhada! </p>
<p>Fonte: <a href="http://www.provoice.com.br/artigos-nb/nb8-abbey.htm">Provoice</a> . Nelson Bomilcar</p>




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		<title>Louvor flexível</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 10:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[RECURSOS]]></category>
		<category><![CDATA[Adoração]]></category>
		<category><![CDATA[Louvor]]></category>

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		<description><![CDATA[

CENA 1: É domingo à noite e você está conduzindo o período de louvor. Você sente que Deus o está incomodando para repetir o refrão de uma música, mas num compasso mais lento, para enfatizá-la. Você sabe como sinalizar para a sua equipe repetir essa parte da música?
CENA 2: Você está liderando o louvor e [...]]]></description>
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<p><strong>CENA 1: </strong>É domingo à noite e você está conduzindo o período de louvor. Você sente que Deus o está incomodando para repetir o refrão de uma música, mas num compasso mais lento, para enfatizá-la. Você sabe como sinalizar para a sua equipe repetir essa parte da música?</p>
<p><strong>CENA 2: </strong>Você está liderando o louvor e se sente fortemente conduzido a adicionar uma música e tirar outra que estava na lista das músicas a serem tocadas. Você consegue fazer isso sem que haja uma tragédia musical? Será que o guitarrista e o tecladista não ficarão resmungando?</p>
<p><strong>CENA 3: </strong>Você está próximo do final de uma música e Deus está agindo poderosamente. Você quer cantar algo com as pessoas sem interromper o fluir da adoração. Será que a banda terá alguma vaga idéia do que fazer nessa situação? Será que os cantores instintivamente sentirão o que devem cantar?</p>
<p><span id="more-196"></span></p>
<p>Cada uma dessas situações nos mostra a necessidade de haver flexibilidade na equipe de louvor. Já se foi o tempo em que nós pensávamos em louvor nas nossas igrejas como sendo algo estático e com todos os detalhes previamente planejados. Ao convidarmos a presença do Senhor enquanto adoramos, nós estamos dizendo a ele: ‘Venha estar conosco; venha nos conduzir’. Nós não devemos nos surpreender se ele quiser modificar a nossa lista de músicas e enfatizar algo que estamos cantando. Ele pode até mesmo querer mudar a lista.</p>
<p><strong>Não me entenda mal. Eu não estou dizendo que nós não devemos planejar e treinar. A minha equipe ensaia todas as quintas-feiras à noite, e nós buscamos estar preparados espiritualmente e musicalmente para os cultos.</strong></p>
<p>O segredo da flexibilidade na adoração é a maneira como você ensaia. Há muitos anos, percebi que estava ensinando para a equipe arranjos específicos para as músicas. E com isso eu quase que os fazia morrer todas as vezes que modificava alguma música durante a execução do período de louvor. A saída para isso é não tentar fazer tocar exatamente igual ao que foi ensaiado.</p>
<p>Ao invés disso, percebi que nós precisávamos praticar a flexibilidade e a espontaneidade. Hoje em dia, eu ensaio de uma maneira que a equipe ‘veja e ouça’ enquanto eu toco, para que eles possam perceber os sinais que eu dou.</p>
<p>Todos na equipe percebem que as coisas podem mudar, dependendo da experiência de adoração do momento. Por termos uma história juntos, eles conhecem os meus costumes musicais e a minha linguagem corporal. Isso significa que eles estão mais aptos a perceber as mudanças que eu faço numa música durante o período de louvor.</p>
<p>Aqui vão algumas coisas que eu considero importantes, e que devem ser acrescentadas à maneira como ensaiamos.</p>
<p><strong>1. Ensine a equipe a observar os sinais e os hábitos musicais.</strong><br />
Todos os líderes de louvor com os quais eu tenho tocado e observado, possuem hábitos. Você tem as suas manias musicais e eu tenho as minhas. A questão é: você está ciente delas? E será que a equipe sabe o que elas significam?.</p>
<p>Nós realmente estamos falando sobre linguagem corporal e sobre estar certos de que a equipe pode decifrar o significado dessa linguagem. Se estamos tocando a música ‘Vem, esta é a hora’ e eu toco o teclado com o mesmo volume, ou um pouco mais alto no final do refrão, da mesma maneira que no início, a minha equipe sabe que eu irei repetir o refrão.</p>
<p>Se eu colocar a minha mão direita nas costas, a equipe sabe que deverá parar de tocar na próxima parte da música. Esses são dois dos sinais que eu uso constantemente.</p>
<p>Fazer com que a sua equipe conheça as suas manias musicais e tentar desenvolver sinais será um valioso investimento do seu tempo e esforço. Os guitarristas sempre usam a guitarra para dar alguns sinais. Eles podem baixar um pouco o instrumento, e isso pode significar que eles tanto devem reduzir o ritmo ou mesmo tocar um pouco mais suave. Isso tudo depende da definição que o líder da equipe der ao sinal.</p>
<p><strong>2. ‘Hang time’ e ‘Rocking chords’</strong><br />
Muitas vezes eu vou para o final da música que estamos cantando, e quero me demorar um pouco naquela parte da canção. Se eu apenas quiser repetir uma parte da música, eu faço um sinal circular com a mão, e a equipe sabe que isso significa que devemos repetir o refrão da música, e que eles devem prestar atenção pois o fim da música está se aproximando. Entretanto, algumas vezes eu encerro a música sentindo vontade de cantar algo novo que não é parte da música e que não está escrito em nenhum lugar.</p>
<p>E, às vezes, uma música espontânea vem na seqüência. Como a banda saberá o que fazer então? A primeira regra aqui que se aplica a nossa equipe é: se estiver em dúvida, silencie.</p>
<p>Simplesmente, espere até que você perceba o acorde padrão que o líder está tocando ou até que seja convidado a tocar junto. Quase sempre, os nossos músicos e cantores percebem automaticamente o fluir daquilo que eu estou fazendo à medida que a parte espontânea aparece. Eu chamo isso de ‘hang time’ a todos os momentos em que nós tocamos algo que não foi ensaiado e que não há nenhuma partitura.</p>
<p>A expressão ‘rocking chords’ é o nome que eu dou à progressão de acordes que eu estou usando nos momentos espontâneos. Eu tenho ensinado à banda que observem a minha mão esquerda durante essas partes da música. Se eu sinalizo para a esquerda, isso significa que eles devem ir para o intervalo de quinta, seja qual for o tom que estejam (se estivermos em ‘G’, eles devem ir para o acorde de ‘D’).</p>
<p>Se eu sinalizo para a direita, eles vão para o acorde principal (‘G’ nesse caso). Se eu sinalizo para a esquerda enquanto estamos tocando o acorde principal, eles irão tocar o quarto intervalo do acorde ‘G’, que é o acorde ‘C. Este método proporciona um meio para que a equipe continue participando e esteja musicalmente envolvida com o que Deus está nos conduzindo a fazer.</p>
<p>Os nossos cantores esperam para ouvir o que eu estou cantando antes de cantarem. Eles também observam os meus olhos para saber se devem ou não cantar nessa parte. Às vezes, um dos cantores irá liderar os demais no cântico espontâneo, e aí o líder de louvor precisa fazer o seu melhor para seguir o cantor e orientar a banda ao mesmo tempo.</p>
<p>Existem muitos exemplos de ‘rocking chords’ no final das músicas dos CD’s da série Winds of Worship. Sempre são acordes que estavam no corpo das músicas que foram cantadas. Eu sempre irei avisar a equipe sobre o que eu devo fazer ao final de cada música, e assim eles já terão um padrão de acordes que eu vou usar. Novamente, isso é praticar a ‘flexibilidade’.</p>
<p><strong>3. Prepare a equipe para possíveis mudanças na lista de músicas.</strong><br />
Há alguns anos, fui convidado a tocar teclado para um outro líder de louvor numa conferência e realmente gostei da maneira como ele montava a lista de músicas para o louvor. Depois de listar as músicas a serem tocadas, ele incluía uma outra seção, chamada de ‘possíveis’. E, logo abaixo, ele listava uma série de músicas que queria que nós estivéssemos preparados para tocar. Nós encerrávamos o louvor tocando uma das músicas ‘possíveis’, trocando-a por uma das que foram escolhidas antes. E essa música acaba sendo uma das mais poderosas de toda a lista das que deveriam ser tocadas.</p>
<p>De tempos em tempos, eu mudo a maneira de fazer as coisas (especialmente quando eu sinto que Deus tem falado ao meu coração, e colocado uma música diferente em meu coração). Isto não acontece todas as semanas, nem todos os meses, mas a minha equipe não se surpreende quando isso acontece. É difícil para a equipe ficar observando atentamente, tentando buscar a música nos arquivos da memória e conseguir acompanhá-lo. Aqueles que tem uma vaga noção de como seja a música podem conseguir. Os que não possuem essa noção precisam silenciar ou observar os outros música para ver os acordes que estão sendo tocados e os sinais que estão sendo usados.</p>
<p>Eu ensino a minha equipe a permanecer de cabeça erguida sempre que possível, e peço que eles não fiquem com os olhos fixos em cifras ou partituras o tempo todo. Encoraje a sua equipe a gastar tempo memorizando as progressões e os padrões de acordes. Eles se tornarão uma equipe melhor se fizerem isso.</p>
<p><strong>O mais importante</strong><br />
Queremos estar na vontade de Deus ao lhe oferecermos o nosso louvor e a nossa adoração. Praticar a flexibilidade nos dá mais liberdade e nos ajuda a cooperar com o fluir do Espírito de Deus enquanto conduzimos as pessoas até o trono de Deus. </p>
<p><a href="http://www.vineyardmusic.com.br/treinamento-artigos.asp?p=1&#038;idA=174">Vineyard</a></p>




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		<title>Escute um doce som</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 20:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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1 Cor 10.31 Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.
A finalidade desta idéia é não separar o santo do profano e deixar Deus falar com você em todos os seus momentos. Uma oração silenciosa, escutando um doce som, qualquer som sem fazer distinção, fazendo tudo para [...]]]></description>
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<strong><br />
1 Cor 10.31 Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.</strong><span id="more-88"></span></p>
<p>A finalidade desta idéia é não separar o santo do profano e deixar Deus falar com você em todos os seus momentos. Uma oração silenciosa, escutando um doce som, qualquer som sem fazer distinção, fazendo tudo para a glória de Deus.<br />
<strong><br />
Direção para a liderança:</strong></p>
<p>Você vai precisar de um aparelho de som com um cabo para poder ligar os aparelhos de mp3 ou cds.</p>
<p><strong>Direção:</strong></p>
<p>Você simplesmente vai ficar em silêncio, escutando Deus enquanto o som estiver rolando.</p>
<p>No <a href="http://" title="http://solomon1.com/a/?p=94" target="_blank">Solomon do dia 4/07/2008</a> nós fizemos isso e escutamos as músicas seguintes, além das histórias de cada participante:</p>
<p><strong>Coldplay &#8211; Yellow<br />
Lacuna Coil &#8211; Enjoy The Silence<br />
Hillsong &#8211; Consuming Fire<br />
Jeremy Riddle &#8211; Sweetly Broken<br />
Apocalipse 16 - Bons Tempos<br />
This Beautiful Republic &#8211; Cloud Clover<br />
</strong><strong>Nine Inch Nails &#8211; The Fragile<br />
Medulla &#8211; Prematuro Parto Fórceps</strong></p>




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